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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Marianne Peretti

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2021
1927 França / Ile de France / Paris
Marie Anne Antoinette Hélène Peretti (Paris, França, 1927). Vitralista, escultora e ilustradora. Ingressa, aos 15 anos, na École Nationale Superieure des Arts Décoratifs (Ensad), França, onde estuda desenho e pintura. Depois, realiza cursos livres na Académie de la Grande Chaumière. Em 1952, apresenta exposição individual, com desenhos e guaches...

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Biografia
Marie Anne Antoinette Hélène Peretti (Paris, França, 1927). Vitralista, escultora e ilustradora. Ingressa, aos 15 anos, na École Nationale Superieure des Arts Décoratifs (Ensad), França, onde estuda desenho e pintura. Depois, realiza cursos livres na Académie de la Grande Chaumière. Em 1952, apresenta exposição individual, com desenhos e guaches, na Galerie Mirador, Paris. No Brasil desde 1953, participa da 5ª Bienal de São Paulo (1959) e é premiada na 8ª Bienal (1965) pela capa do livro As Palavras (1964), do filósofo francês Jean-Paul Sartre (1905-1980). Em 1965, conhece a arquiteta Janete Costa (1932-2008), que a incentiva a trabalhar com o vidro, matéria até então desconsiderada pela artista. Em 1971, conhece o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012) com quem inicia longa parceria. São mais de 20 trabalhos com o arquiteto, dentre eles, a elaboração do painel de vidro do Palácio do Jaburu, a reforma da Catedral Metropolitana de Brasília, na qual Marianne projeta os vitrais que recobrem a Sé, o painel na fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o vitral no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, todos em Brasília. Marianne também executa esculturas e vitrais em residências e instituições privadas, principalmente em Recife, onde reside entre as décadas de 1960 e 1980. Seus trabalhos encontram-se no Ceará, Alagoas, Rio de Janeiro, Itália e França. Com os vitrais, a artista confronta os preceitos da arquitetura modernista do século XX que zelam pela autonomia estética dos meios construtivos. Segundo tais preceitos, a integração de esculturas, pinturas ou murais com as obras arquitetônicas não tem resultados convincentes. Marianne prova que matéria-prima inovadora, formas e cores podem conviver em harmonia. 

Exposições 16

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Fontes de pesquisa 4

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