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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Carlos Luís do Nascimento

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 15.01.2020
1812 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
1876 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Carlos Luís do Nascimento (Rio de Janeiro, 1812 - idem, 1876 ). Pintor, restaurador e professor. Em 1829, ingressa nas primeiras turmas da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) do Rio de Janeiro. É aluno de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e Grandjean de Montigny (1776-1850). Colega de artistas como  August Müller (1815-c.1883), José dos Reis ...

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Carlos Luís do Nascimento (Rio de Janeiro, 1812 - idem, 1876 ). Pintor, restaurador e professor. Em 1829, ingressa nas primeiras turmas da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba) do Rio de Janeiro. É aluno de Jean-Baptiste Debret (1768-1848) e Grandjean de Montigny (1776-1850). Colega de artistas como  August Müller (1815-c.1883), José dos Reis Carvalho (c.1798-1801-1872) e Araújo Porto Alegre (1806-1879).

Participa da segunda exposição de alunos e professores da Aiba, em 1830. Aos poucos, especializa-se em restauro de pintura. Em 1837, restaura o retrato de d. Pedro I, pintado por Simplício Rodrigues de Sá (1785-1839). Em 1841, apresenta-se como retratista e mestre de desenho, atividade que desempenha por toda vida, entre Rio de Janeiro e Niterói. Ingressa, nessa década, no cargo de mestre de desenho do Arsenal de Guerra, demitindo-se em 1852. Nesse ano, projeta os medalhões para o zimbório da capela da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Em 1854, Porto Alegre, então diretor da Aiba, lhe propõe o cargo de restaurador e conservador da pinacoteca da academia. Em 1859, Nascimento pede licença para se aperfeiçoar como restaurador na Europa. Participa de Exposições Gerais das Belas Artes (Egba)  entre 1845 e 1872, nelas expondo ora trabalhos autorais, sobretudo retratos, ora obras restauradas. Em 1845, recebe a medalha de ouro. Em 1864, recebe o Hábito da Ordem de Cristo. 

Análise

Carlos Luís do Nascimento desempenha uma trajetória quase silenciosa, no entanto fundamental para a manutenção de obras pictóricas no Rio de Janeiro do século XIX. Apesar de longa carreira na docência particular do desenho e na produção de retratos de personalidades da corte (gênero no qual se especializa), é na atuação como restaurador e conservador de pinturas que está seu maior legado. Ativo num momento importante para a constituição de um cenário artístico consistente no país, assume a inédita responsabilidade de cuidar da coleção inicialmente formada pelas obras trasladas ao Brasil com a vinda da Corte Portuguesa, em 1808, que incluem mestres dos séculos XVI ao XVIII. 

Desde a década de 1850, quando ingressa efetivamente nessa função, na Aiba, apresenta regularmente nas exposições gerais obras restauradas, incluindo originais ou que acreditava-se então ser originais de pintores como Annibale Carracci (1560-1609), Francesco Campora (1693-1753), Antonio Tempesta (1555-1630), Charles le Brun (1619-1690) e Giuseppe Cesari (1568-1640).

Ainda que sejam necessários mais estudos para avaliar o grau de alteração causado pelas intervenções de Nascimento, é certo que muitas obras se perderiam não fosse seu engajamento na tarefa de conservação. 

Exposições 6

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Fontes de pesquisa 17

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  • 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • ACADEMIA das Bellas-Artes: Exposição Geral de 1860 (continuação). Correio Mercantil, Rio de Janeiro, 11 jan. 1861, p.1-2.
  • CORREIO MERCANTIL, 19 fev. 1866, p. 2.
  • CORREIO MERCANTIL, 6 mai. 1864, p. 2.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. Ministério da Guerra. Expediente de 6 de abril. Rio de Janeiro, 23 abr. 1852, p. 1.
  • DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro, 1° mar. 1841, p. 4.
  • DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro, 3 ago. 1870, p. 2.
  • DIÁRIO DO RIO DE JANEIRO. Rio de Janeiro, 31 mai. 1834, p. 1.
  • DUQUE, Gonzaga. A arte brasileira: pintura e esculptura. Introdução Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995. (Arte: ensaios e documentos).
  • ESCOLA DE BELAS ARTES. Disponível em: www.eba.ufrj.br. Acesso em: 24 jun. 2014
  • GAZETA DE NOTÍCIAS. Rio de Janeiro, 6 dez. 1876, p. 1.
  • HEMEROTECA DIGITAL. Disponível em: http://hemerotecadigital.bn.br/. Acesso em: 24 jun. 2014
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • SANTOS, Conselheiro. Relatório apresentado pelo diretor da Academia Imperial de Bellas-Artes. In: BRASIL. MINISTÉRIO DO IMPÉRIO. Relatório do ano de 1859 apresentado à Assembleia Geral Legislativa na 4. Sessão da 10. Legislatura. Rio de Janeiro, 1860.
  • UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Disponível em: http://www.cronicas.uerj.br/home/cronicas/machado/rio_de_janeiro/ano1865/21fev65.htm. Acesso em: 24 jun. 2014

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