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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Zépherin Ferrez

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.03.2017
31.07.1797 França / Lorena / Saint-Laurent
22.07.1851 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro

Medalha Comemorativa da Aclamação de D. João VI em 1818, 1820
Zépherin Ferrez
Bronze
Acervo Banco Itaú S.A / Itaú Numismática - Museu Herculano Pires

Zepherin Ferrez (Saint-Laurent, França 1797 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1851). Medalhista, escultor, gravador e professor. Inicia sua formação em 1810, na cidade de Paris, onde estuda gravura e escultura com Philippe-Laurent Roland (1746 - 1816) e Pierre Nicola Beauvallet (1750 - 1818). Vem para o Brasil com o irmão Marc Ferrez (1788 - 185...

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Biografia

Zepherin Ferrez (Saint-Laurent, França 1797 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1851). Medalhista, escultor, gravador e professor. Inicia sua formação em 1810, na cidade de Paris, onde estuda gravura e escultura com Philippe-Laurent Roland (1746 - 1816) e Pierre Nicola Beauvallet (1750 - 1818). Vem para o Brasil com o irmão Marc Ferrez (1788 - 1850) em 1816 e, mais tarde, estabelece contato com os integrantes da Missão Artística Francesa. No ano seguinte, realiza com Auguste Marie Taunay (1768 - 1824), Debret (1768 - 1848) e Grandjean de Montigny (1776 - 1850) os trabalhos decorativos nas ruas e praças da cidade do Rio de Janeiro para as festividades da chegada da Princesa Leopoldina (1797 - 1826). Com Marc Ferrez, esculpe e ornamenta, em 1818, o berço oferecido a D. Pedro I (1798 - 1834) por ocasião do nascimento de sua primeira filha, a princesa Maria da Glória. Esse trabalho lhe proporciona a inclusão no quadro de pensionistas da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Em 1820, grava a medalha Senatus Fluminenses, em honra à aclamação de D. João VI, cerimônia ocorrida dois anos antes. Em 1826, realiza com o irmão uma série de baixos-relevos e esculturas de terracota para ornamentação da fachada do prédio da Aiba, oficialmente inaugurada nesse ano. Torna-se o primeiro professor oficial da cadeira de gravura da Aiba, em 1836. Participa da Exposição Geral de Belas Artes, em 1842, e é condecorado com a Ordem Imperial Rosa pelo trabalho Fidelidade de Amador Bueno da Ribeira.

Análise

Em 1810, Zepherin Ferrez ingressa nos cursos de gravura e escultura da École des Beaux-Arts de Paris, onde estuda com o escultor Philippe Laurent Roland (1746 - 1816) e o gravador e restaurador Pierre-Nicolas Beauvallet (1750 - 1818). Com o irmão, o escultor Marc Ferrez (1788 - 1850), vem ao Rio de Janeiro em 1817 e liga-se aos integrantes da Missão Artística Francesa. Participa dos trabalhos decorativos nas ruas e praças da cidade quando das festividades da aclamação de D. João VI e do casamento de D. Leopoldina com D. Pedro I.

Em 1820, Ferrez é pensionista de gravura, sendo primeiro professor de gravura de medalha da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. O artista executa diversos trabalhos em conjunto com seu irmão e, individualmente, realiza obras decorativas da fachada da Aiba, destacando-se os baixos-relevos Febo em seu Carro Luminoso e Gênios das Artes. No antigo pórtico da Academia, posteriormente transferido para o Jardim Botânico (onde permanece até hoje), executa também os balaústres, capitéis e as bases jônicas da entrada. Em um dos relevos de Gênios das Artes, o artista adorna a obra com frutas brasileiras.

É um dos primeiros medalhistas do Brasil, realizando as seguintes medalhas: da Aclamação de D. João VI (1818), a primeira medalha de bronze cunhada no Rio de Janeiro (1820); da inauguração da Academia Imperial de Belas Artes (1826); da Fundação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1838) e a comemorativa do casamento de D. Pedro II com D. Teresa Cristina (1843), entre outras. É também o autor dos primeiros botões de farda do Brasil realizados após a independência.

No campo da escultura, realiza dois bustos em bronze de D. Pedro II e uma estatueta em bronze de D. Pedro I, enviada a Roma para servir de modelo para a execução de uma estátua em mármore, feita pelo escultor Francisco Benaglia. O artista, com Marc Ferrez, é responsável pela formação da primeira geração de escultores brasileiros ligados à Aiba, sendo seus alunos Honorato Manuel de Lima (s.d. - 1863), Chaves Pinheiro (1822 - 1884) e José da Silva Santos (1800-1869).

Obras 6

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Exposições 13

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Fontes de pesquisa 15

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  • ACQUARONE, Francisco. História das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. Americana, 1980.
  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • BANDEIRA, Julio; XEXÉO, Pedro Martins Caldas; CONDURU, Roberto. A Missão Francesa. Rio de Janeiro: Sextante Artes, 2003. 208 p., il. p&b. color.
  • BOGHICI, Jean (org.). Missão Artística Francesa e pintores viajantes: França-Brasil no século XIX. Rio de Janeiro: Instituto Cultural Brasil-França, 1990.
  • CONTINUAÇÃO das artes no primeiro reinado: período da regência: as artes e artistas no reinado do Sr. D. Pedro II. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, parte 2, 1916.
  • DEBRET. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil: tomo 2: volume III. Tradução Sérgio Milliet; apresentação Mário Guimarães Ferri. Belo Horizonte: Itatiaia, 1978. 372 p., il. p&b. (Reconquista do Brasil, 57).
  • DEBRET. Viagem pitoresca e histórica ao Brasil: tomo I: volumes I e II. Tradução Sérgio Milliet; apresentação Mário Guimarães Ferri. Belo Horizonte: Itatiaia, 1978. 390 p., il. p&b. (Reconquista do Brasil, 56).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). IC R703.0981 C376d v.2 pt. 1
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • MORALES DE LOS RIOS FILHO, Adolfo. Grandjean de Montigny e a evolução da arte brasileira. Rio de Janeiro: Noite, 1941.
  • MORALES DE LOS RIOS FILHO, Adolfo. O ensino artístico: subsídio para a sua história. Rio de Janeiro: [s.n.], [1938?]. 492 p.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • TAUNAY, Afonso de E. A missão artística de 1816. Brasília: Ed. da Universidade de Brasília, 1983. (Temas brasileiros, 34).

Como citar

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