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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Mônica Filgueiras Almeida

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 07.01.2021
23.05.1944 Brasil / São Paulo / São Paulo
24.11.2011 Brasil / São Paulo / São Paulo
Mônica Filgueiras de Almeida (São Paulo, São Paulo, 1944 – idem, 2011). Marchand, galerista e curadora. Na década de 1970, enquanto marchand e leiloeira, participa do “grande boom da arte brasileira”, acompanhando a profissionalização do mercado de arte nacional. Especializa-se, ao longo da vida, em curadoria e comercialização de produções de ar...

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Mônica Filgueiras de Almeida (São Paulo, São Paulo, 1944 – idem, 2011). Marchand, galerista e curadora. Na década de 1970, enquanto marchand e leiloeira, participa do “grande boom da arte brasileira”, acompanhando a profissionalização do mercado de arte nacional. Especializa-se, ao longo da vida, em curadoria e comercialização de produções de artistas brasileiros.

Mônica Filgueiras forma-se em artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e inicia sua carreira nos anos 1960 como assessora de leilões da Galeria Art Art, em São Paulo. Considerada uma das primeiras do Brasil, a galeria é fundada pelo italiano Giuseppe Baccaro (1930-2016), conhecido como o rei dos leilões nos anos 1960, e tem administração do marchand Ralph Camargo. No início dos anos 1970, Mônica trabalha com os artistas Luiz Paulo Baravelli (1942), Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Frederico Nasser (1945) na chamada Escola Brasil, um centro de experimentação artística em São Paulo. 

A galerista é efetivada na Galeria Collectio, inaugurada em 1972, com uma exposição individual do escultor Sérgio Camargo (1930-1990). O Brasil vive nesse período uma inflação acelerada, e o mercado de arte começa a se apresentar como uma alternativa rentável no mercado de capitais. Cria-se o assim denominado “grande boom do mercado de arte brasileira”[1]. 

Ao lado da marchand Raquel Arnaud (1935), Mônica abre, em 1973, o Gabinete de Artes Gráficas, em São Paulo. O intuito do Gabinete é estabelecer um mercado estável para as artes gráficas e “mostrar ao mercado comprador que uma gravura possui valor semelhante às demais manifestações artísticas”[2]. A primeira exibição promovida pela galeria é uma individual do gravador Roberto De Lamonica (1933-1995). A esta seguem-se a pintora Tarsila do Amaral (1886-1973), a artista plástica suíça Mira Schendel (1919-1988), artistas da Escola de Paris, como o pintor francês Pierre Soulages (1919), além de exposições de artistas como Regina Vater (1943), Sérvulo Esmeraldo (1929-2017) e Anna Bella Geiger (1933).

Com o fim da sociedade com Raquel Arnaud, em 1980, a marchand inaugura o próprio espaço, a Mônica Filgueiras de Almeida Galeria de Arte, também em São Paulo, com uma mostra individual do artista plástico Antonio Dias (1944-2018). Ao longo da década, a galeria de Mônica também ajuda a destacar artistas como Carmela Gross (1946) e a gravadora Regina Silveira (1939). Em 2011, Mônica estabelece parceria com o colecionador Eduardo Machado, e o espaço é renomeado para Mônica Filgueiras & Eduardo Machado Galeria.

O acervo constituído pela marchand desde a década de 1970 tem como interesse principal o suporte artístico. Ao privilegiar as artes gráficas ao longo de toda a carreira, Mônica Filgueiras de Almeida contribui para valorizar o mercado de arte no Brasil. 

 

Notas

1. VALLEGO, Rachel. A presença da Galeria Collectio no mercado de arte brasileiro durante a década de 1970. ARS, São Paulo, v. 15, n. 31, p. 125-148, 19 dez. 2017. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/ars/article/view/140007. Acesso em: 17 abr. 2020.

2. DESTAQUE para a gravura. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 34, 7 out. 1974.

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