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Carlos Gerbase

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 09.10.2020
01.02.1959 Brasil / Rio Grande do Sul / Porto Alegre
Carlos Gerbase (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1959). Diretor, roteirista, jornalista e professor universitário. Forma-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1980.

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Biografia
Carlos Gerbase (Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 1959). Diretor, roteirista, jornalista e professor universitário. Forma-se em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 1980.

Sua estreia como diretor ocorre em 1979, quando realiza o média-metragem Meu Primo, rodado no formato super 8. Esse filme se insere no contexto da relevante produção gaúcha de curtas que surge a partir da segunda metade dos anos 1970.

Inverno (1982), seu primeiro longa-metragem, é eleito Melhor Filme no Festival Super-8 de Gramado de 1983. No ano seguinte, roda Verdes Anos, realizado em parceria com Giba Assis Brasil (1957). A fita recebe o Prêmio Revelação no Festival de Gramado de 1985.

Na década de 1990, escreve roteiros televisão, como Memorial de Maria Moura (1994), Engraçadinha… seus Amores e seus Pecados (1995) e três episódios do seriado Comédias da Vida Privada (1997) – todos veiculados pela TV Globo.

Em 2000, estreia na literatura com o livro Contos Cinematográficos. No mesmo ano, dirige Tolerância, obra que marca seu retorno ao longa-metragem no cinema. A película deu a Roberto Bontempo (1963) o prêmio de melhor ator no Brazilian Film Festival de 2001 (Miami).

Em 2005, realiza Sal de Prata e, dois anos depois, 3 Efes, rodado em formato digital e lançado simultaneamente em cinema, Internet, DVD e TVs aberta e por assinatura.

Com o documentário 1983: o Ano Azul (2009), em codireção de Augusto Mallmann, comemora os 25 anos da conquista do título Mundial Interclubes do Grêmio de Porto Alegre. Produz, em 2012, o longa-metragem Menos que Nada.

Análise
Verdes Anos narra três dias na vida de adolescentes que, nos anos 1970, frequentam bailes, usam calças boca-de-sino, vivem problemas amorosos e entram em conflito com os pais. Tudo isso à margem da repressão política do período. Como observa o crítico de cinema Leon Cakoff (1948-2011), o filme abre “no cinema brasileiro um espaço incômodo e renovador com a geração que escapou sadia da década da paranoia” [1].

Tolerância é um filme político e policial com doses de erotismo. Gerbase mistura esses gêneros para contar a história de um casal que, nos anos 1960, tem a intenção utópica de mudar o mundo, mas, nos anos 2000, está integrado ao sistema que combatia. O desejo revolucionário dos protagonistas fica no passado. Júlio [Roberto Bontempo] retoca, pelo computador, os corpos de mulheres em uma revista masculina. Márcia [Maitê Proença (1958)] serve-se do discurso dos sem-terra para livrar da prisão o assassino de um fazendeiro. Segundo as palavras de José Geraldo Couto, “em Tolerância o cinismo vence a revolução” [2].

3 Efes é lançado em vários formatos, como tentativa de superar falta de espaço que o filme nacional encontra no circuito exibidor, dominado por produções norte-americanas. O enredo gira em torno do cotidiano de vários personagens em Porto Alegre.

Menos que Nada é a adaptação do conto “O Diário de Redegonda”, do escritor austríaco Arthur Schnitzler (1862-1931). O personagem principal é Dante [Felipe Kannenberg (1972)], internado em um hospital psiquiátrico. Embora seu caso seja considerado como incurável, a psiquiatra Paula [Branca Messina (1985)] decide ajudá-lo.

Notas
[1] Cakoff, Leon. ‘Verdes anos’, voz dos jovens em Gramado. Folha de S.Paulo, São Paulo, 10 abr. 1984. Ilustrada, p. 27.
[2] COUTO, José Geraldo. ‘Tolerância’ embaralha sexo, política e crime. Folha de S. Paulo, São Paulo, 23 out. 2000. Ilustrada, p. E-4.

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Fontes de pesquisa 10

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  • CAKOFF, Leon. ‘Verdes anos’, voz dos jovens em Gramado. Folha de S.Paulo, São Paulo, 10 abr. 1984. Ilustrada, p. 27.
  • CARVALHO, Bernardo. Oferta e demanda. Folha de S.Paulo, São Paulo, 28 mar. 2006. Ilustrada, p. E-8.
  • CIRENZA, Fernanda. Diretor quer discutir noção de verdade. Folha de S.Paulo, São Paulo, 10 nov. 2000. Ilustrada, p. E-4.
  • COUTO, José Geraldo. Sal de Prata: sexo e cinema brigam com o didatismo. Folha de S.Paulo, São Paulo, 23 set. 2005, Ilustrada, p. E-9.
  • COUTO, José Geraldo. Tolerância embaralha sexo, política e crime. Folha de S.Paulo, São Paulo, 23 out. 2000. Ilustrada, p. E-4.
  • FERNANDEZ, Alexandre Agabiti. Tratamento Artificial enfraquece o tema da loucura em longa de Gerbase. Folha de S.Paulo, São Paulo, 20 jul. 2012. Ilustrada, p. E-6.
  • MERTEN, Luiz Carlos. A fórmula do quanto mais simples melhor. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 dez. 2007. Caderno 2, p. D-4.
  • ORICCHIO, Luiz Zanin. Atirando em todas as direções. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 7 dez. 2007. Caderno 2, p. D-4.
  • ORICCHIO, Luiz Zanin. Ideias de Sigmund Freud inspiram drama psiquiátrico. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 20 jul. 2012. Caderno 2, p. D-5.
  • XAVIER, Ismail. Nelson Rodrigues no cinema (1952 – 1999): anotações de um percurso. In:_______. O olhar e a cena: melodrama, Hollywood, cinema novo, Nelson Rodrigues. São Paulo: Cosac Naify, 2003. p. 161-222.

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