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Enciclopédia Itaú Cultural
Literatura

Afrânio Peixoto

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.03.2017
17.12.1876 Brasil / Bahia / Lençóis
12.01.1947 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Júlio Afrânio Peixoto (Lençóis, Bahia, 1876 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1947). Romancista, crítico, ensaísta, historiador, médico-legista e político. Aprende com o pai, autodidata, as primeiras letras. Passa sua infância no interior da Bahia, na cidade de Canavieiras. Forma-se em medicina em Salvador, em 1897, com a tese Epilepsia e Crime,...

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Biografia

Júlio Afrânio Peixoto (Lençóis, Bahia, 1876 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1947). Romancista, crítico, ensaísta, historiador, médico-legista e político. Aprende com o pai, autodidata, as primeiras letras. Passa sua infância no interior da Bahia, na cidade de Canavieiras. Forma-se em medicina em Salvador, em 1897, com a tese Epilepsia e Crime, que chama a atenção da comunidade médica. Estréia na literatura em 1900 com a obra Rosa Mística, drama escrito em cinco atos, que é renegada pelo autor. Muda-se para a cidade do Rio de Janeiro, iniciando carreira pública como inspetor de saúde até alcançar a direção do Hospital Nacional dos Alienados. Desde 1907 une a atividade clínica com a acadêmica, lecionando na Faculdade de Medicina Legal do Rio de Janeiro. Como médico-legista, procede à exumação do corpo do escritor Euclides da Cunha (1866 - 1909), a quem sucede na Academia Brasileira de Letras - ABL, em 1910. No ano seguinte, escreve o primeiro romance, A Esfinge, que lhe rende sucesso de público e crítica. Na esteira dos escritores Xavier Marques (1861 - 1942) e Coelho Neto (1864 - 1934), alterna romances de cenário regional sertanejo - Maria Bonita, Bugrinha - com ambientações urbanas - A Esfinge, As Razões do Coração. A centralização das tramas em personagens femininos torna-se uma marca registrada do romancista entre seu público. É duramente atacado a partir da década de 1920 pela geração modernista, a quem também não poupa de suas objeções, desprezando as inovações estilísticas e defendendo a tese de que a atividade literária deve ser, em sua própria expressão, "o sorriso da sociedade". Dedica-se ainda à crítica e à história literária brasileira, e é um membro ativo da ABL, assumindo cargos em comissões especiais e iniciando a fase de publicações próprias da instituição.

Obras 1

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Fontes de pesquisa 5

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  • ATAÍDE, Tristão de. Afrânio Peixoto, romancista. In: ___. Primeiros estudos. Rio de Janeiro: Agir, 1948. p. 162-166.
  • CORREIA, Roberto Alvim. Anteu e a crítica. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948.
  • COSTA, Fernandes. Afrânio Peixoto e sua obra. Lisboa: Aillaud et Bertrand, 1920.
  • COUTO, Deolindo. Afrânio Peixoto: professor e homem de ciência. Rio de Janeiro: Livraria Editora Cátedra, 1976.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d

Como citar

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