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Teatro

Tite de Lemos

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.08.2017
16.02.1942 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
17.06.1989 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Newton Lisboa Lemos Filho (Rio de Janeiro RJ 1942 - idem 1989). Poeta, dramaturgo, letrista, e jornalista. Estreia na poesia em 1979, com Marcas do Zorro, posteriormente publicando mais quatro livros, dois em vida e dois postumamente. Ainda no início dos anos 1970, funda, ao lado de intelectuais como Luiz Carlos Maciel (1938) e Rogério Duarte (1...

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Biografia
Newton Lisboa Lemos Filho (Rio de Janeiro RJ 1942 - idem 1989). Poeta, dramaturgo, letrista, e jornalista. Estreia na poesia em 1979, com Marcas do Zorro, posteriormente publicando mais quatro livros, dois em vida e dois postumamente. Ainda no início dos anos 1970, funda, ao lado de intelectuais como Luiz Carlos Maciel (1938) e Rogério Duarte (1939), A flor do mal, jornal alinhado a tendências contraculturais e dedicado à democratização da mídia brasileira e à publicação de novos escritores. Simultaneamente, atua como jornalista, trabalhando como cronista e redator no jornal O Globo. Além de letras de canção musicadas e gravadas por diversos intérpretes da MPB e de três peças de teatro montadas na década de 1970, Lemos também é autor de uma extensa produção não publicada em poesia, teatro e letras de canção, hoje abrigada pelo Arquivo-Museu da Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ).

Comentário crítico
Como nota o crítico Ivan Junqueira (1934), a poesia de Tite de Lemos comporta faces diversas e frequentemente antagônicas entre si, a um só tempo clássica e contemporânea, afeita a meditações líricas e a transgressões irreverentes, à reflexão metalinguística e à atenção ao dado cotidiano, desde Marcas do Zorro (1979). Dividido em seções que organizam os mais diferentes modos de concepção do texto poético, esse livro inaugura tanto uma tendência ao aforismo quanto a versatilidade de um sujeito poético problematizado, cuja ilusão de identificação com um suposto sujeito biográfico é constantemente dissolvida, seja por meio de torções reflexivas da linguagem (como em "Não identidade"), seja pela incorporação de suportes textuais vários ou de máscaras emprestadas à tradição literária, como no poema que dá título ao livro - "Tú és o cavaleiro eu sou a montaria / às vezes me castiga e outras vezes não / vou cegamente aonde a Tua mão me guia / mas em segredo me pergunto aonde vão [...]".

Já do ponto de vista da trajetória do poeta, a dicotomia central se estabelece entre experimentalismo e retorno à tradição. Após um livro que dava continuidade ao estilo inicial, Corcovado Park (1985), Lemos lança o Caderno de sonetos (1988), reunião de textos compostos a partir da forma tradicional, ainda que re-apropriada através de flexibilizações rítmicas e da acomodação de temas inesperados, conforme se nota nos versos do soneto XXIII: "Toda vida é rascunho impermanente / manuscrito com tinta azul lavável. / Não divise futuros, não invente / eternidades nem se torne escrava [...]". De todo modo, graças a sua atitude experimental, é visto pelo poeta Armando Freitas Filho (1940) como emblema da abertura a novas formas que marcou a produção poética dos anos 1970 no Brasil, o que fica claro em livro lançado postumamente, Bella Donna (2010), que aprofunda seus experimentos anteriores com a dimensão visual do poema, os recursos tipográficos e inclusive a inserção de cores e desenhos no livro.

Lemos faz ainda diversas incursões pela dramaturgia, campo em que também transita entre a exploração de formatos convencionais e um experimentalismo radical. É co-autor do musical "Alice no país divino-maravilhoso" (1970), de que participa a cantora e compositora Sueli Costa (1943), que posteriormente se tornará sua principal parceira em canções.

Espetáculos 5

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Fontes de pesquisa 1

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  • Planilha enviada pela pesquisadora Rosyane Trotta. Não Catalogado

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