Ordenação

Tipo de Verbete

Filtros

Áreas de Expressão
Artes Visuais
Cinema
Dança
Literatura
Música
Teatro

Período

Temas


Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Acácio Vallim Júnior

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.01.2017
11.05.1948 Brasil / São Paulo / Santos
Registro fotográfico Acácio Ribeiro Vallim Júnior

A Viagem, 1972
Acácio Vallim Júnior
Acervo Idart/Centro Cultural São Paulo

Acácio Ribeiro Vallim Júnior (Santos, SP, 1948). Professor e crítico de dança, ator e preparador corporal. Em 1972, gradua-se em artes cênicas, dramaturgia e crítica pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e, em 1974, em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP). A partir de 1970, inicia s...

Texto

Abrir módulo

Biografia
Acácio Ribeiro Vallim Júnior (Santos, SP, 1948). Professor e crítico de dança, ator e preparador corporal. Em 1972, gradua-se em artes cênicas, dramaturgia e crítica pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e, em 1974, em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP). A partir de 1970, inicia seus estudos em dança moderna com Maria Duschenes (1922-2014) e acompanha e atua em suas diversas montagens até 1999, quando ela interrompe a carreira pedagógica. Simultaneamente, é iniciado no Teatro-Educação por Joana Lopes e faz parte do Gruparte Teatro-Educação de São Paulo, no período de 1971 a 1980. Como ator, compõe o elenco de A Viagem, de Carlos Queiroz Telles (1936-1993). Participa, em 1974, do American Dance Festival, em Connecticut (Estados Unidos). Cria suas primeiras coreografias, em 1975, para a peça Porandubas Populares, de Carlos Queiroz Telles - com a qual recebe o prêmio de revelação de coreógrafo da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) - e, em 1977, para A Lenda do Vale da Lua, ambas dirigidas por Mário Masetti. No mesmo ano, passa a atuar como crítico de dança do jornal O Estado de S. Paulo, no qual permanece até 1986. Licencia-se, em 1980, em educação artística pelo Instituto Musical de São Paulo. Com Umberto da Silva (1951-2008) cria Tambores, Suor e Lágrimas, em 1992, para O Masculino na Dança, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). Assume a direção da Escola Municipal de Bailados de São Paulo no período de 1989 a 1992. Como professor, atua no curso Comunicação das Artes do Corpo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), de 2001 a 2005. Coordena, desde 1999, o curso de teatro da Universidade Anhembi Morumbi, além de ministrar aulas no mesmo espaço.

Análise
Acácio Vallim Junior é um importante agente do movimento cultural que tem início na década de 1970, em São Paulo, tanto por sua atuação como artista e professor de dança, como pelo trabalho de crítico exercido no jornal O Estado de S. Paulo. Particularmente importante para a produção artística da área de dança, o período é marcado efervescência de movimentos de contracultura e pelo experimentalismo. Seu olhar e dedicação à dança, bem como o ânimo pela potencialidade de criações daquele período podem ser vistos nos textos publicadas semanalmente entre 1977 a 1986:

[...] uma época fantástica para a dança: Maurice Béjart fazia temporadas de quinze dias com cinco programas diferentes; no Teatro Galpão tínhamos uma programação nova a cada 15 dias: Marilena Ansaldi, Violla, Suzana Yamauchi, Renée Gumiel, Célia Gouvêa, Maurice Vaneau, depois Marilena de novo; grupos estrangeiros, folclóricos e grandes companhias vinham se apresentar em São Paulo. Vivemos, no Estadão, uma época privilegiada em termos de jornalismo; tínhamos espaço para escrever, diálogo aberto com os editores.1

É nas aulas de Maria Duschenes que Vallim Jr. reconhece a possibilidade do autoconhecimento e de expressar-se corporalmente por meio do movimento. Isso o leva a criar um grupo, junto de outros alunos de Duschenes, que participa de espetáculos no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP) e na Bienal de Santos.2 O grupo trabalhava baseado num dos principais elementos praticados nas aulas, o exercício de improvisação, levando a uma ampliação da percepção do ambiente, algo inovador na década de 1970. A prática da improvisação é de ainda incomum naquele momento e, segundo Vallim, se difunde no decorrer do tempo e passa a integrar do trabalho de inúmeros coreógrafos, bailarinos e diretores de teatro.3

Notas
1 COELHO, Maria Cristina Barbosa Lopes; XAVIER, Renata Ferreira (orgs.). Memória da dança em São Paulo. Acácio Ribeiro Vallim Júnior. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, Divisão de Acervos, Documentação e Conservação do Centro Cultural São Paulo, 2007. 92 p.
2 Idem.
3 Ibid.

Obras 1

Abrir módulo
Registro fotográfico Acácio Ribeiro Vallim Júnior

Espetáculos 3

Abrir módulo

Exposições 2

Abrir módulo

Fontes de pesquisa 2

Abrir módulo
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Em Família - 1972. Não catalogado

Como citar

Abrir módulo

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo: