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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Vânia Mignone

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 21.10.2019
20.10.1967 Brasil / São Paulo / Campinas
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Praça, 1999
Vânia Mignone
Acrílica sobre madeira

Vânia Célia Mignone Gordo (Campinas, São Paulo, 1967). Pintora e gravadora. Gradua-se em publicidade e propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas), São Paulo, em 1989. Durante a faculdade, forma-se como bailarina de corpo de baile e dá aulas de dança no Conservatório Municipal de Campinas. Decide-se por iniciar ou...

Texto

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Vânia Célia Mignone Gordo (Campinas, São Paulo, 1967). Pintora e gravadora. Gradua-se em publicidade e propaganda pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas), São Paulo, em 1989. Durante a faculdade, forma-se como bailarina de corpo de baile e dá aulas de dança no Conservatório Municipal de Campinas. Decide-se por iniciar outra graduação, em educação artística, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Inicia a atividade em artes visuais com xilogravuras que expõe em coletivas, como a Mail Art Exhibition, na Espanha, em 1990. Conclui a segunda graduação em 1994, e no mesmo ano, recebe o prêmio estímulo da Secretaria Municipal de Cultura de Campinas. Ministra curso livre de arte para crianças e adolescentes, atividade que mantém paralela à produção artística. Em 1995, realiza a primeira individual na galeria da Fundação Nacional de Arte (Funarte), no Rio de Janeiro, e no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Entre 1997 e 2000, conquista diversos prêmios, como o da Bienal Nacional de Santos e prêmio aquisição do Projeto Abra/Coca-Cola de Arte Atual.

 

Análise

Vânia Mignone elabora os primeiros trabalhos em xilogravura: matrizes de madeira entintadas e impressas à mão sobre papel de arroz. A imagem obtida é retrabalhada com tinta e colagens. Aos poucos, a artista substitui o papel – material delicado – por placas de derivados da madeira. Entretanto, a relação com a gravura e com o papel se mantém, pois muitas vezes as pinturas sobre madeira trazem entalhes de goiva e colagens de papel. Mesmo a pincelada que define o contorno das figuras faz pensar no traço da xilogravura: é preta e grossa, tensa e forte. As outras cores são intensas e puras. Inicialmente, Mignone emprega apenas duas cores: o preto e outra cor quente e forte, como vermelho, amarelo ou laranja. Essas cores continuam a caracterizar seu trabalho. Se hoje a artista amplia sua paleta, ainda assim ela é reduzida e traz sempre tons vibrantes.

Suas pinturas tratam de solidão e isolamento. Retratam pessoas – uma ou duas –, objetos do cotidiano – mesas, cadeiras, plantas etc. – e palavras ou frases, sem que se estabeleça vínculo entre esses elementos: as palavras não são legendas das cenas, e os objetos não ajudam a caracterizar ações das figuras humanas. Os trabalhos parecem mostrar momentos vazios da existência, narrativas suspensas em meio à vida urbana caótica e solitária. Essa qualidade banal e assustadora por vezes faz lembrar uma das referências importantes de Mignone: o gravador Oswaldo Goeldi (1895-1961).


 

Obras 4

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

A Praça

Acrílica sobre madeira
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Infinita Paisagem

Acrílica sobre madeira
Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Janeiro Infinito

Acrílica sobre madeira [quatro módulos]
Reprodução fotografica Iara Venanzi/Itaú Cultural

Sem Título

Acrílica sobre mdf [tríptico]

Exposições 76

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 11

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  • ALVES, Cauê; SANT'ANNA, Margarida (Orgs.). Clube de gravura: a história do Clube de Colecionadores do MAM. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2007.
  • ANJOS, Moacir dos (Cur.). Panorama da arte brasileira 2007: contraditório. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2007.
  • ANJOS, Moacir dos. Pinturas do comum e do incômodo. In: MIGNONE, Vânia. Vânia Mignone. São Paulo: Casa Triângulo, 2007.
  • CANTON, Katia. Novíssima arte brasileira: um guia de tendências. São Paulo: Iluminuras, 2001.
  • COELHO, Teixeira (Org.). Coleção Itaú Contemporâneo: arte no Brasil, 1981-2006. Apresentação de Olavo Egydio Setúbal. São Paulo: Itaú Cultural, 2006.
  • MIGNONE, Vânia. Vânia Mignone. Texto de Agnaldo Farias. Campinas: Museu de Arte Contemporânea de Campinas, 2001.
  • MIGNONE, Vânia. Vânia Mignone. Texto de Sigismond de Vajay. São Paulo: Casa Triângulo, 2009.
  • MIGNONE, Vânia. [Currículo]. Disponível em: http://www.casatriangulo.com/site.htm. Acesso em: 2 jun. 2011.
  • MIGUEZ, Fábio. A imagem por dentro. In: MIGNONE, Vânia. Vânia Mignone. São Paulo: Galeria Sesc Paulista, 1997.
  • PANORAMA da Arte Brasileira, 2007, São Paulo. Panorama da arte brasileira 2007: contraditório. Curadoria Moacir dos Anjos. São Paulo: Museu de Arte Moderna de São Paulo, 2007. 192 p., il. color.
  • VENANCIO FILHO, Paulo; CESAR, Marisa Florido (Orgs.). Nova arte nova. Rio de Janeiro: Centro Cultural do Banco do Brasil, 2009.

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