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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Teresa D'Amico

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.03.2017
09.02.1914 Brasil / São Paulo / São Paulo
1965 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Santana do Parnaíba, 1963
Teresa D'Amico
Técnica mista

Teresa D'Amico Fourpome (São Paulo, São Paulo, 1914 - Idem 1965). Escultora, desenhista e pintora. Estuda na Escola de Belas Artes de São Paulo, com o professor Nicola Rollo (1889-1970). Entre 1941 e 1948, reside em Nova York, onde frequenta a Rockfeller Foundation e o International Education Institute. Aperfeiçoa-se em escultura com Ossip Zadki...

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Biografia

Teresa D'Amico Fourpome (São Paulo, São Paulo, 1914 - Idem 1965). Escultora, desenhista e pintora. Estuda na Escola de Belas Artes de São Paulo, com o professor Nicola Rollo (1889-1970). Entre 1941 e 1948, reside em Nova York, onde frequenta a Rockfeller Foundation e o International Education Institute. Aperfeiçoa-se em escultura com Ossip Zadkine (1890-1967). Estuda com William Zorach (1887-1966) e Stanley William Hayter (1901-1988). Expõe com o grupo de alunos do Ateliê 17, no Museu de Arte Moderna (MoMA). Entre 1957 e 1958, colhe farto material na Bahia, buscando no folclore a fonte de inspiração para o seu trabalho. Na Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam), obtém o segundo prêmio Governo do Estado (1952 e 1956), prêmios de aquisição (1954 e 1956), de viagem pelo país (1959), pequena medalha de ouro em escultura (1963) e grande medalha de prata em arte decorativa (1954). Conquista ainda pequena medalha de ouro e prêmio de aquisição no Salão Paulista de Belas Artes (SPBA) de 1954.

Análise

A obra de Teresa D'Amico é comumente associada a termos como realismo fantástico, realismo mágico ou, ainda, como escreve o crítico Mário Schenberg, arte mágica. Porém, observando as obras desta artista paulistana, nota-se que estes termos não são muito precisos para descrevê-la. O realismo fantástico propõe a combinação de um realismo minucioso com a fantasia e a imaginação do mundo dos contos de fadas. O realismo mágico, por sua vez, abarca diversos tipos de pintura em que os objetos são representados com naturalismo, mas que, devido a elementos paradoxais ou justaposições inesperadas, veiculam uma atmosfera de irrealidade, infundindo mistério ao corriqueiro. Exemplo desse estilo são as pinturas do belga René Magritte (1898 - 1967). Na obra Orixá (1961), por exemplo, percebe-se que a artista não teve nenhuma intenção realista ao figurar essa divindade. D'Amico reúne materiais diversos - penas, sementes e espinha de peixe - e provavelmente tem o propósito de dotar sua assemblage de algo do mistério que naturalmente se associa ao tema escolhido, os orixás. Mas não se trata do mesmo sentimento de mistério pretendido por um Magritte ou um Giorgio de Chirico (1988 - 1978), sentimento este que adviria muito mais da composição que do tema em si, tais como justaposições incongruentes, pintura dentro da pintura, mesclas do erótico com o ordinário e rupturas de escala e perspectiva.

Mário Schenberg, por sua vez, não chega a definir o termo arte mágica, porém dá a entender que o associa a ideias como religiosidade, misticismo, lendas e ritos, ligados a determinada concepção de uma natureza pujante, misteriosa e fascinante.

Obras 6

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Composição

Espinha de peixe, conchas, sementes e guache sobre cartão
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Orixá

Técnica mista

Semeador

Sementes, conchas, cerâmica, ossos e guache sobre cartão

Exposições 56

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Fontes de pesquisa 15

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  • BARROS, Darcy (Org.). A arte do imaginário. Curadoria Sérgio Lima. São Paulo: Galeria Encontro das Artes, 1985.
  • BRASILIANA: o homem e a terra. Apresentação de Bete Mendes e Lourdes Cedran. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1988.
  • Brodosqui transformou-se em importante mostra de arte em homenagem a Portinari. Diário da Noite, São Paulo, 8 fev. 1963. 1º Caderno, p. 4. BNDigital: Biblioteca Nacional Digital. Rio de Janeiro. Disponível em: < http://memoria.bn.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=221961_04&PagFis=18802 >. Acesso em: 2 fev. 2016.
  • D'AMICO, Teresa. O mundo feminino na obra de Teresa D'Amico. Texto de Renée Fourpone e Ivo Mesquita. São Paulo: Galeria de Arte do Sesi, 1981. Não catalogado
  • D'AMICO, Teresa. Teresa D´Amico: retrospectiva. Texto de José Geraldo Vieira. São Paulo: SP: Paço das Artes, 1972. Não catalogado
  • DIAS, Lucy. O olho crítico de Mário Schenberg. Arte Hoje, Rio de Janeiro: Rio Gráfica e Editora, v.2, n.20,p.26-29, fev. 1979, . P8/20/79
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). p. 15.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LISBOA, Solange (Coord.); GRASSELLI, Matheus (Coord.). O Mundo de Mário Schenberg. São Paulo: Casa das Rosas, s.d. 65 p., il. p.b. color.
  • PAÇO das Artes: 10 anos: 1970 - 1980. Texto de Lourdes Cedran. São Paulo: Paço das Artes, 1980, il. p&b color.
  • PINACOTECA do Estado de São Paulo: catálogo geral de obras. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 1988. Não catalogado
  • SCHENBERG, Mario. A arte mágica de Teresa D´Amico. In: ______. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988. p. 155-156.
  • SCHENBERG, Mario. Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984. 709.81 M339t

Como citar

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