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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Augusto Amoretty

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 16.03.2017
1842 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
1906 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Estação do Capão Leão, na Estrada de Ferro do Rio Grande a Bagé, Rio Grande do Sul, 1884
Augusto Amoretty
Albúmen
Coleção Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (Rio de Janeiro, RJ)

François Auguste Amoretty (Rio de Janeiro, RJ, 1842 – Porto Alegre, RS, 1906). Fotógrafo e desenhista. Filho de franceses imigrados para o Rio de Janeiro em meados do século XIX, transfere-se cedo para a província do Rio Grande do Sul, atuando em diferentes cidades. Em Rio Grande mantém, em sociedade com o fotógrafo norte-americano Walter S. Bra...

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Biografia

François Auguste Amoretty (Rio de Janeiro, RJ, 1842 – Porto Alegre, RS, 1906). Fotógrafo e desenhista. Filho de franceses imigrados para o Rio de Janeiro em meados do século XIX, transfere-se cedo para a província do Rio Grande do Sul, atuando em diferentes cidades. Em Rio Grande mantém, em sociedade com o fotógrafo norte-americano Walter S. Bradley, o estúdio fotográfico Galeria Franco-Americana, ativo entre 1863 e 1864. Transfere-se para Bagé, onde atua até 1870. Retorna a Rio Grande por volta de 1870. Entre 1872 e 1874, vive por curto período em Montevideo, Uruguai, atuando no estúdio Fotografia el Globo. De volta a Rio Grande, em 1975, mantém ateliê fotográfico.

No ano seguinte, transfere-se para Pelotas e adquire o ateliê de Batiste Lhullier, estabelecendo o estúdio Nova Photographia. Atua na cidade até cerca de 1902, radicando-se finalmente em Porto Alegre, onde mantém estúdio até 1905. Participa da Exposição Provincial Brasileira-Alemã do Rio Grande do Sul, realizada em Porto Alegre, em 1881, apresentando um conjunto de três trabalhos, sendo uma fotografia retocada em creiom e dois retratos em fotominiatura. Recebe a medalha de ouro no evento. Em 1884, documenta a construção da estrada de ferro entre as cidades de Rio Grande e Bagé. Em 1890, participa da comissão organizadora dos festejo em comemoração ao primeiro aniversário da proclamação da República. Durante a Revolução Federalista, recebe o título de capitão. Em 1895, fotografa a Hidráulica Pelotense. Em 1901, participa da Exposição Comercial e Industrial, realizada em Porto Alegre. Apresenta conjunto de retratos em diferentes tamanhos, além de uma série de imagens em tamanho grande, com molduras douradas, recebendo medalha de prata pelo conjunto.

Análise

Augusto Amoretty é considerado um dos importantes fotógrafos ativos no Rio Grande do Sul no final do século XIX, ao lado dos italianos Luís Terragno (c.1831-1891), Rafael Ferrari e Virgílio Calegari (1868-1937). Contribui diretamente para a difusão da fotografia nessa região do país, atuando em diferentes cidades e trabalhando com os principais processos fotográficos do período.

Como era comum nos estúdios fotográficos da época, sua principal atividade comercial é a produção de retratos, que segue os padrões de formato e composição do período. Essa produção é realizada em cartão, sem ornamentos ao redor da imagem, que é centralizada em área oval delimitada por contorno ou esmaecida em degradé, enquadrando o busto do retratado em expressão séria. Em cenário preparado no estúdio, o retratado aparece apoiado sobre um pequeno balcão ou poltrona, com uma cortina e pano de boca em trompe-l'oeil ao fundo, emulando elementos iconográficos tradicionais da pintura de retratos. Foi dessa maneira que compôs as fotografias de dom Pedro II e do conde D'Eu, em 1865, acrescentando o detalhe pitoresco do poncho e do chapéu, trajes típicos da região, como fizeram outros fotógrafos que os retrataram naquela circunstância.

Amoretty trabalhou também com fotografias de arquitetura, registrando a fachada de edifícios, como o Clube Comercial de Pelotas, Rio Grande do Sul. Chamam atenção, em especial, as fotos da Ponte da Cruz, Ponte Maria Gomes e Ponte do Contrato, imagens que demonstram o conhecimento de princípios de composição de paisagens, pela boa distribuição dos planos. Nos registros do assentamento dos trilhos, Amoretty evita a perspectiva central colocando o ponto de fuga fora da imagem, o que resulta em linhas oblíquas e numa composição mais dinâmica.

Obras 13

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Exposições 6

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Fontes de pesquisa 12

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  • FERREZ, Gilberto. A fotografia no Brasil: 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).
  • FERREZ, Gilberto. A fotografia no Brasil: 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1). 770.981 F387f 2.ed.
  • KOSSOY, Boris. Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.
  • KOSSOY, Boris. Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p. 770.981 K86o
  • MARÇAL, Joaquim (org.). A coleção do imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1997. 71 p.
  • MARÇAL, Joaquim (org.). A coleção do imperador: fotografia brasileira e estrangeira no século XIX. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1997. 71 p. 778.9 C691
  • REIS, Carlos A. Álbum do Rio Grande do Sul - Política, Funccionalismo, Commercio, Industrias, Artes, Sciencias, Educação. Porto Alegre : Typographia César Reinnhardt, 1905.
  • REIS, Carlos A. Álbum do Rio Grande do Sul - Política, Funccionalismo, Commercio, Industrias, Artes, Sciencias, Educação. Porto Alegre : Typographia César Reinnhardt, 1905. Não catalogado
  • TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p. (Coleção Luz & Reflexão, 4).
  • TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p. (Coleção Luz & Reflexão, 4). 770.9 T929p
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985. 770.981 V335d

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