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Helena Solberg

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 23.06.2021
17.06.1938 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Maria Helena Collet Solberg (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1938). Diretora, produtora e roteirista. No final da década de 1960, cursa línguas neolatinas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde conhece os cineastas Cacá Diegues (1940) e Arnaldo Jabor (1940). À época, atua como repórter cultural do jornal estudantil O Metropo...

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Maria Helena Collet Solberg (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1938). Diretora, produtora e roteirista. No final da década de 1960, cursa línguas neolatinas da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde conhece os cineastas Cacá Diegues (1940) e Arnaldo Jabor (1940). À época, atua como repórter cultural do jornal estudantil O Metropolitano 1.

Trabalha como continuísta nos filmes Capitu (1968) de Paulo César Saraceni (1933-2012), e A Mulher de Todos (1969) de Rogério Sganzerla (1946-2004). Estreia na direção com o curta documental A Entrevista (1967) em que aborda a visão conservadora das mulheres da classe média carioca. A obra seguinte é o curta de ficção Meio-dia (1969) sobre as revoltas estudantis de 1968-1969.

Em 1971, viaja para os Estados Unidos, onde reside por 30 anos. Volta a filmar em 1974, com o documentário de curta-metragem The Emerging Woman [A Nova Mulher]. Seguem-se as películas não ficcionais Double Day [Dupla Jornada] (1976), Simplesmente Jenny (1979), From the Ashes... Nicaragua Today [Ressurgindo das Cinzas… Nicarágua Hoje] (1981), Home of the Brave [Terra dos Bravos] (1985) e The Forbidden Land [A Terra Proibida] (1988). A fita sobre a Nicarágua recebe premiações no Chicago Film Festival e no National Emmy Award, o mais importante prêmio da TV norte-americana.

Carmen Miranda: Bananas is my Business (1995) repercute nos Estados Unidos, recebendo o prêmio de melhor documentário dramático no Festival de Chicago. Este filme coloca Solberg em contato com o público do Brasil, para onde retorna.

Roda Vida de Menina (2004), baseado na obra de Helena Morley, pseudônimo de Alice Dayrrel Caldeira Brandt (1880-1970), e premiado no Festival de Gramado, como melhor filme. Retoma o documentário com Palavra (en) cantada (2008), cujo tema é a música popular brasileira. Seu penúltimo trabalho – Desafio - permanece inédito.

Análise

A câmera de Helena Solberg, volta-se para questões femininas e temas políticos. No primeiro grupo, encontramos abordagens da condição da mulher norte-americana nos últimos 200 anos (Emerging Woman), da vida de meninas bolivianas num reformatório (Simplesmente Jenny) até chegar a difícil rotina da mulher latino-americana que trabalha dentro e fora de casa (Dupla Jornada).

No campo político, os tópicos são variados: o papel da igreja progressista brasileira (Terra Proibida), a condição dos grupos indígenas nas Américas do Norte e do Sul (Terra de Bravos) e o regime ditatorial do ex-presidente do Chile, Augusto Pinochet (1915-2006), em Chile: by Reason or by Force (1983). A aproximação entre política e cinema destaca-se em Nicarágua Hoje, que relata as transformações ocorridas nesse país da América Central, durante e depois da Revolução Sandinista, pelo ponto de vista de uma família humilde.

Carmen Miranda: Bananas is my Business mistura documentário e ficção para narrar a trajetória da atriz e cantora que marca a cultura brasileira na primeira metade do século passado. Em Minha vida de menina Solberg lança seu olhar sobre a mulher no campo da ficção. Baseado no relato autobiográfico de Helena Morley, o filme aborda o cotidiano da cidade de Diamantina, em Minas Gerais, entre 1893 e 1895.

Palavra (en) cantada olha para a história da canção brasileira por meio da relação entre música e poesia. Samba, rap, bossa nova e o tropicalismo são exemplos utilizados para investigar essa relação. Na tela desfilam nomes como Jorge Mautner (1941), Adriana Calcanhoto (1965), Chico Buarque (1944), B Negão (1974), Martinho da Vila (1938) e Maria Bethânia (1946).

Notas

1. NAGIB, Lúcia. O Cinema da Retomada: depoimentos de 90 cineastas dos anos 90. São Paulo: Editora 34, 2002. p. 462.

Obras 1

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Exposições 1

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Fontes de pesquisa 8

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  • ALVES, Paula et al. Mulheres no cinema brasileiro. Cadernos. Esp. Feminino, Uberlândia, v. 24, n. 2, p. 365-394, jul./dez. 2011.
  • CUNHA FILHO, Paulo C. Tempo, filme, memória: a invenção do passado em Airaté da Praia. Revista Famecos, n. 36, p. 105-110, ago. 2008.
  • GERSHON, Robert. States humanities councils and patrons of film and video production. Journal of Film and Video, Illinois, v. 38, n. 1, p. 35-38, Winter 1986.
  • GOÉS, Fred. MPB e cinema no Brasil: um caso de amor. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 24, p. 161-180, jan./ jun. 2011.
  • MORELLI, Rita de Cássia. Palavra (en)cantada, palavra encorpada: uma leitura pessoal (mas, de qualquer forma, antropológica) de um filme de Helena Solberg. Revista de Antropologia e Arte [on-line]. Ano 02, v. 1, n. 2, nov. 2010. Disponível em: http://www.ifch.unicamp.br/proa/ResenhasII/rita.html. Acesso em: 10 dez. 2012.
  • NAGIB, Lúcia. O cinema da retomada: depoimentos de 90 cineastas dos anos 90. São Paulo: Editora 34, 2002.
  • TAVARES, Mariana Ribeiro da Silva. Helena Solberg: trajetória de uma documentarista brasileira. 2011. 284f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes, 2011. Disponível em: https://repositorio.ufmg.br/bitstream/1843/JSSS-8PYG79/1/ppgartes_marianaribeirosilvatavares_tesedoutorado.pdf. Acesso em: 16 jun. 2021.
  • TAVARES, Mariana Ribeiro da Silva. Poesia e reflexividade na produção de três documentaristas brasileiros contemporâneos: Helena Solberg, Eduardo Coutinho e Walter Carvalho. 2007. 115 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Belas Artes, 2007. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/VPQZ-73BHGR/disserta__o.pdf?sequence=1. Acesso em: 16 jun. 2021.

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