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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

August Zamoyski

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 04.08.2015
28.06.1893 Polônia / a definir / Jablon
19.05.1970 França / Provença-Alpes-Cote d'Azur / Saint-Clair
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Nu, 1943
August Zamoyski
Bronze
Coleção do Museu de Arte da Pampulha

August Zamoyski (Jablon, Polônia 1893 - St. Clair de Rivière, França 1970). Escultor e professor. No fim da década de 1910, estuda na França, Suíça e Alemanha, onde também trabalha como assistente do pintor Lovis Corinth (1858-1925) e do escultor Joseph Wackerle (1880-1959), em Munique. Em 1919, integra o grupo dos Formistas, na Polônia. Transfe...

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Biografia
August Zamoyski (Jablon, Polônia 1893 - St. Clair de Rivière, França 1970). Escultor e professor. No fim da década de 1910, estuda na França, Suíça e Alemanha, onde também trabalha como assistente do pintor Lovis Corinth (1858-1925) e do escultor Joseph Wackerle (1880-1959), em Munique. Em 1919, integra o grupo dos Formistas, na Polônia. Transfere-se para Nova York em 1920 e, em 1923, para Paris, onde é premiado na categoria Escultura durante a Exposição Internacional de Paris em 1937. Em 1933, é nomeado Comissário Geral de Arte Polonesa no Salão de Outono, em Paris, e em 1936 participa da Bienal de Veneza. Em 1938, recebe prêmio de escultura de Varsóvia. Durante a Segunda Guerra Mundial, vem ao Brasil onde permanece até 1955, quando retorna à França. Na década de 1950, oferece cursos de escultura no Rio de Janeiro e no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), tendo entre seus alunos Franz Weissmann (1911-2005), Bellá Paes Leme (1910), Vera Mindlin (1920-1985) e José Pedrosa (1915-2002). Em 1951, participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo e realiza individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) em 1954. Em 1993, seu trabalho é apresentado na retrospectiva póstuma August Zamoyski 1893-1970, no Museu Nacional de Varsóvia. Além disso, é mostrado em diversas exposições coletivas no país, como Um Século de Escultura no Brasil, no Masp, em 1982, e Pampulha, Obra Colecionada: 1943-2003, no Museu de Arte da Pampulha (MAP), em Belo Horizonte, em 2004.

Comentário Crítico
Antes de vir para o Brasil, August Zamoyski havia participado, durante a década de 1910, da experiência do grupo de vanguarda dos Formistas, também conhecidos como expressionistas poloneses, que propunham uma arte moderna nacional.

Na produção de 1920, após o estágio na Alemanha e já em Paris, o artista trabalha a figura humana com volumes geométricos aproximando-se do cubismo. Após esse período, abandona a pesquisa experimental para voltar-se à tradição.

De fato, nas esculturas de Zamoyski que se encontram no Brasil, a partir da década de 1940, transparece sua habilidade técnica, principalmente no modelado, mas tanto os temas como o tratamento plástico e o material não demonstram vínculo com a experimentação de vanguarda. No trabalho como professor, Zamoyski orienta um futuro expoente da escultura moderna brasileira, Franz Weissmann (1911-2005), e teria sido ele quem, segundo o historiador da arte Walter Zanini, teria ensinado o escultor conterrâneo os "princípios de simplificação formal1".

A obra Nu, 1943, pertencente ao Museu de Arte da Pampulha (MAP), em Belo Horizonte, dialoga com a obra do escultor francês Aristide Maillol (1861-1944), nome que também é fundamental para entender a produção de 1920 de Victor Brecheret (1894-1955), entre outros escultores brasileiros do período, como Bruno Giorgi (1905-1993) e Celso Antônio (1896-1984). Em Nu, a jovem figura reclinada contempla o vazio, seu olhar desvia-se do espectador. No entanto, é preciso salientar que esse olhar classicizante de Zamoyski é um olhar moderno que, sobretudo no Brasil, encontra as manifestações do retorno à ordem bastante significativas no campo da escultura local, exemplar no caso da produção de Galileo Emendabili (1898-1974).

Notas

1 ZANINI, Walter, org. História geral da arte no Brasil. Apres. Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983. v. 2, p. 676.

Obras 2

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Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Nu

Bronze

Exposições 16

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Fontes de pesquisa 10

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  • ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna: do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução Denise Bottmann, Frederico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
  • ARTISTAS plásticos contemporâneos no Brasil. Introd. A. Garcia de Miranda Netto. Rio de Janeiro: Inteligência Ed. R. A. Freudenfeld, s.d. (Série edições culturais).
  • CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • Disponível em: [http://genealog.home.pl/g.pl?kd=4&oa=003071]. Acesso em 14/01/2005. Dynastic Genealogy
  • MARQUES, Luiz (coord.). Catálogo do Museu de Arte de São Paulo Assis Chauteaubriand - S: arte da Península Ibérica, do Centro e do Norte da Europa. São Paulo: MASP, 1998.
  • MORAIS, Frederico. Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: da Missão Artística Francesa à Geração 90: 1816-1994. Rio de Janeiro: Topbooks, 1995.
  • TEMPOS de guerra: Hotel Internacional / Pensão Mauá. Curadoria Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1986. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
  • ZAMOYSKI, August. August Zamoyski: esculturas. São Paulo: MAM, 1954. n. p.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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