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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Poty Lazzarotto

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.04.2022
29.03.1924 Brasil / Paraná / Curitiba
07.05.1998 Brasil / Paraná / Curitiba
Reprodução Fotográfica Ricardo Irineu de Souza/Itaú Cultural

Noturno, 1945
Poty Lazzarotto
Ponta-seca
47,00 cm x 56,00 cm

Napoleon Potyguara Lazzarotto (Curitiba, Paraná, 1924 – Idem,  1998). Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, professor. O artista possui extensa e eclética obra gráfica. No começo da carreira, cria diversas histórias em quadrinhos e ilustra livros de autores nacionais e estrangeiros. Grande propagador da gravura, atua como professor em div...

Texto

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Napoleon Potyguara Lazzarotto (Curitiba, Paraná, 1924 – Idem,  1998). Gravador, desenhista, ilustrador, muralista, professor. O artista possui extensa e eclética obra gráfica. No começo da carreira, cria diversas histórias em quadrinhos e ilustra livros de autores nacionais e estrangeiros. Grande propagador da gravura, atua como professor em diversas cidades brasileiras.

Muda-se para o Rio de Janeiro em 1942 e estuda pintura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Frequenta o curso de gravura no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Em 1946, viaja para Paris, onde permanece por um ano. Estuda litografia na École Supérieure des Beaux-Arts, com bolsa do governo francês. No campo da litografia, destaca-se por fazer uma das primeiras apropriações artísticas conhecidas da litografia: pedras litográficas previamente usadas na impressão de rótulos industriais são retrabalhadas pelo artista, que preserva nelas os traços das gravações anteriores.

Em 1950, funda, ao lado de Flávio Motta (1923-2016), a Escola Livre de Artes Plásticas, na qual leciona desenho e gravura. Nessa época, organiza o primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) e, ao longo da década de 1950, estende-o para outras capitais brasileiras, como Curitiba, Salvador e Recife.

Desde os anos 1960 tem destaque como muralista, com diversas obras em edifícios públicos e particulares no país e no exterior. Tem relevante atuação como ilustrador de obras literárias, como as de Jorge Amado (1912-2001), Graciliano Ramos (1892-1953) e Euclides da Cunha (1808-1909). Sobre seu desenho, por vezes busca na estilização das formas o efeito da xilogravura. Entretanto, pode também se alternar entre a mancha e o traço, aproximando-se, por exemplo, da obra de Aldemir Martins (1922-2006) e de outros artistas da geração de 1940 e 1950.

Em 1968, é convidado pelos sertanistas Orlando Villas Boas (1914-2002) e Noel Nutels (1913-1973) para uma estada no Parque Nacional do Xingu, durante a qual realiza cerca de duzentos desenhos sobre os hábitos e costumes dos indígenas. Para a crítica de arte Nilza Procopiak, nesses trabalhos, o artista demonstra notável domínio da forma e da técnica, tanto na gradação entre as espessuras das linhas, como nos planos, nos contornos e na observação dos motivos geométricos presentes na cestaria e na cerâmica.

Poty dedica-se também à realização de obras monumentais em madeira, concreto e cerâmica. Seus murais, vitrais e painéis apresentam ampla relação com a atividade de gravador, principalmente pela aproximação da visualidade da xilogravura. Para o estudioso Orlando DaSilva (1923-2012), um elemento comum em sua produção é o vigor no traço dos desenhos, no corte decisivo e profundo tanto na madeira para a gravura, como na talha e nos murais.

É autor dos livros A propósito de figurinhas (1986) e Curitiba, de nós(1989), em parceria com Valêncio Xavier Niculitcheff (1933-2008). Executa diversos murais, como o da Casa do Brasil, em Paris, em 1950, e o painel para o Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1988. A partir dos anos 1980 são lançadas várias publicações sobre sua produção: Poty ilustrador (1988), de Antônio Houaiss (1915-1999); Poty: trilhos, trilhas e traços (1994), de Valêncio Xavier Niculitcheff, e Poty: o lirismo dos anos 90 (2000), de Regina Casillo.

Poty Lazzarotto é um nome de destaque no panorama das artes visuais brasileira. Versátil, sua produção caminha entre a ilustração, a gravura, o mural, o painel e o vitral, além de sua atuação como professor, essencial para a divulgação da gravura no Brasil.

Obras 35

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Reprodução Fotográfica Ricardo Irineu de Souza/Itaú Cultural

Bois

Água-forte
Reprodução fotográfica Fábio Praça

Embriagados

Gravura em metal
Reprodução Fotográfica Ricardo Irineu de Souza/Itaú Cultural

Macumba

Metal
Reprodução Fotográfica Ricardo Irineu de Souza/Itaú Cultural

Noturno

Ponta-seca

Exposições 227

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Fontes de pesquisa 16

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  • 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • A NOVA flor de abacate / Os dissidentes: Grupo Guignard - 1943 / 1942. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1986. [80p.], il. p.b.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994.
  • BRASIL Reflexão 97: a arte contemporânea da gravura. Tradução Alberto de Paula Santos; apresentação Cassio Taniguchi, Margarita Pericás Sansone, Nilza K. Procopiak. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1997. [98] p., il. p&b., color.
  • CASILLO, Regina de Barros Correia. Poty: o lirismo dos anos 90. Projeto gráfico Luiz Antonio Guinski; fotografia Marcos Campos; versão em inglês Anna Camati, Lucia Casillo. Curitiba: Solar do Rosário, 2000. 55 p., il. color.
  • DASILVA, Orlando. Poty, o artista gráfico. Curitiba: Fundação Cultural Curitiba, 1980.
  • GRAVURA brasileira: quatro temas. Curadoria e texto Nelson Augusto. Rio de Janeiro: Escola de Artes Visuais do Parque Lage, 1989.
  • GRAVURA moderna brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes. Curadoria Rubem Grilo. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1999.
  • GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000.
  • HOUAISS, Antonio. Poty Ilustrador. Curitiba: Centro Cultural IBM, Palacete Leão Jr., 1988.
  • MARTINS, Carlos (Coord.). Acervo gravura: doações recentes 1982/1984. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1984.
  • NICULITCHEFF, Valêncio Xavier. Poty: trilhos, trilhas e traços. Apresentação Rafael Greca de Macedo. Curitiba: Prefeitura, 1994. 207 p., il. color, p&b.
  • OS COLECIONADORES - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras. Curadoria Jacob Klintowitz. São Paulo: Centro Cultural FIESP, 1998.
  • POTY e o livro. Curitiba: Museu de Arte do Paraná, 1997. folha dobrada, il. p.b. color.
  • POTY. Poty Lazzaroto. Curitiba: Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, 1994. 32 p., il. p&b color.
  • POTY. Poty ilustrador 88. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1988. , il. p&b.

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