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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Guilherme Figueiredo

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.03.2017
13.02.1915 Brasil / São Paulo / Campinas
24.05.1997 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Guilherme de Oliveira Figueiredo (Campinas, São Paulo, 1915 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1997). Autor. Dramaturgo cujas peças são voltadas para temas mitológicos, em sua maioria, escritas com uma abordagem cômica.

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Biografia

Guilherme de Oliveira Figueiredo (Campinas, São Paulo, 1915 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1997). Autor. Dramaturgo cujas peças são voltadas para temas mitológicos, em sua maioria, escritas com uma abordagem cômica.

Formado em direito, inicia-se fazendo crítica teatral, em O Jornal, e literária, no Diário de Notícias, ambos no Rio de Janeiro. Estréia como dramaturgo em 1948 com a comédia Lady Godiva e o drama Greve Geral, ambos montados pela companhia de Procópio Ferreira (1898-1979). No ano seguinte, surge Um Deus Dormiu Lá em Casa, inspirada em temática grega, iniciando uma série que o aproxima do universo dos mitos. Dirigida por Silveira Sampaio (1914-1964), com Paulo Autran (1922-2007) e Tônia Carrero (1922) à frente do elenco, a montagem alcança repercussão e prêmios.

Para o teatro de revista colabora com A Imprensa É Livre e Miss França, em co-autoria com Geysa Bôscoli (1907-1978). Em 1951, cria Don Juan, retomando a clássica figura do burlador. Em 1952, A Raposa e as Uvas é dirigida por Bibi Ferreira (1922), tornando-se sua criação mais conhecida no Brasil e no exterior, onde conhece diversas encenações e traduções, recebendo os prêmios Municipal do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT).

Menina Sem Nome, infantil de 1957, antecede A Muito Curiosa História da Virtuosa Matrona de Éfeso, montagem de sucesso empreendida pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em 1958.

Novos textos são lançados nos anos subseqüentes, mas nenhum alcança grande repercussão: Tragédia para Rir, Retrato de Amélia e Os Fantasmas, em 1958. Permanecem inéditas as criações: Napoleão, Balada para Satã, O Herói, Comédia para Não Rir e Maria da Ponte, além de uma série de comédias curtas em um ato.

No volume Xântias - oito diálogos sobre a arte dramática, Guilherme Figueiredo resume seus ensinamentos sobre dramaturgia, em 1957. Desde 1949, é professor de história do teatro na Escola do Serviço Nacional de Teatro (SNT), bem como tradutor de inúmeros autores, como Molière (1622-1673), William Shakespeare (1564-1616) e Bernard Shaw (1856-1950).

Com A Raposa e as Uvas alcança o Prêmio Artur Azevedo, da Academia Brasileira de Letras (ABL), e com Um Deus Dormiu Lá em Casa, a medalha de ouro da ABCT.

Apreciando sua produção, declara o crítico Décio de Almeida Prado (1917-2000): "Guilherme Figueiredo é um escritor literário. Em teatro isso quer dizer, em geral, um autor que prefere a palavra à ação, a poesia à realidade. Guilherme Figueiredo é literário neste sentido: sente-se bem na maneira como falam as suas criaturas, que a linguagem delas é a linguagem da arte, não a da vida. Do autor, mais do que das personagens, é o espírito, a tendência para a ênfase, a procura do brilho verbal. (...) Ninguém é o escritor que quer (ou que os outros querem), mas o escritor que pode ser, o escritor que traz dentro de si mesmo"1.

Nota

1 PRADO, Décio de Almeida. "A Raposa e as Uvas". In Apresentação do Teatro Brasileiro Moderno. São Paulo. Editora Perspectiva: 1996, p. 56.

Espetáculos 35

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Fontes de pesquisa 7

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  • FIGUEIREDO, Guilherme. Xântias - oito diálogos sobre a arte dramática. Rio de Janeiro. Editora Civilização Brasileira: 1957.
  • Feliz Páscoa e Tartufo o Projeto "Exercício de Comédia" de Paulo Autran. Palco e Platéia, São Paulo, ano 0, julho de 1985. Não catalogado
  • MAGALDI, Sábato. Panorama do Teatro Brasileiro. Rio de Janeiro. MEC-DAC-FUNARTE: reimpressão de 1962.
  • PRADO, Décio de Almeida. Apresentação do Teatro Brasileiro Moderno. São Paulo: Perspectiva: 1996.
  • Planilha enviada pela pesquisadora Rosyane Trotta. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Armadilha - 1979. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - Biedermann e os Incendiários - 1965. Não catalogado

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