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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Albert Henschel

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 19.04.2017
13.06.1827 Alemanha / Berlim / Berlim
30.06.1882 Brasil / São Paulo / São Paulo

Retrato da Família Imperial na Tijuca, 1887
Albert Henschel
Albúmen

Albert Henschel (Berlim, Alemanha 1827 - São Paulo, São Paulo, 1882). Fotógrafo. Sabe-se pouco de sua vida antes de 1866, quando aporta no Recife com o compatriota Karl Heinrich Gutzlaff, vindos da Alemanha. Nessa cidade, os dois imigrantes associam-se a Julio dos Santos Pereira, mas no mesmo ano desfazem a sociedade e abrem o estúdio Alberto He...

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Biografia

Albert Henschel (Berlim, Alemanha 1827 - São Paulo, São Paulo, 1882). Fotógrafo. Sabe-se pouco de sua vida antes de 1866, quando aporta no Recife com o compatriota Karl Heinrich Gutzlaff, vindos da Alemanha. Nessa cidade, os dois imigrantes associam-se a Julio dos Santos Pereira, mas no mesmo ano desfazem a sociedade e abrem o estúdio Alberto Henschel & Cia., que em seguida passa a chamar-se Photographia Allemã. Henschel separa-se de Gutzlaff, provavelmente no início de 1868, quando viaja à Europa para se atualizar tecnicamente e adquirir equipamentos para seu novo ateliê. Por volta de 1867, inaugura um estabelecimento na Bahia e, três anos depois, no Rio de Janeiro. Na década de 1870, na capital do império, torna-se sócio de Francisco Benque na firma Henschel & Benque. Comercializando sobretudo retratos, paisagens e fotopinturas produzidas pelo artista alemão Papf, o empreendimento tem grande sucesso na corte, e em 1874 recebem o título de Fotógrafo da Casa Imperial. Participam das exposições da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba em 1872 e 1875, e recebem medalha de ouro na primeira delas. Na década de 1880, no Rio de Janeiro, Henschel volta a administrar seu estúdio sozinho e, em 1881, abre uma filial em São Paulo, chamada Photographia Imperial, porque o nome Casa Photographia Allemã já é utilizado por outro ateliê. Suas empresas conquistam grande prestígio, sendo o nome de Henschel utilizado mesmo após seu falecimento.

Análise

Albert Henschel é considerado um dos mais bem-sucedidos empresários fotógrafos que atuam no Brasil na segunda metade do século XIX. Seus estabelecimentos comerciais oferecem sobretudo retratos e, em menor escala, paisagens, sendo que Henschel procura mantê-los sempre atualizados em relação às novidades técnicas do mercado.

Como esses estabelecimentos empregam vários assistentes e o fotógrafo freqüentemente atua em sociedades, é difícil saber quando as imagens produzidas nesses estúdios são de sua autoria. A maior parte dos retratos segue o padrão estético do carte-de-visite. Feitos em estúdio, nos retratos, os modelos são mostrados em poses rígidas, ambientados em cenários montados com cortinas, colunas, mesas, cadeiras e balaústres, que, além de servir de apoio nas poses, representam signos do status almejado pelo cliente.

Os estúdios de Henschel tornam-se referência em retratos de crianças, pois são equipados com materiais capazes de tirar instantâneos e um dos primeiros a mostrá-las com roupas infantis e não como pequenos adultos, o que é comum no período.

No fim dos anos 1860, as casas de Recife, Salvador e Rio de Janeiro produzem também retratos de pessoas de origem africana, escravas e livres. Se comparadas às imagens feitas na mesma década pelo fotógrafo português José Christiano Júnior, no Rio de Janeiro, as fotos de Henschel diferenciam-se por mostrar os negros à vontade, com altivez e dignidade. Esses retratos seguem o mesmo padrão dos cartes-de-visite dos senhores e, neles, as pessoas são apresentadas como indivíduos, não como artefatos de curiosidade ou padrões étnicos.

Obras 21

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Exposições 19

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Fontes de pesquisa 15

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  • CHIARELLI, Tadeu. Para ter algum merecimento: Victor Meirelles e a fotografia. Boletim n. 01, ano 2, São Paulo: Grupo de Estudos do Centro de Pesquisa em Arte e Fotografia da ECA/USP, 2006.
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  • KOSSOY, Boris. Origens e expansão da fotografia no Brasil: século XIX. Prefácio Boris Kossoy. Rio de Janeiro: Funarte, 1980. 128 p.
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  • RETRATOS modernos. Tradução Carlos Luís Brown Scavarda. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2005. 240 p., il. p&b.
  • TURAZZI, Maria Inez. Poses e trejeitos: a fotografia e as exposições na era do espetáculo: 1839/1889. Rio de Janeiro: Funarte. Rocco, 1995. 309 p. (Coleção Luz & Reflexão, 4).
  • VASQUEZ, Pedro Karp. A Fotografia no Império. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. 72 p., il. p&b.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Dom Pedro II e a fotografia no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação Roberto Marinho: Companhia Internacional de Seguros: Ed. Index, 1985.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Fotógrafos Alemães no Brasil do Século XIX: Deutsche Fotografen des 19. Jahrhunderts in Brasilien. São Paulo: Metalivros, 2000. 203 p., il. p&b.
  • VASQUEZ, Pedro Karp. Mestres da fotografia no Brasil: Coleção Gilberto Ferrez. Tradução Bill Gallagher. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.

Como citar

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