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Literatura

Alcântara Machado

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 08.02.2021
25.05.1901 Brasil / São Paulo / São Paulo
14.04.1934 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução Fotográfica Romulo Fialdini

Laranja da China, 1928
Alcântara Machado

António Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (São Paulo, São Paulo 1901 - idem 1935). Contista, cronista, crítico literário, romancista e jornalista. Filho do jurista, político e escritor José de Alcântara Machado d'Oliveira (1875-1941) e de Maria Emília de Castilho Machado. Seguindo os passos do pai e do avô, ingressa na Faculdade Direito d...

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António Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (São Paulo, São Paulo 1901 - idem 1935). Contista, cronista, crítico literário, romancista e jornalista. Filho do jurista, político e escritor José de Alcântara Machado d'Oliveira (1875-1941) e de Maria Emília de Castilho Machado. Seguindo os passos do pai e do avô, ingressa na Faculdade Direito do Largo de São Francisco em 1919. Ainda estudante, escreve artigos jornalísticos, crítica literária e teatral no Jornal do Commercio. Embora não participe da Semana de Arte Moderna (1922), apóia as novas idéias, aproximando-se dos escritores Oswald de Andrade (1890-1954) e Mário de Andrade (1893-1945) e do crítico Sérgio Milliet (1898-1966). Em 1924, torna-se redator-chefe do Jornal do Commercio. Vai para Europa em 1925 e reúne as impressões de viagem em seu primeiro livro, Pathé-Baby, publicado um ano depois. Seu envolvimento com as idéias modernistas e a imprensa leva-o a fundar, com o ensaísta Paulo Prado, a revista Terra Roxa e Outras Terras; com Oswald de Andrade, a Revista de Antropofagia, em 1928, e com Paulo Prado e Mário de Andrade a Revista Nova, que dura de 1931 a 1932. Estréia com o livro de conto de Brás, Bexiga e Barra Funda, em 1927, e lança Laranja da China, em 1928. Na década de 1930 intensifica suas atividades políticas - apóia o movimento constitucionalista de 1932, e se transfere para o Rio de Janeiro como secretário-geral da bancada paulista na Assembléia Constituinte. Em 1934, assume a direção do Diário da Noite e é eleito deputado federal, mas não chega a ser empossado: morre no ano seguinte por complicações de uma apendicite. Deixa inédita a peça teatral A Ceia dos Não Convidados e o romance inacabado Mana Maria, publicados postumamente. Sua obra, baseada numa prosa coloquial, aborda a rápida modernização da cidade de São Paulo, com seus automóveis, indústrias e imigrantes, principalmente os italianos.

Obras 3

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Exposições 2

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Fontes de pesquisa 4

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  • BARBOSA, Francisco de. Estudo Crítico. In: António de Alcântara Machado: trechos escolhidos. Rio de Janeiro: Agir, 1961. p. 7-15
  • GRIECO, Agripino (ed.). Em memória de António de Alcântara Machado. São Paulo: Elvino Pocai, 1936.
  • LARA, Cecília. De Pirandello a Piolim: Alcântara Machado e o teatro no modernismo. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Artes Cênicas, 1987.
  • MACHADO, Luis Toledo. Antônio de Alcântara Machado e o Modernismo. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1970. 152 p. (Coleção Documentos Brasileiros, 146).

Como citar

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