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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Brígida Baltar

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 03.12.2018
1959 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Frame do vídeo Coletas de Brígida Baltar/Divulgação

Coletas, 1998
Brígida Baltar
1 filme em 3 partes + 8 dvds
Acervo Instituto Itaú Cultural

Brígida Baltar (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1959). Artista multimídia. No fim da década de 1980, freqüenta a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Participa do Grupo Visorama no Rio de Janeiro. Nesse época, cria a obra Abrigo, em que projeta a forma do seu corpo escavada na parede de sua casa-ateliê, e a série Estrutura, ...

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Biografia

Brígida Baltar (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1959). Artista multimídia. No fim da década de 1980, freqüenta a Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Participa do Grupo Visorama no Rio de Janeiro. Nesse época, cria a obra Abrigo, em que projeta a forma do seu corpo escavada na parede de sua casa-ateliê, e a série Estrutura, na qual emprega tijolos para compor as obras. Frequentemente capta suas ações em fotografias e filmes curtos, como no projeto Umidades, realizado entre 1994 e 2001, com base na coleta de elementos naturais e transitórios, como  neblina ou orvalho, em excursões que faz à serra das Araras ou à serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Apresenta na 25ª Bienal Internacional de São Paulo, em 2002, o trabalho Casa da Abelha, composto de fotografias, vídeos e desenhos. No fim desse mesmo ano, apresenta a exposição Coleta da Neblina, no Museum of Contemporary Art (MOCA), em Cleveland, Estados Unidos.

Análise

A obra de Brígida Baltar parte freqüentemente de ações da própria artista, captadas em fotografias ou em curtos filmes silenciosos. No projeto Umidades, desenvolvido entre 1994 e 2001, coleta, em recipientes de vidro, elementos naturais, transitórios e efêmeros, como a neblina, o orvalho e a maresia, em excursões que realiza, por exemplo, à Serra das Araras ou à Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro. Para o crítico Moacir dos Anjos (1963), nessas coletas a artista explora a memória e a afetividade geradas no evento, como as lembranças de odores, da temperatura, dos sons e mesmo de sentimentos, como prazer, medo ou melancolia. Entretanto, para o espectador que conhece apenas as imagens fotográficas geradas por esses procedimentos, essas ações parecem realizar-se fora do espaço e do tempo, inseridas em uma atmosfera de sonho.

O universo feminino e da intimidade doméstica também estão presentes na obra de Brígida Baltar, que inicialmente utiliza materiais retirados da sua própria casa, como tijolos, saibro, poeira e cascas de tinta. Em 2001, apresenta, na 25ª Bienal Internacional de São Paulo, a obra Casa da Abelha, inspirada no universo desses insetos, composta por fotografias, vídeos, desenhos e alguns escritos, retratando a si própria com uma roupa confeccionada para o trabalho, baseada no traçado de uma colméia.

Obras 3

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Frame do vídeo Coletas de Brígida Baltar/Divulgação

Coletas

1 filme em 3 partes + 8 dvds

Exposições 129

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Mídias (1)

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Brígida Baltar - Enciclopédia Itaú Cultural
Na 25ª Bienal de São Paulo, em 2002, Brígida Baltar apresenta o trabalho Casa de Abelha, uma instalação com fotos, vídeos e ilustrações inspirados no universo desses insetos. “Pensei numa relação entre o mel e a afetividade. Como a casa é, nas histórias e nas cidades, esse centro produtor de afetividade”, conta. Em 2007, ela participa do Panorama da Arte Brasileira, no MAM/SP, com três interferências, que ocupam “cantos” no espaço expositivo e trabalham novamente a ideia de casa e intimidade. O primeiro traz o desenho de um chão feito com pó. “Como se eu estivesse trazendo o chão da casa”, diz. No outro canto, Baltar realiza um desenho de paisagem na parede com o mesmo material, que remete ao tijolo de construção. O terceiro espaço é ocupado por um brocado também composto com pó, que faz referência a um tapete. O trabalho dura apenas o tempo da exposição. “Depois, o desenho se desmancha e volta a ser pó”.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 41

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  • A INFÂNCIA perversa: fábulas sobre a memória e o tempo. Curadoria e texto Marcus de Lontra Costa. Rio de Janeiro: MAM, 1995. [36 p.], 35 il. p.b. color.
  • APROPRIAÇÕES. Curadoria Ligia Canongia. Rio de Janeiro: Joel Edelstein Arte Contemporânea, 1997. RJje 1997/a
  • APROPRIAÇÕES. Curadoria Ligia Canongia; tradução Jack Liebof. Rio de Janeiro: Joel Edelstein Arte Contemporânea, 1997. 8 p., il.
  • ARCO das rosas: o marchand como curador. Apresentação José Roberto Aguilar; texto Celso Fioravante; trad. Camila Henman Belchior. São Paulo: Casa das Rosas, 2001.
  • ARCO das rosas: o marchand como curador. Apresentação José Roberto Aguilar; texto Celso Fioravante; trad. Camila Henman Belchior. São Paulo: Casa das Rosas, 2001. SPcr 2001/ar
  • ARTISTAS brasileiros na 5. Bienal de la Habana, 1994. Havana: Centro Wifredo Lam, 1994.
  • ARTISTAS brasileiros na 5. Bienal de la Habana, 1994. Havana: Centro Wifredo Lam, 1994. BRb 1994
  • BALTAR, Brígida. A coleta da neblina 1996-2001. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2001.
  • BALTAR, Brígida. A coleta da neblina 1996-2001. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2001. B197 2000
  • BALTAR, Brígida. Brígida Baltar. Texto Ricardo Basbaum; versão em inglês Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Galeria Cohn Edelstein, 1997. 1 folha dobrada, il.
  • BALTAR, Brígida. Brígida Baltar. Texto Ricardo Basbaum; versão em inglês Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Galeria Cohn Edelstein, 1997. B197b 1997
  • BALTAR, Brígida. Neblina, orvalho e maresia: coletas. Rio de Janeiro: O Autor, 2001. 112 p., il. color. 700.92 B197n
  • BERCHT, Fátima. Notas sobre o trabalho. Galeria Nara Roesler. Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2005. Não catalogado
  • BERCHT, Fátima. Notas sobre o trabalho. Galeria Nara Roesler. Disponível em: [http://www.nararoesler.com.br/artistas_txt_p.asp?idartista=19]. Acesso em: 20 fev. 2005.
  • COLEÇÃO Museu de Arte Moderna da Bahia: arte contemporânea. Apresentação Heitor Reis. Rio de Janeiro: MAM, 1998. RJmam 1998/c
  • COLEÇÃO Museu de Arte Moderna da Bahia: arte contemporânea. Rio de Janeiro: MAM, 1998. s.p. il., color.
  • CORCILIUS, Ania. Sem título. Galeria Nara Roesler. Disponível em: . Acesso em: 20 fev. 2005. Não catalogado
  • CORCILIUS, Ania. Sem título. Galeria Nara Roesler. Disponível em: [http://www.nararoesler.com.br/artistas_txt_p.asp?idartista=19]. Acesso em: 20 fev. 2005.
  • COTIDIANO/ARTE: O Objeto Anos 60/90. São Paulo: Itaú Cultural, 1999. (Eixo Curatorial 1999).
  • COTIDIANO/ARTE: O Objeto Anos 60/90. São Paulo: Itaú Cultural, 1999. (Eixo Curatorial 1999). IC 709.049 C844sn
  • DUARTE, Luisa. O Fio da Trama. Galeria Nara Roesler. Disponível em: [http://www.nararoesler.com.br/artistas_txt_p.asp?idartista=19]. Acesso em: 20 fev. 2005. Não catalogado
  • GALERIA Nara Roesler: catálogo. Fotografia Romulo Fialdini. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2001. SPnr 2001/c
  • GALERIA Nara Roesler: catálogo. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2001. [16] p., il. color.
  • GALERIA de Arte Centro Empresarial Rio 1988. Curadoria e texto Wilson Coutinho; texto Montez Magno, Frederico Morais, Wilson Coutinho, Lélia Coelho Frota, Donato Mello Júnior, Eduardo Passos, Luiz Sérgio de Oliveira, Italo Bianchi. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988. [168] p., il. p.&b.
  • GALERIA de Arte Centro Empresarial Rio 1988. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Centro Empresarial Rio, 1988. RJgacer 1988
  • LAGNADO, Lisette. O processo de fabulação. Galeria Nara Roesler. Disponível em: . Acesso em: 2. Não catalogado
  • LAGNADO, Lisette. O processo de fabulação. Galeria Nara Roesler. Disponível em: [http://www.nararoesler.com.br/artistas_txt_p.asp?idartista=19]. Acesso em: 20 fev. 2005.
  • MOSTRA SESC de Artes: ares & pensares. São Paulo: SESC SP, 2002. SPsesc 2002/a
  • MOSTRA SESC de Artes: ares & pensares. São Paulo: Sesc, 2002. 111 p., il. color. p.b.
  • POSSÍVEL imagem. Rio de Janeiro: Solar Grandjean de Montigny, 1990.
  • POSSÍVEL imagem. Rio de Janeiro: Solar Grandjean de Montigny, 1990. RJsgm 1990/p
  • ROMANCE figurado. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1995. RJmnba 1995/rf
  • ROMANCE figurado. Texto Frederico Morais. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1995. 20 p. + 19 lâms., il. color.
  • SALÃO NACIONAL VICTOR MEIRELLES, 6. , 1998, Florianópolis, SC. 6º Salão Nacional Victor Meirelles. Curadoria Charles Narloch. Florianópolis: MASC, 1998.
  • SALÃO NACIONAL VICTOR MEIRELLES, 6. , 1998, Florianópolis, SC. 6º Salão Nacional Victor Meirelles. Curadoria Charles Narloch. Florianópolis: MASC, 1998. Sala Especial Luiz Henrique Schwanke. S398 1998
  • SEIS artistas na 25ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2002.
  • SEIS artistas na 25ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Galeria Nara Roesler, 2002. SPnr 2002/se
  • SOUZA, Jair de (Coord.). I Riográfico. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1993. RJccbb 1993/p
  • SOUZA, Jair de (coord.). I Riográfico. Texto Lúcia Rito, Felipe Taborda, Ronaldo Werneck, Zuenir Ventura. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1993. [10] p., il. p&b.
  • WORKSHOP 97: artistas alemães e brasileiros. Curadoria Edgar Filho; texto Friedrich Meschede, Marcus de Lontra Costa, Maria do Carmo Vogt. Salvador: MAM, 1997. 64p. il., color.
  • WORKSHOP 97: artistas alemães e brasileiros. Salvador: MAM, 1997. BAmam 1997

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