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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ronaldo Azeredo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.10.2019
12.02.1937 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
14.11.2006 Brasil / São Paulo / São Paulo
Ronaldo Pinto de Azeredo (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1937 – São Paulo, São Paulo, 2006). Poeta e artista plástico. Na juventude, conhece, por intermédio de sua irmã Lygia Azeredo (1931), esposa do poeta Augusto de Campos (1931), as primeiras obras dos poetas concretos de São Paulo. Em 1956, participa da Exposição Nacional de Arte Concreta n...

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Ronaldo Pinto de Azeredo (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1937 – São Paulo, São Paulo, 2006). Poeta e artista plástico. Na juventude, conhece, por intermédio de sua irmã Lygia Azeredo (1931), esposa do poeta Augusto de Campos (1931), as primeiras obras dos poetas concretos de São Paulo. Em 1956, participa da Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) com os principais poetas e artistas plásticos concretistas. No ano seguinte, a mesma exposição acontece no Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro. Desde então, Azeredo contribui com a revista Noigandres, participando da Antologia Noigandres de 1962 com Augusto de Campos, Haroldo de Campos (1929-2003), Décio Pignatari (1927-2012) e José Lino Grünewald (1931- 2000). Entre 1962 e 1967, contribui na revista Invenção, organizada pelos concretistas paulistas com participação de outros poetas como Pedro Xisto (1901-1987) e Edgar Braga (1897-1985). Nas décadas seguintes, Ronaldo Azeredo continua sua pesquisa estética. Na década de 1970, frequenta o ateliê do artista plástico Alfredo Volpi (1896-1988). Avesso à imprensa, em 2005, concede sua primeira entrevista para o site Trópico depois de 50 anos de carreira. Morre no ano seguinte.

Análise 

Ronaldo Azeredo é o mais jovem dos poetas concretos e o único que inicia sua obra escrevendo poemas sem versos. Essas composições possuem uma clareza estrutural e simplicidade de construção que tornam muitas delas peças emblemáticas da poesia concreta brasileira. Uma das mais famosas é o poema “Velocidade”, que exemplifica as propostas da fase ortodoxa da poesia concreta, uma construção “geométrico-isomórfica”1

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 VELOCIDADE

Ronaldo Azeredo participa da revista Invenção e contribui para inovações internas dos poetas concretos paulistas, produzindo poemas concretos com conteúdo político e poemas semióticos sem o uso de palavras.

Após a dissolução do grupo, Azeredo continua a pesquisa estética por novos formatos e suportes para os poemas. Produz, entre outros, poemas-mapa, poemas-quebra-cabeça, poemas-partitura – em parceria com o músico Gilberto Mendes (1922-2016). Também poemas sobre tecido com aplicações de imagens e textos caligráficos, como os que compõem a obra Panagens (1975).

Em 1986, o poeta Augusto de Campos publica o ensaio “Resiste, Ro” sobre a poesia de Ronaldo Azeredo. O poeta não lança nenhuma publicação comercial de sua obra: todos os seus livros e objetos são feitos em tiragens limitadas, normalmente editadas pelo próprio autor.

Nota

1. Influenciados pelas teorias da Gestalt, os concretistas incorporam o conceito de isomorfismo à construção poética. Ele se deflagra na busca por identificação frente aos conflitos de fundo-forma, e paralelamente, tempo-espaço nos processos de composição.

Exposições 12

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Fontes de pesquisa 4

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  • BANDEIRA, João; BARROS, Lenora de (Org.). Grupo Noigandres: arte concreta paulista. São Paulo: Cosac &Naify: Centro Universitário Maria Antônia, 2002.
  • CAMPOS, Augusto de. Resiste, Ro. In: À margem da margem. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
  • CAMPOS, Augusto de; CAMPOS, Haroldo de; PIGNATARI, Décio. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos 1950 - 1960. São Paulo: Ateliê Editorial, 2006. p.271.
  • SIMON, Iumna; DANTAS, Vinicius (Org.). Poesia concreta: literatura comentada. São Paulo: Abril, 1982.

Como citar

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