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Artes visuais

Antônio Maluf

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 15.06.2021
17.12.1926 Brasil / São Paulo / São Paulo
08.2005 Brasil / São Paulo / São Paulo
Antônio Maluf (São Paulo, São Paulo, 1926 - idem 2005). Pintor, desenhista e artista gráfico. Inicia seus estudos em engenharia civil e passa, posteriormente, a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realiza também cursos de pintura com Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Es...

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Antônio Maluf (São Paulo, São Paulo, 1926 - idem 2005). Pintor, desenhista e artista gráfico. Inicia seus estudos em engenharia civil e passa, posteriormente, a cursar a Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, dirigida por Flávio Motta (1916). Realiza também cursos de pintura com Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Estuda gravura no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, com Poty (1924 - 1998) e Darel (1924). Freqüenta o primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Masp, onde é aluno de Sambonet (1924 - 1995), entre outros. Nessa época, entra em contato com a arte construtiva, por meio da obra de Max Bill (1908 - 1994), apresentada na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e no Masp, em 1952. A tendência construtiva caracteriza sua atividade como artista, designer gráfico e programador visual. Vence o concurso para o cartaz da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e este é considerado um marco do design gráfico no país. O artista utiliza vários suportes e realiza pinturas murais e elementos modulares, atuando em colaboração com arquitetos como Vilanova Artigas (1915 - 1985), entre outros.

Comentário Crítico
Antônio Maluf estuda na Escola Livre de Artes Plásticas, em São Paulo, na década de 1940, e também cursa pintura nos ateliês de Waldemar da Costa (1904 - 1982)  e Flexor (1907 - 1971). Em 1951, matricula-se no primeiro curso de desenho industrial da América Latina, no Instituto de Arte Contemporânea - IAC do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp. Entre os colegas do IAC, encontram-se futuros grandes designers e artistas concretos brasileiros como Alexandre Wollner (1928) e Maurício Nogueira Lima (1930 - 1999).

Maluf segue uma trajetória singular, pois apesar de adotar a linguagem construtiva, compartilhada por vários artistas a partir da década de 1950, não se vincula a nenhum grupo. Elabora, em 1951, um de seus primeiros trabalhos concretos, Equação dos Desenvolvimentos em Progressões Crescentes e Decrescentes, que é adaptado para participar do concurso de cartazes da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Ele vence o concurso e seu trabalho é considerado um marco no design gráfico brasileiro. O cartaz traz retângulos que se adensam, à medida em que são reduzidos, em direção ao centro do papel. Apresenta assim uma vibração ótica resultante da sugestão de movimento criada pelas linhas paralelas. Já nas séries Progressões Crescentes e Decrescentes, o artista cria um ritmo que parece se ampliar ao infinito, pela repetição de uma mesma estrutura geométrica.

Maluf utiliza variados suportes, dedicando-se a pinturas murais em azulejos e estampas para tecidos, sempre norteados por sua visão da arte concreta. Na opinião da crítica Regina Teixeira de Barros, a produção de Antônio Maluf baseia-se no conceito da equação dos desenvolvimentos, estabelecendo uma relação de igualdade entre os elementos da linguagem artística e o suporte sobre o qual eles são aplicados. Nos murais criados, por exemplo, para o edifício Vila Normanda, no centro de São Paulo, a disposição dos azulejos que servem como suporte é proporcional à utilizada nos retângulos que constituem o mural. Através de variações possíveis, obtidas pela divisão de retângulos em doze unidades, o artista lida com princípios de equilíbrio e contrastes de cores, criando ritmos rigorosamente elaborados.

Como designer, elabora cartazes, logomarcas, padronagens de tecido, projetos para outdoors e integra sua obra gráfica a projetos de arquitetura. Cria murais e elementos modulares, colaborando com arquitetos como, por exemplo, Vilanova Artigas (1915 - 1985). A tendência construtiva caracteriza sua trajetória como artista e suas atividades de designer e programador visual. Com seus trabalhos, colabora para a transformação da identidade visual da cidade de São Paulo, integrando a arte às atividades relacionadas ao cotidiano da população.

Exposições 53

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 12

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  • AMARAL, Aracy (org.). Arte construtiva no Brasil - Constructive art in Brazil. Tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: Companhia Gráfica Melhoramentos: DBA Artes Gráficas, 1998. (Coleção Adolpho Leirner).
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  • AS BIENAIS e a abstração: a década de 50. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1978. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • BANDEIRA, João (org.). Arte concreta paulista: documentos. São Paulo: Cosac & Naify: Centro Universitário Maria Antônia, 2002. 96 p., il. p&b. (Arte concreta paulista).
  • BARROS, Regina Teixeira de; LINHARES, Taisa Helena P. Antonio Maluf. São Paulo: Cosac & Naify : Centro Universitário Maria Antônia, 2002. 78 p., il. color. (Arte concreta paulista).
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 10., 1969, São Paulo, SP. Catálogo. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1969.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • Galeria Brasiliana. Diponível em: [http://www.galeriabrasiliana.com.br/set2005_05.shtml]. Acesso em: 02 fev. 2006. Galeria Brasiliana
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • PROPOSTAS 65: exposição e debates sobre aspectos do realismo atual do Brasil. São Paulo: Fundação Armando Alvares Penteado, 1965. [8] p.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

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