Artigo da seção pessoas Maria do Carmo Secco

Maria do Carmo Secco

Artigo da seção pessoas
Artes visuais  
Data de nascimento deMaria do Carmo Secco: 05-11-1933 Local de nascimento: (Brasil / São Paulo / Ribeirão Preto) | Data de morte 2013 Local de morte: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)
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Sem Título , 1983 , Maria do Carmo Secco
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Biografia

Maria do Carmo Fortes Secco (Ribeirão Preto, São Paulo, 1933 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2013). Pintora, desenhista, professora. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1954, e estuda pintura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba). Em 1963, freqüenta os cursos de técnica de pintura e crítica de arte no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), onde é orientada por Ivan Serpa (1923-1973). Um ano depois, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Vila Rica, no Rio de Janeiro. Na década de 1960, dedica-se ao ensino de arte para crianças na Escolinha de Arte do Brasil (EAB) e em colégios particulares e funda o Curso de Arte Amarelinha. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo em 1965 e 1967, e conquista, nesta última, o prêmio aquisição do Itamaraty. Na década de 1970, passa a trabalhar com super-8, por influência de seu marido, Dileny Campos (1942). Nos anos 1980, após um período sem pintar, retoma as atividades, e seus trabalhos passam a explorar a relação entre desenho e pintura. Em 1982 muda-se para Belo Horizonte, onde leciona desenho e pintura na Escola Guignard. Faz a curadoria das exposições itinerantes Brasil Pinturas, em 1983, e Brasil Desenhos, em 1984, promovidas pela Fundação Nacional de Arte. Em 1993, de volta ao Rio de Janeiro, passa a lecionar desenho na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage).

Análise

Maria do Carmo Secco dedica-se inicialmente à pintura. Realiza trabalhos figurativos, cujas temáticas mais freqüentes são o corpo e a casa. Em suas obras, faz uso freqüente de elementos da linguagem cinematográfica, como primeiros planos ou cortes. Utiliza ainda a fotografia como registro ou suporte para seus trabalhos, como na instalação A Casa do Homem, 1976, em que parte de fotografias que realiza anteriormente, enfocando interiores de casas. O trabalho reúne poemas, projeção de filmes e desenhos.

Seu interesse pelo desenho intensifica-se no final da década de 1960. Nesse período, sua produção revela um caráter construtivo. Em alguns trabalhos, a artista realiza incisões na superfície do papel, como em Corte, da série Desenhos Efêmeros, 1995. Cria também os primeiros objetos, que mantêm estreita relação com o rigor que apresenta nos desenhos: são monocromáticos, geométricos e despojados de referências figurativas.

Como nota o crítico de arte Fernando Cocchiarale, nos anos 1980, ao retomar a pintura, combina de várias maneiras elementos gráficos e pictóricos, embora mantendo, em suas telas, uma certa tensão entre o desenho e a pintura.

A artista utiliza a palavra como recurso poético em diversas obras, como na série Cidades, 1972 ou em A Palavra Visível, 1999. Na década de 1990, inicia também a projeção de palavras em espaços públicos, como o Arco da Lapa, no Rio de Janeiro e o Estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Outras informações de Maria do Carmo Secco:

  • Outros nomes
    • Maria do Carmo S. Fortes Secco
    • Maria do Carmo Fortes Secco
  • Habilidades
    • desenhista
    • Pintora
    • professora

Obras de Maria do Carmo Secco: (7) obras disponíveis:

Exposições (140)

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Eventos relacionados (1)

Fontes de pesquisa (23)

  • OBJETO na arte: Brasil anos 60. Coordenação Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado. São Paulo: FAAP, 1978.
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  • AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Organização André Seffrin. 2. ed. rev. e ampl. Curitiba: Ed. UFPR, 1997.
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  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
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  • O DESENHO moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand. São Paulo: Galeria de Arte do Sesi, 1993. 64 p., il. p&b color.
  • PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
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  • RIBEIRO, Marília Andrés. Neovanguardas: Belo Horizonte - anos 60. Belo Horizonte: Rio, 1997. 304 p., il. (História & Arte).
  • SANTOS, José Roberto Marcellino (coord.). Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Apresentação M. F. do Nascimento Brito. São Paulo: Banco Safra, 1999. 357 p., il. color.
  • SECCO, Maria do Carmo. Duas. Curadoria e texto Frederico Morais; versão em inglês Paulo Henriques Britto. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2001. 44 p., il. p&b, color.
  • SECCO, Maria do Carmo. Maria do Carmo Secco: pintura/desenho. Texto Fernando Cocchiarale. Rio de Janeiro: Galeria Saramenha, 1983. 8 p., il. p&b color.
  • SECCO, Maria do Carmo. Maria do Carmo Secco. São Paulo: Galeria Arte Global, 1975. 8 lâms., il. color.
  • SECCO, Maria do Carmo. Maria do Carmo Secco: pintura, desenho, 1983
  • ZANINI, Walter (Coord.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Instituto Moreira Salles: Fundação Djalma Guimarães, 1983. v.2.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • MARIA do Carmo Secco. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa1523/maria-do-carmo-secco>. Acesso em: 13 de Nov. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7