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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Edgard Parreiras

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 28.03.2017
04.12.1885 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
1964 Brasil / Rio de Janeiro / Niterói
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Solar Avoengo, 1922
Edgard Parreiras
Óleo sobre tela, c.i.d.
52,70 cm x 41,50 cm

Edgard Parreiras (Niterói, Rio de Janeiro, 1885 - Niterói, Rio de Janeiro, 1964). Pintor, professor. Inicia os estudos com o tio, o pintor Antônio Parreiras (1860 - 1937), por volta de 1907. Acompanha-o em viagem a Paris, em 1908, e estuda na Académie Julian, com Jean-Paul Laurens (1838 - 1921). Regressa ao Brasil em 1911 e integra a 1ª Exposiçã...

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Biografia

Edgard Parreiras (Niterói, Rio de Janeiro, 1885 - Niterói, Rio de Janeiro, 1964). Pintor, professor. Inicia os estudos com o tio, o pintor Antônio Parreiras (1860 - 1937), por volta de 1907. Acompanha-o em viagem a Paris, em 1908, e estuda na Académie Julian, com Jean-Paul Laurens (1838 - 1921). Regressa ao Brasil em 1911 e integra a 1ª Exposição Paulista de Belas Artes, organizada por Torquato Bassi (1880 - 1967), no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo - Laosp, com muitos dos principais artistas do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1913, retorna a Paris acompanhando seu tio e o primo Dakir Parreiras (1894 - 1967), passando uma temporada no ateliê do primeiro. Participa regularmente das exposições gerais da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, de 1913 a 1939. Na edição de 1925, é premiado com a medalha de ouro. Em 1928, faz da parte da coletiva do Grupo Almeida Júnior, em São Paulo, no Palácio das Arcadas, também organizada por Bassi, na qual figuram Georgina de Albuquerque (1885 - 1962)Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939), Pedro Alexandrino (1856 - 1942), Rodolfo Bernardelli (1852 - 1931) e Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939), entre outros. Atua como professor da Escola Fluminense de Belas Artes, em Niterói, Rio de Janeiro.

Análise

Como aluno do pintor Antônio Parreiras (1860 - 1937), seu tio, Edgard Parreiras recebe uma formação influenciada pela busca de renovação dos preceitos do ensino artístico acadêmico. A atuação de artistas como seu tio é responsável por mudanças importantes na pintura brasileira no fim do século XIX: o clareamento da paleta de cores e a busca por uma representação naturalista da paisagem, com base na pintura ao ar livre. Embora sofra influência dessas inovações, Parreiras não se afasta de alguns dos ensinamentos tradicionais, como o estudo do desenho como forma de preparação do artista para o exercício da pintura. A temporada passada na Académie Julian, em Paris, certamente contribui para o reforço das características mais conservadoras de sua formação, e não para o aprofundamento das inovações.

Adepto da representação da paisagem, Parreiras produz uma pintura em que transparece a fidelidade a um repertório tradicional, como, por exemplo, em Ateliê de Parreiras, 1949, hoje na Pinacoteca do Estado de São Paulo. No centro da cena está uma porta entreaberta pela qual entra a luminosidade do dia, descortinando o ambiente do pintor de cavalete. A pincelada elegante acompanha o contorno das formas. Camadas discretas de tinta se acumulam em pontos da tela que visam criar a sensação de relevo pela ampliação do reflexo luminoso. O elemento mais significativo desse apreço a soluções já consagradas talvez seja o sombreamento feito de tons azuis, característico da pintura impressionista que, incorporada pelo artista, 80 anos depois, já se revela como um movimento tradicional sem nenhum aspecto inovador.

Obras 3

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Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Solar Avoengo

Óleo sobre tela

Exposições 25

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Eventos relacionados 1

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Fontes de pesquisa 11

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  • ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. v. 1.
  • CAMARGO, Armando de Arruda; LÔBO, Hélio de Sá; AZEVEDO, João da Cruz Vicente de (Orgs.). A paisagem brasileira: 1650-1976. São Paulo: Sociarte: Paço das Artes, 1980.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. A República e a decadência da disciplina neoclássica: 1890-1918. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. (História da pintura brasileira no século XIX, 5).
  • CHIARELLI, Tadeu. Um jeca nos vernissages. São Paulo: Edusp, 1995. (Texto e arte, 11).
  • COSTA, Angyone. A Inquietação das abelhas: o que pensam e o que dizem os nossos pintores, esculptores, architectos e gravadores, sobre as artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Pimenta de Mello, 1927. 300 p., il. p&b., foto.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • REFLEXOS do impressionismo no Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1974.
  • RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Editora Nacional, 1941. (Brasiliana. Série 5ª: biblioteca pedagógica brasileira, 198).

Como citar

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