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Artes visuais

Archimedes Dutra

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 21.11.2020
06.06.1909 Brasil / São Paulo / Piracicaba
01.07.1983 Brasil / São Paulo / Piracicaba
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Salto de Piracicaba, 1973
Archimedes Dutra
Óleo sobre tela, c.i.e.

Archimedes Dutra (Piracicaba, São Paulo, 1909 – Idem 1983). Pintor, escultor e professor. É bisneto de Miguelzinho Dutra (1812-1875), filho de Joaquim Miguel Dutra (1864-1930) e irmão de João (1893-1983), Alípio (1892-1964) e Antônio de Pádua (1906-1939). Forma-se professor normalista em 1927. É premiado no Salão Nacional de Belas Artes em 1927,...

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Archimedes Dutra (Piracicaba, São Paulo, 1909 – Idem 1983). Pintor, escultor e professor. É bisneto de Miguelzinho Dutra (1812-1875), filho de Joaquim Miguel Dutra (1864-1930) e irmão de João (1893-1983), Alípio (1892-1964) e Antônio de Pádua (1906-1939). Forma-se professor normalista em 1927. É premiado no Salão Nacional de Belas Artes em 1927, 1928, 1929, 1942 e 1943, no Rio de Janeiro. Em 1932, desenha com Antônio de Pádua a capa do Manual de Campanha do Voluntário Constitucionalista. Entre 1935 e 1944, leciona na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq). Entre 1934 e 1983, expõe no Salão Paulista de Belas Artes, sendo premiado em várias edições de 1935 a 1979. Em 1947, viaja para Roma, Itália, e ingressa na Academia de Belas Artes. Em 1948, retorna ao Brasil e, no ano seguinte, recebe da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo homenagem pelo trabalho prestado às artes brasileiras na Europa. Em 1953, funda a escola de música de Piracicaba. Em 1955, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP) convida-o a organizar um programa de ensino de desenho para a instituição. Em 1962, apresenta a palestra "Arte na Imperial Província de São Paulo", como parte do curso de extensão universitária sobre arte antiga no Brasil, na Faculdade de Direito da USP. Onze anos depois, defende doutorado na Esalq com a tese A contribuição de Piracicaba na arte nacional.

Análise

Archimedes Dutra faz parte de uma família de artistas plásticos e músicos do interior paulista. Miguel Archanjo Benício de Assumpção Dutra, o “Miguelzinho”, é um dos antepassados mais célebres, pela produção de registros iconográficos do estado de São Paulo e pelos trabalhos de arte sacra, durante o século XIX. Archimedes é responsável pela restauração do Paço do Senhor do Horto, erguido por Miguelzinho em 1873, em Piracicaba.

Durante sua trajetória, Archimedes engaja-se na instauração de instituições artísticas no interior do estado paulista, sobretudo em Piracicaba. Em 1953, idealiza na cidade natal o Salão de Belas Artes e a Pinacoteca Municipal Miguel Dutra, além de participar da fundação da Escola de Música. Em 1974, atua na criação da Escola Superior de Artes Plásticas de Piracicaba. Preocupa-se também com o registro  histórico da cidade: escreve sobre ela, projeta monumentos, bandeiras e brasões e, em 1973, defende tese sobre a contribuição piracicabana para a arte brasileira na Esalq, onde leciona desenho.

Como pintor, é um paisagista de êxito nos salões oficiais do país. Fixa o entorno interiorano paulista, em clima nostálgico, por meio de um diálogo tardio com o impressionismo, atentando para a luminosidade do ambiente e fazendo uso de pinceladas descontínuas, justaposição de tons e ausência de contorno. Utiliza o empasto em pinceladas curtas, como em Casa do Capitão Povoador Antonio Corrêa Barbosa (s.d.) e Rua de Piracicaba (s.d.) ou combina áreas empastadas a superfícies mais lisas, como em São Luis do Paraitinga (s.d.).

A tela Terras do Brasil, presente na coleção do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), foi comentada pela historiadora Regina Liberalli Laemmert, que nela observou um diálogo com o impressionismo e certa melancolia da composição conferida pela luz crepuscular produzida pelo pintor.

 

 

Obras 1

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Exposições 52

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Fontes de pesquisa 10

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  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CATÁLOGO geral de obras. São Paulo: DEMA: Imprensa Oficial do Estado: MINC: Secretaria do Estado da Cultura, 1988.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PINACOTECA do Estado de São Paulo: catálogo geral de obras. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1988.
  • PINTORES contemporâneos de São Paulo. S.l.: [s.n.], s.d.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • SANTOS, Luciene Ribeiro dos. Os professores de projeto da FAU-USP (1948-2018): esboços para a construção de um centro de memória. 478f. 2018. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, 2018. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16134/tde-18092018-163855/publico/MElucieneribeirodossantos_rev.pdf. Acesso em: 21 nov. 2020.
  • VELLOSO, Augusto Carlos Ferreira. Os artistas Dutra: Oito gerações presença de mais de dois séculos na arte so Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial/Sociarte, 2000.

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