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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Luiz Buarque de Hollanda

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 12.07.2017
09.09.1939 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
23.07.1999 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Luiz Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1939 -  idem 1999). Advogado, colecionador e galerista. Recém-formado em direito, em 1961, é contemplado com bolsa de mestrado em direito fiscal, em Harvard, nos Estados Unidos, onde permanece com a família até 1964, retornando ao Brasil após o golpe militar. Atua profissionalmente na áre...

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Biografia

Luiz Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1939 -  idem 1999). Advogado, colecionador e galerista. Recém-formado em direito, em 1961, é contemplado com bolsa de mestrado em direito fiscal, em Harvard, nos Estados Unidos, onde permanece com a família até 1964, retornando ao Brasil após o golpe militar. Atua profissionalmente na área do direito e em 1967 torna-se professor do Centro de Estudos e Pesquisas no Ensino do Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Ceped/Uerj), dirigido por Alfredo Lamy Filho. Traduz para o português a obra Memórias de um Colono Suíço, de Thomas Davatz.

No réveillon de 1968, o casal Heloisa e Luiz Buarque de Hollanda reúne artistas, cineastas, escritores e intelectuais em uma festa promovida pelo grupo do cinema novo, marcada pelo clima de resistência à ditadura e de ruptura com os padrões de comportamento convencionais. Sua ligação com o cinema novo estreita-se por meio da criação da produtora Mapa Filmes, de Zelito Vianna (1938) e Glauber Rocha (1939-1981), dos quais se torna produtor associado, juntamente com K. M. Eckstein e Cacá Diegues (1940), para a realização de Quando o Carnaval Chegar, em 1972, filme dirigido por Diegues. No início da década de 1970, adquire a galeria carioca Grupo B, de Rubem Breitman e João Sattamini, que passa a se chamar Galeria Luiz Buarque de Hollanda & Paulo Bittencourt, seu sócio. A galeria realiza as primeiras individuais de Waltercio Caldas (1946), em 1974, e Carlos Zilio (1944), em 1975, além de duas importantes exposições de Cildo Meireles (1948), em 1975 e 1978.

Hollanda é responsável por inúmeras exposições da produção de artistas como Carlos Vergara (1941), Iole de Freitas (1945), Eduardo Sued (1925), Iberê Camargo (1914-1994), Mira Schendel (1919-1988), Rubens Gerchman (1942-2008), Glauco Rodrigues (1929-2004), Antonio Bandeira (1922-1967), Wesley Duke Lee (1931-2010), Waltercio Caldas, entre outros. Sua intensa atividade nos anos 1970 faz da Galeria Luiz Buarque de Hollanda & Paulo Bittencourt um polo de organização de mostras experimentais no circuito de arte carioca e brasileiro, dividindo espaço com outras galerias importantes no período, como a Galeria de Arte Global e Gabinete de Artes Gráficas, ambas em São Paulo.

Em 1975, toma a iniciativa, com o editor Marcos Antonio Marcondes, de encomendar ao crítico Ronaldo Brito a elaboração de um texto sobre a produção artística neoconcreta, do qual resulta a obra Neoconcretismo: Vértice e Ruptura do Projeto Construtivo Brasileiro, primeiro estudo sobre o movimento, publicado em 1985.

Em meados da década de 1970, é um dos clientes que experimentam a proposta terapêutica de estruturação do self através dos objetos relacionais de Lygia Clark (1920-1988), criada após o retorno da artista de Paris, em 1976. No decorrer dos anos, constitui uma importante coleção particular com trabalhos de artistas brasileiros como Hélio Oiticica (1937-1980), Lygia Clark, Waltercio Caldas, Mira Schendel, Raymundo Colares (1944-1986) e muitos outros. Em 1999, doa uma obra de Waltercio Caldas e outra de Mira Schendel para o acervo do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York.

Fontes de pesquisa 3

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  • ARCO das rosas: o marchand como curador. Apresentação José Roberto Aguilar; texto Celso Fioravante; trad. Camila Henman Belchior. São Paulo: Casa das Rosas, 2001.
  • HOLANDA, Bartolomeu Buarque de. Buarque - uma família brasileira. Ensaio histórico e genealógico. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2007.
  • HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Memorial apresentado por Heloisa Buarque de Hollanda ao Departamento de Teoria da Comunicação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro para o concurso de provimento do cargo de professor titular no setor Teoria critica da Cultura, Rio de Janeiro, 1993. Disponível em: [http://www.pacc.ufrj.br/literaria/memorial.html].

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