Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Charles de Forest Fredricks

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 30.09.2017
1823 Estados Unidos
25.05.1894 Estados Unidos / New Jersey

Residência no Recife (Recife, PE), 1851
Charles de Forest Fredricks
Daguerreótipo

Charles De Forest Fredricks (Estados Unidos, 1823 - New Jersey, Estados Unidos, 1894). Fotógrafo. Aprende, em 1843, em Nova York, a daguerreotipia com Jeremiah Gurney (1812-1895), um dos profissionais americanos mais populares dos primeiros anos da fotografia. No mesmo ano, vai para a Venezuela encontrar um irmão. Leva seu daguerreótipo e inicia...

Texto

Abrir módulo

Biografia

Charles De Forest Fredricks (Estados Unidos, 1823 - New Jersey, Estados Unidos, 1894). Fotógrafo. Aprende, em 1843, em Nova York, a daguerreotipia com Jeremiah Gurney (1812-1895), um dos profissionais americanos mais populares dos primeiros anos da fotografia. No mesmo ano, vai para a Venezuela encontrar um irmão. Leva seu daguerreótipo e inicia as atividades profissionais. Retorna aos Estados Unidos para comprar mais material, e, entre 1844 e 1853, inicia viagens para a América do Sul, com breves retornos aos Estados Unidos. Em 1844, está no norte do Brasil. Em 1846, tem um ateliê em Belém, lugar em que exerce o ofício de ourives. Permanece uma temporada em São Luís. Em 1847, está em Recife. Em 1848, em Salvador, estabelece sociedade com Alexander B. Weeks. Passa a assinar Carlos D. Fredricks. Nesse ano, vai ao Rio Grande do Sul e a Buenos Aires, junto de outros sócios, o francês Georges Penabert (18?-19?) e Masoni.Visita também o Uruguai. Em 1850 volta para o Recife com o irmão. No ano seguinte, associa-se novamente a Weeks. Ainda em 1851, vindo dos Estados Unidos, está de volta ao Recife, operando o daguerreótipo e o eletrotipo. Em 1852, sozinho, retorna a Buenos Aires. Em 1853, vai para Paris, onde aprende o processo de colódio úmido, que substitui o daguerreótipo. De volta aos Estados Unidos, firma, entre 1855 e 1856, sociedade com Jeremiah Gurney, seu antigo professor, a quem ensina o novo processo. Em 1856, abre em Nova York seu próprio negócio, o Fredricks Temple of Art, que se torna o maior estúdio fotográfico dos Estados Unidos. Não  retorna mais à América Latina.

Análise

Charles D. Fredricks é um dos pioneiros da fotografia no Brasil dos quais se conhecem imagens com autoria identificada. Ingressando aos 20 anos na daguerreotipia (primeiro processo fotográfico comercialmente bem-sucedido), investe em uma trajetória comum para profissionais em começo de carreira, tornando-se fotógrafo itinerante. Com as viagens, busca, em primeiro lugar, "imagens exóticas" de lugares distantes para um catálogo de vendas, grande atração para clientes do século XIX. Em segundo lugar, busca a clientela de lugares não ocupados pela concorrência de outros daguerreotipistas para sobrevivência e acumulação de capital. Esse é o caso de Nova York, cidade onde Fredricks inicialmente trabalha, e que, nos anos 1840, torna-se um dos maiores polos consumidores da daguerreotipia no mundo.

Embora  tenha sobrado pouco da produção brasileira de Friedricks, sabe-se que percorre o Brasil de norte a sul, via litoral, produzindo retratos e vistas. Aqueles que restam, em coleções brasileiras ou norte-americanas, permitem entender por que Fredricks se torna, após o retorno definitivo aos Estados Unidos, o retratista mais famoso do país. Dedica grande esmero a suas imagens, empenhando-se em manter a qualidade dos primeiros daguerreótipos, somada a uma rica ornamentação, fruto de sua atuação também em ourivesaria.

Obras 4

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 11

Abrir módulo
  • Charles de Forest Fredricks y su trabajo. In: _____. La Habana 1850: una visión de Charles de Forest Fredricks y su trabajo. Caracas: Fundación Museo de Artes Visuales Alejandro Otero, 1992.
  • FERREZ, Gilberto. A fotografia no Brasil: 1840- 1900. Prefácio Pedro Karp Vasquez. 2. ed. Rio de Janeiro: Funarte, 1985. 248 p. (História da fotografia no Brasil, 1).
  • FERREZ, Gilberto. Bahia: velhas fotografias: 1858-1900. Rio de Janeiro: Kosmos; Salvador: Banco da Bahia Investimentos, 1988.
  • FERREZ, Gilberto. Velhas fotografias pernambucanas: 1851-1890. 2. ed. Rio de Janeiro: Campo Visual, 1988.
  • GÓMEZ, Juan. La fotografía en la Argentina: su historia y evolución en el siglo XIX: 1840-1899. Buenos Aires: Abadía Ed. , 1986.
  • KOSSOY, Boris. Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.
  • LEVINE, Robert. Cuba in the 1850´s trough the lens of Charles de Forest Fredricks. Tampa: University of South Florida Press, 1990.
  • NEWHALL, Beaumont. The daguerreotype in America. New York: Dover Publications, 1976.
  • PRIAMO, Luis, org. Los años del daguerrotipo: primeras fotografías argentinas: 1843-1870. Buenos Aires: Fundación Antorchas, 1995.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: