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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Ciça Gorski

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.06.2017
31.05.1952 Brasil / São Paulo / Araraquara
Maria Cecília Barbieri Gorski (Araraquara, São Paulo, 1952). Arquiteta e paisagista. Forma-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), em 1976, e trabalha no escritório da arquiteta e paisagista Rosa Kliass (1932), de 1977 a 1980. Nesse período, estagia por três meses com o arquiteto e paisag...

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Biografia

Maria Cecília Barbieri Gorski (Araraquara, São Paulo, 1952). Arquiteta e paisagista. Forma-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), em 1976, e trabalha no escritório da arquiteta e paisagista Rosa Kliass (1932), de 1977 a 1980. Nesse período, estagia por três meses com o arquiteto e paisagista mexicano Mário Schjetman (1945). De 1979 a 1985, leciona paisagismo e controle ambiental na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC/Campinas).

Em 1981, funda com Michel Gorski (1952) o escritório Barbieri & Gorski, com projetos voltados para parques, condomínios e áreas de lazer. Entre 1995 e 1998, é presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (Abap). Em projetos como o Parque da Lagoa de Carapicuíba, em São Paulo, realizado em 2006, e o Parque Madeira Moreré, em Porto Velho, no ano de 2008, trabalha com áreas de lazer em orlas fluviais e lacustres. Realiza, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, mestrado sobre o tema, intitulado Rios e Cidades: Ruptura e Reconciliação, publicado em 2010. Atualmente, além do trabalho no Barbieri & Gorski, leciona no curso de pós-graduação de paisagismo no Senac de São Paulo.

Análise

Em 1993, já no escritório Barbieri & Gorski, Ciça projeta o Parque da Mônica, em São Paulo. Atendendo ao pedido do desenhista e ilustrador Maurício de Souza (1935) e influenciada pelos parques japoneses e europeus, a arquiteta oferece alternativa à concepção norte-americana de parques infantis, na qual há uma preocupação excessiva com a segurança da criança. O traço interativo dos brinquedos é recorrente em seus projetos e exige do público relação menos automatizada e passiva do corpo. Alguns outros exemplos são o Parque das Aventuras, em Itu,  São Paulo, e o parque temático Studio Play, em Manaus.

Outra característica frequente nas obras de Gorski é o reaproveitamento de áreas devastadas e o esforço em trabalhar com a vegetação local. No projeto da Assembleia Legislativa de São Paulo, realizado em 2002, a extensão do estacionamento e o espaço destinado à passagem de esgoto e outros elementos da infraestrutura são transformados em pátio interno para os funcionários da assembleia. O novo jardim ganha piso de madeira modulado, concebido pela paisagista a fim de manter o acesso à infraestrutura, que pode ser reformada sem que o jardim seja danificado. A preocupação com o entorno das áreas nas quais trabalha está aliada às preocupações ambientais de Gorski, que nos últimos anos se dedica também a projetos de revitalização de orlas fluviais e lacustres.

Fontes de pesquisa 3

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  • GORSKI, Ciça. Ciça Gorski. São Paulo: [s.n.], 2013. Entrevista concedida a Natália Leon Nunes, pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras.
  • GORSKI, Ciça. Paisagismo: arte lúdica. Entrevista para Plantas, Flores & Jardins. Disponível em: . Acesso em: 21 out. 2013.
  • GORSKI, Ciça. Rios e cidades: ruptura e reconciliação. São Paulo: Ed. Senac, 2010.

Como citar

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