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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Almeida Reis

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 10.04.2017
03.10.1838 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
18.04.1889 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Registro fotográfico Cesar Barreto

Dante ao Voltar do Exílio, 1889
Almeida Reis
Bronze
Museu Nacional de Belas Artes - IBRAM/MinC

Candido Caetano de Almeida Reis (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1838 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1889). Entalhador, escultor, desenhista, professor. Inicia sua formação freqüentando aulas de desenho figurado na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, de 1852 a 1856, quando passa a estudar escultura com Chaves Pinheiro ...

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Biografia

Candido Caetano de Almeida Reis (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1838 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1889). Entalhador, escultor, desenhista, professor. Inicia sua formação freqüentando aulas de desenho figurado na Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro, de 1852 a 1856, quando passa a estudar escultura com Chaves Pinheiro (1822 - 1884). No começo da década de 1860, colabora com o mestre na execução de painéis para a Igreja de São Francisco de Paula, no Rio de Janeiro. Recebe, em 1866, o prêmio de viagem ao exterior da Aiba e vai a Paris, onde estuda com o escultor Louis Rochet (1813 - 1878). Em seu retorno ao Rio de Janeiro, funda, com o pintor Antônio de Souza Lobo (1840 - 1909) e o arquiteto Rodrigues Moreira, o Acrópolio, uma associação destinada a modernizar o ensino de arte. Almeida Reis destaca-se como figura central de um movimento que busca a renovação das artes no país, do qual participam Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), Henrique Bernardelli (1858 - 1936)Rodolfo Amoedo (1857 - 1941) e Belmiro de Almeida (1858 - 1935). Realiza para o Centro Positivista, no Rio de Janeiro, entre outras obras, o busto de Camões, 1880. De sua produção destaca-se O Crime, peça que participa da Exposição Universal, em Filadélfia, Estados Unidos, 1876, e depois destruída, e O Gênio de Franklin, primeira obra a ser fundida em bronze no Rio de Janeiro, em 1885.

Análise

O trabalho Rio Paraíba do Sul (1866/1867), de Almeida Reis, que apresenta afinidades com obras de seu professor em Paris, o escultor Louis Rochet (1813-1878), introduz mudanças na escultura brasileira com a representação naturalística de uma índia. Para o crítico de arte Gonzaga Duque (1863 - 1911), nesse trabalho, Almeida Reis se revela um artista que aplica a estética moderna à escultura, conferindo a sua figura tamanho vigor de formas que se contrapõe ao cânone acadêmico da época. Para a historiadora da arte Maria Alice Milliet, o artista demonstra talento e originalidade pela escolha do tema e pela pose pouco convencional da figura.

Na opinião do historiador da arte Luciano Migliaccio, sua produção proporciona um novo caráter à escultura nacional no final do século XIX, pela realização de grandes alegorias de temática sócio-política, como em Progresso, para a Estação D. Pedro II. Já em outras obras alegóricas como Alma Penada, O Delito e o grupo O Gênio e a Miséria, revela uma aproximação com modelos franceses, como as obras de Carpeaux (1827 - 1875), pela deformação expressiva das figuras.

O artista realiza alguns bustos, como o do general Osório, que demonstram sua habilidade nesse gênero. Almeida Reis destaca-se como figura central de um círculo artístico que pretende a renovação das artes no país, composto por Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931), Henrique Bernardelli (1858 - 1936), Rodolfo Amoedo (1857 - 1941) e Belmiro de Almeida (1858 - 1935).

Obras 3

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Alma Penada

Bronze

Exposições 9

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Fontes de pesquisa 11

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  • ACQUARONE, Francisco. História da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Oscar Mano & Cia, 1939.
  • ANUÁRIO do Museu Imperial: volumes XXI a XXXI. Petrópolis: MEC, 1960/1970.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DUQUE, Gonzaga. A arte brasileira: pintura e esculptura. Introdução Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995. (Arte: ensaios e documentos).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • MILLIET, Maria Alice. Tiradentes: o corpo do herói. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 295 p., il. p&b., color.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, SÃO PAULO, SP. Arte do século XIX. Curadoria Luciano Migliaccio, Pedro Martins Caldas Xexéo; tradução Roberta Barni, Christopher Ainsbury, John Norman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000. xxxxxx
  • OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro de (coord.), PEREIRA, Sonia Gomes (coord.), FERNANDES, Cybele Vidal Neto (coord.). Catálogo do acervo de artes visuais do Museu D. João VI. Rio de Janeiro: UFRJ. EBA, 1996. 286p. il. p.b. p. 159-210.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).
  • SANTOS, Generino dos. Humaniadas: livro undécimo: o estatuário brasileiro C. C. Almeida Reis. Rio de Janeiro: Jornal do Commércio, 1939. v. 7.

Como citar

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