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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Estrigas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 11.12.2018
19.09.1919 Brasil / Ceará / Fortaleza
02.10.2014 Brasil / Ceará / Fortaleza
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título, 1971
Estrigas
Óleo sobre tela, c.i.d.

Nilo de Brito Firmeza (Fortaleza, Ceará, 1919 - idem, 2014). Crítico de arte, pintor, ilustrador. Desde os tempos de estudante do Liceu do Ceará, adota o apelido de Estrigas. Formado em odontologia, passa a frequentar a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), em 1950, onde realiza seus primeiros cursos de pintura e desenho, e torna-se memb...

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Biografia

Nilo de Brito Firmeza (Fortaleza, Ceará, 1919 - idem, 2014). Crítico de arte, pintor, ilustrador. Desde os tempos de estudante do Liceu do Ceará, adota o apelido de Estrigas. Formado em odontologia, passa a frequentar a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), em 1950, onde realiza seus primeiros cursos de pintura e desenho, e torna-se membro da diretoria, em 1953. Exerce a odontologia e leciona nessa área por aproximadamente 15 anos e, em paralelo, atua como colaborador de revistas especializadas e jornais de grande circulação da cidade de Fortaleza, publicando textos sobre artes plásticas. Trabalha também como ilustrador em publicações de prosa e poesia de diversos autores cearenses, como Milton Dias, Otacílio Colares e Manuel Coelho Raposo. Participa do Salão dos Novos em 1952 e 1953 e, em 1954, é premiado com medalha de prata quando expõe pela primeira vez no Salão de Abril, mostra de que participa em diversas ocasiões de sua carreira, até a década de 1990.  Em 1969, funda o Mini-Museu Firmeza, em Mandubim, no sítio em que reside próximo à capital cearense. Dois anos depois, realiza exposição no Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará - Mauc, com sua mulher Nice Firmeza (1921). Escreve os livros Contribuição ao Reconhecimento de Raimundo Cela e A Saga do Pintor Francisco Domingos da Silva, ambos em 1988; Arte: Aspectos Pré-Históricos no Ceará (Uma Contribuição ao Estudo das Artes Plásticas no Ceará), 1989, e Barrica: O Alquimista da Arte, 1993. Em 2007, é homenageado pela Universidade Federal do Ceará - UFC com a Medalha do Mérito Cultural, em reconhecimento a sua contribuição à cultura e à arte, ocasião em que o Mauc realiza a exposição Nice e Estrigas, Pinturas e Desenhos, reunindo cerca de 50 trabalhos do casal.

Análise

A atuação Estrigas no meio artístico cearense se inicia nos primeiros anos da década de 1950 na SCAP, da qual é aluno dos cursos livres, membro da diretoria e incentivador.

No início da década de 1940, Estrigas conhece os artistas Antonio Bandeira (1922-1967) e Aldemir Martins (1922-2006), em almoço oferecido em homenagem ao escritor Antônio Girão Barroso, que volta de sua estada no Rio de Janeiro. O evento reúne importantes nomes da literatura cearense que posteriormente fundam o Grupo Clã. Juntos, Estrigas, Antonio Bandeira e Aldemir Martins participam mais tarde da SCAP. No período em que está à frente da entidade, Estrigas cria a Escola de Belas Artes do Ceará, no mesmo padrão da existente no Rio de Janeiro, projeto que é interrompido após dois anos.

É nesse período e ambiente que conhece a pintora Nice Firmeza, com quem se casa. Juntos, participam de diversas exposições coletivas e montam, em 1969, o Mini-Museu Firmeza, que funciona na residência do casal. O acervo apresenta um panorama das diversas manifestações da arte cearense, e é composto de pinturas e esculturas originais e reproduções. Na coleção, há obras de Raimundo Cela (1890-1954), Barrica (1913-1993), Mário Baratta (1915-1983), Aldemir Martins e de vários artistas plásticos atuantes em Fortaleza, além de trabalhos do próprio Estrigas e Nice. O museu reúne também livros, catálogos e recortes de jornais.

Pesquisador das artes cearenses, Estrigas publica, em 1969, livro Arte: Aspectos Pré-Históricos no Ceará, no qual aborda as pinturas primitivas das grutas da Serra de Uruburetama, em Itapipoca, e a arte indígena de caráter utilitário e decorativo. No livro Fase Renovadora na Arte Cearense, publicado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), em 1983, retoma o período de criação das primeiras instituições de artes plásticas do Estado e acompanha a repercussão das transformações no meio cultural local na imprensa da época. Lança, em 1988, duas outras publicações, A Saga do Pintor Francisco Domingos da Silva e Contribuição ao Reconhecimento de Raimundo Cela. Admirador de Cela, Estrigas considera-o o maior artista do Ceará. Em 1993, publica Barrica: o Alquimista da Arte, sobre o pintor e ceramista cearense Guilherme Clidenor de Moura Capibaribe, considerado por Estrigas um dos mais fecundos e originais artistas plásticos do Ceará. Por ocasião do cinquentenário de fundação da SCAP, publica em 1994 o livro O Salão de Abril.

Sua produção plástica compõe-se de paisagens, cenas urbanas e obras em que figuram cangaceiros, casais, pássaros e outros animais. Como técnicas, vale-se frequentemente da aquarela e do desenho, além da pintura a óleo. Em obras recentes, explora também a natureza-morta, realçando as propriedades formais dos objetos.

Obras 2

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Natureza-Morta

Óleo sobre madeira
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Óleo sobre tela

Exposições 31

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Fontes de pesquisa 8

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  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
  • BRASIL: arte do Nordeste. Rio de Janeiro: Spala, 1986.
  • DICIONÁRIO das artes plásticas do Ceará. Edição revisada. Texto Luciano Montezuma, Estrigas; apresentação Newton Freitas. Fortaleza: Oboé Financeira, 2003. 128 p., il. p&b. color.
  • ESTRIGAS. A saga do pintor Francisco Domingos da Silva. Prefácio Francisco Auto Filho. Fortaleza: Tukano, 1988. 96 p., il., p&b. color.
  • ESTRIGAS. Arte: aspectos pré-históricos no Ceará (uma contribuição ao estudo das artes plásticas no Ceará). Prefácio Mário Barata. 2.ed. rev. e amp. Fortaleza: Tukano, 1989. 87 p., il., p&b.
  • ESTRIGAS. Barrica: o alquimista da arte. Fortaleza: Secretaria da Cultura e Desporto do Estado do Ceará, 1993. 78 p., il. p&b. (Perfis, 1).
  • ESTRIGAS. Contribuição ao reconhecimento de Raimundo Cela. Prefácio Rubens de Azevedo. Fortaleza: Tukano, 1988. 94p.
  • UMA VISÃO da arte no Ceará. Prefácio Eduardo Campos; comentário Roberto Galvão; apresentação Ignes Fiuza. Fortaleza: Grafisa, 1987. 123 p., il. p&b. color.

Como citar

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