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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Charles Landseer

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.06.2017
1799 Reino Unido / Inglaterra / Londres
1879 Reino Unido / Inglaterra / Londres
Reprodução fotográfica Vicente de Mello

People of São Paulo, 1827
Charles Landseer
Lápis sobre papel
11,00 cm x 18,00 cm

Charles Landseer (Londres, Inglaterra 1799 - idem 1879). Pintor, desenhista, gravador. Inicia seu aprendizado artístico com o pai, o gravador e arqueólogo John Landseer (1769 - 1852), e aperfeiçoa-se com pintor Benjamin Robert Haydon (1786 - 1846). Em 1816, ingressa na Royal Academy of Arts, em Londres. O artista integra a missão diplomática che...

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Biografia

Charles Landseer (Londres, Inglaterra 1799 - idem 1879). Pintor, desenhista, gravador. Inicia seu aprendizado artístico com o pai, o gravador e arqueólogo John Landseer (1769 - 1852), e aperfeiçoa-se com pintor Benjamin Robert Haydon (1786 - 1846). Em 1816, ingressa na Royal Academy of Arts, em Londres. O artista integra a missão diplomática chefiada pelo embaixador inglês Charles Stuart, que vem ao Brasil em 1825 para negociar os termos do reconhecimento da independência do país, onde permanece por pouco mais de um ano. Realiza cerca de 300 desenhos e aquarelas, registrando cenas cotidianas observadas em viagens realizadas por Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco. Ao retornar a Londres, o artista dedica-se a pinturas histórica e de gênero. Entre 1851 e 1873, torna-se o principal instrutor da Royal Academy of Arts. O conjunto de seus trabalhos feitos no Brasil, que ficou em posse de Charles Stuart, compõe o Álbum de Highcliffe, que conta também com desenhos do pintor francês Debret (1768 - 1848) e dos ingleses William John Burchell (1781 - 1863) e Henry Chamberlain (1796 - 1844). As obras de Landseer são localizadas em 1924 pelo historiador Alberto Rangel, que publica, com Candido Guinle de Paula Machado, o livro Landseer, em 1972. Em 1999, o Álbum de Highcliffe passa a integrar o acervo do Instituto Moreira Salles - IMS.

Análise

O pintor inglês Charles Landseer inicia seu aprendizado artístico com o pai, o gravador e arqueólogo John Landseer (1769 - 1852), e aperfeiçoa-se em seguida com Benjamin Robert Haydon (1786 - 1846). Em 1825, Charles Landseer integra a missão diplomática chefiada por Charles Stuart, que vem ao Brasil para mediar os termos do reconhecimento da independência do país. Permanece aqui por pouco mais de um ano, realizando nesse período cerca de 300 desenhos e aquarelas, nos quais registra cenas cotidianas observadas em suas viagens pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Pernambuco. Nesses trabalhos, procura representar tipos populares, como escravos, lavadeiras e, ainda, os tropeiros de São Paulo ou o sertanejo de Pernambuco. O conjunto dessas obras, que fica em posse de Stuart, compõe o Álbum de Highcliffe, que conta ainda com alguns desenhos do pintor francês Debret (1768 - 1848) e dos ingleses William John Burchell (1781 - 1863) e Henry Chamberlain (1796 - 1844).

Landseer realiza vários desenhos e pinturas que têm como tema a paisagem do Rio de Janeiro, como a tela Vista do Pão de Açúcar Tomada da Estrada do Silvestre (ca.1827), anteriormente atribuída ao viajante inglês William Havel, mas que, segundo o estudioso Carlos Martins, deve ser atribuída a Landseer pela comparação com os desenhos existentes no álbum. Em seu retorno à Inglaterra, o artista dedica-se à pintura de gênero e de história.

Obras 17

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Exposições 9

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 9

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  • ARTE no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
  • CAMPOFIORITO, Quirino. A Missão Artística Francesa e seus discípulos: 1816 - 1840. Prefácio Carlos Roberto Maciel Levy. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 64 p., il. color. (História da pintura brasileira no século XIX, 2).
  • LAGO, Pedro Corrêa do. Iconografia paulistana do século XIX. São Paulo: Metalivros, 1998.
  • LANDSEER, Charles. As Cidades e seus habitantes: Rio de Janeiro e São Paulo (1825-1826). São Paulo: Instituto Moreira Salles, 2002. folha dobrada, il. color.
  • LANDSEER, Charles. Landseer. Texto Alberto Rangel. São Paulo: Candido Guinle de Paula Machado, 1972. 162 p., il. color.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • MARTINS, Carlos (org.). Revelando um acervo: coleção brasiliana. São Paulo: BEI Comunicação, 2000. (Brasiliana).
  • MOSTRA DO REDESCOBRIMENTO, 2000, São Paulo, SP. O olhar distante. Curadoria Jean Galard, Pedro Corrêa do Lago; assistência de curadoria Mariana Cordiviola; tradução Alain François, Contador Borges, Tina Delia, John Norman, Eduardo Hardman. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo: Associação Brasil 500 anos Artes Visuais, 2000.
  • RIO de Janeiro, 1825-1826: e outros destaques do Highcliffe Album. Rio de Janeiro: Instituto Moreira Salles, 199-. folha dobrada, il. p&b color.

Como citar

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Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: