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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Clodomiro Amazonas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 16.03.2017
14.03.1883 Brasil / São Paulo / Taubaté
22.08.1953 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica João L. Musa/Itaú Cultural

Sem Título, 1932
Clodomiro Amazonas
Óleo sobre madeira, c.i.d.
35,00 cm x 28,50 cm

Clodomiro Amazonas Monteiro (Taubaté SP 1883 - São Paulo SP 1953). Pintor e restaurador. Inicia-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estuda com o pintor Augusto Luís de Freitas (1868 - 1962) no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, funda na cida...

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Biografia

Clodomiro Amazonas Monteiro (Taubaté SP 1883 - São Paulo SP 1953). Pintor e restaurador. Inicia-se em pintura aos 16 anos, realizando restaurações em telas e afrescos do Convento Santa Clara, em Taubaté. Estuda com o pintor Augusto Luís de Freitas (1868 - 1962) no fim da década de 1890. Interessado em promover atividades culturais, funda na cidade, em 1905, a Associação Artística e Literária. Passa a viver em São Paulo em 1906, quando entra em contato com a obra de Baptista da Costa (1865 - 1926) e tem aulas com o pintor Carlo de Servi (1871 - 1947). Paralelamente às atividades artísticas, trabalha em repartições públicas e atua como ilustrador para publicações como a Revista da Semana. A partir de 1924 dedica-se exclusivamente à pintura. Mantém contato com intelectuais, escritores e artistas como Monteiro Lobato (1882 - 1948), Menotti del Picchia (1892 - 1988), Lucílio de Albuquerque (1877 - 1939) e Georgina de Albuquerque (1885 - 1962) e Pedro Alexandrino (1856 - 1942), entre outros. É um dos fundadores do Salão Paulista de Belas Artes, em 1934. Torna-se principalmente pintor de paisagens paulistanas, utilizando óleo, aquarela, carvão e pastel.

Análise

No início de sua trajetória artística, Clodomiro Amazonas atua como restaurador e posteriormente dedica-se à ilustração de várias publicações, como A Revista da Semana. Torna-se um pintor essencialmente paisagista. Suas telas são conhecidas pelas vistas de matas fechadas, riachos e colinas com árvores coloridas do interior de São Paulo, como em Caminho com Jacarandá Paulista (1935). Mantém-se à parte das inovações do movimento modernista, permanecendo fiel a uma fatura mais tradicional. Sua produção permite a aproximação com a pintura de Baptista da Costa (1865 - 1926), pela maneira de representar a natureza e pela paleta harmoniosa.

As obras do início da carreira de Clodomiro Amazonas apresentam pinceladas lisas e composições mais detalhadas. Posteriormente realiza uma fatura com pinceladas mais amplas, utilizando também a espátula. Como nota a historiadora da arte Ruth Tarasantchi, o artista trabalha com croquis nos locais, passando-os depois para a tela, no ateliê; outras vezes, usa registros de fotografias, tiradas por ele mesmo, e cartões-postais, como em Trecho da Praia de Itapuca, em Niterói. Os mesmos procedimentos e temas são empregados por outros artistas, como Wasth Rodrigues (1891 - 1957) e Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939).

Considerado pela crítica em sua época como o "verdadeiro pintor brasileiro",1 Clodomiro Amazonas cria paisagens poéticas, em que se destacam exemplares da flora brasileira, como ipês, quaresmeiras e embaúbas, com perspectivas amplas e uma paleta de tons luminosos.

Nota

1 Citado em TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: EDUSP; Imprensa Oficial do Estado, 2002, p. 254.

Obras 7

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Reprodução Fotográfica Miguel Martins

Chacrinha

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida

Paisagem

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida

Paisagem

Óleo sobre madeira
Reprodução Fotográfica Luiz S. Hossaka

Rio do Peixe

Óleo sobre tela

Exposições 45

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Fontes de pesquisa 17

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  • CAMARGO, Armando de Arruda; LÔBO, Hélio de Sá; AZEVEDO, João da Cruz Vicente de (Orgs.). A paisagem brasileira: 1650-1976. São Paulo: Sociarte: Paço das Artes, 1980.
  • CAMARGO, Armando de Arruda; LÔBO, Hélio de Sá; AZEVEDO, João da Cruz Vicente de (Orgs.). A paisagem brasileira: 1650-1976. São Paulo: Sociarte: Paço das Artes, 1980. 759.981 C172p
  • DEZENOVEVINTE: uma virada no século. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1986.
  • DEZENOVEVINTE: uma virada no século. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1986. 709.81034 P645d
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). R703.0981 C376d v.1 pt. 1
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color.
  • GALLAS, Alfredo G. (coord.). 100 obras Itaú. São Paulo: Itaugaleria, 1985. 210 p., il. color. 700.74 C394 1985
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. R703.0981 P818d
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988. R759.981 L533d
  • LOUZADA, Júlio. Artes plásticas Brasil 1985: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984. v. 1. R702.9 L895a
  • SALÃO Paulista DE Belas-Artes, 18. XVIII Salão Paulista de Belas-Artes, 1953. São Paulo: Galeria Prestes Maia. Não catalogado
  • SEIS grandes pintores. Santos: Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, 1993. 116 p., il. color. SPfpbc 1993
  • Sociarte: Notícias. São Paulo: n.61, ano VI, 08/1987. Não catalogado
  • TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Universidade de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002.
  • TARASANTCHI, Ruth Sprung. Pintores Paisagistas: São Paulo 1890 a 1920. São Paulo: Universidade de São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2002. 758.181 T177p

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