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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Diana Domingues

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.08.2019
1947 Brasil / Rio Grande do Sul / Paim Filho
Registro fotográfico Diana Domingues e Grupo Artecno

TERRARIUMplaces, 2003
Diana Domingues
Instalação: terrarium contendo pó de mármore e pedras de rio, projetor, computadores e óculos de estereoscopia

Diana Maria Gallicchio Domingues (Paim Filho, Rio Grande do Sul, 1947). Artista multimídia, professora e pesquisadora. Atua de forma interdisciplinar, relacionando artes visuais e tecnologia. Em seus trabalhos, explora a possibilidade de interação entre público e obra de forma ativa.

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Diana Maria Gallicchio Domingues (Paim Filho, Rio Grande do Sul, 1947). Artista multimídia, professora e pesquisadora. Atua de forma interdisciplinar, relacionando artes visuais e tecnologia. Em seus trabalhos, explora a possibilidade de interação entre público e obra de forma ativa.

Gradua-se em artes (1968) e licencia-se em letras (1970) pela Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS). Pela mesma universidade, especializa-se em educação artística (1982). Depois de concluir mestrado em artes pela Universidade de São Paulo (USP), obtém o título de doutora em comunicação e semiótica (1993) pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), com a tese Imagem Eletrônica e a Poética da Metamorfose.

Inicia sua trajetória artística em expressões de artes plásticas como pintura, escultura e, especialmente, gravura, mas, no início da década de 1980, passa a se interessar por projetos interdisciplinares que envolvem áreas de pesquisa como ciência e informática. Tais projetos englobam diferentes plataformas, como videoinstalações, instalações multimídia e imersões em realidade virtual.

Os trabalhos de Diana Domingues exploram as possibilidades de interação entre corpo e tecnologia em instalações participativas, nas quais se mesclam mídias variadas, como vídeo, texto, objetos, computação gráfica ou mesmo tecnologias de diagnóstico medicinal, como o estetoscópio eletrônico e o osciloscópio, presentes em sua primeira videoinstalação, Eletrobjetos (1983). Na obra, os equipamentos captam os batimentos cardíacos do visitante ao entrar na instalação e os amplificam para serem transmitidos ao vivo, além de registrarem o som graficamente. Simultaneamente, um vídeo no qual objetos são animados pelos batimentos do coração é exibido, e  jogos de luzes são apresentados por meio de néons suspensos, a fim de gerar uma rede multissensorial ao visitante, que se torna também autor da obra, por colaborar em sua execução.

Diana coordena, de 1993 a 2009, o grupo de pesquisas Artecno do Laboratório Novas Tecnologias nas Artes Visuais (Artecno/NTAV), junto ao Departamento de Arte da Universidade de Caxias do Sul (UCS/RS), com o qual desenvolve projetos de criação computacional e multimídia, como Trans-e: my Body, my Blood (1997), INS(H)NAKE(R)ES (1999) e Ouroborus (2002); este último explora ambientes de realidade virtual.

A diluição das fronteiras que separam mundo real e virtual pode ser uma chave para a compreensão do modo como a artista age sobre os sentidos do espectador. Em I’Mito: Zapping Zone, apresentado em 2004 na exposição Emoção Art.ficial 2.0, com o grupo Artecno, a visão do espectador é alterada por meio de óculos estereoscópicos. O grupo utiliza interfaces entre público e sistemas computacionais – a obra só se completa com as escolhas feitas pelos espectadores, por meio de toques em monitores e envio de mensagens de texto para celulares que compõem a obra. Estas ações interagem com imagens, sons e vídeos pré-programados pelos artistas, o que faz dos espectadores coautores da instalação.

A interação entre corpo e tecnologia nos trabalhos da artista contribui para a ampliação da consciência e percepção do mundo contemporâneo. Neles, a realidade é diluída pela relação com sistemas operacionais, que colocam o espectador como ponto decisivo das instalações.

Obras 2

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Reprodução fotográfica Sérgio Guerini/Itaú Cultural

FIRMAMENTO PopStar

Instalação interativa
Registro fotográfico Diana Domingues e Grupo Artecno

TERRARIUMplaces

Instalação: terrarium contendo pó de mármore e pedras de rio, projetor, computadores e óculos de estereoscopia

Exposições 47

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Fontes de pesquisa 9

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  • A SUBVERSÃO dos meios. Curadoria e texto Maria Alice Milliet, Nancy Betts. São Paulo: Itaú Cultural, 2003. 150 p., il. p&b color.
  • BENTES, Ivana (Org.) Corpos virtuais: arte e tecnologia. Curadoria de BENTES, Ivana. Rio de Janeiro: Centro Cultural Telemar, 2005, p. 32-41.
  • DOMINGUES, Maria Gallicchio Domingues. Currículo do sistema de currículo Lattes. [Brasília], 28 fev. 2019. Disponível em: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783909T1. Acesso em: 15 jul. 2019.
  • EMOÇÃO Art.ficial 2.0: divergências tecnólogicas. Curadoria Arlindo Machado, Gilbertto Prado. São Paulo: Itaú Cultural, 2004. Exposição realizada no período de 02 jul. a 19 set. 2004.
  • MACHADO, Arlindo (Org.). Made in Brazil: três décadas de vídeo no Brasil. Itaú Cultural: Editora Iluminuras, 2003.
  • MELLO, Christine. Extremidades do vídeo. São Paulo: Senac, 2008.
  • MELLO, Christine. Extremidades do vídeo: o vídeo na cultura digital. Conexão - Comunicação e Cultura. Universidade de Caxias do Sul (UCS), Caxias do Sul, v.3, n 6, p. 17-34, 2004. Disponível em: http://www.ucs.com.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/viewFile/72/62. Acesso em: 15 jul. 2019.
  • PRADO, Gilbertto. Arte telemática: dos intercâmbios pontuais aos ambientes virtuais multiusuário. São Paulo: Itaú Cultural, 2003.
  • SANTOS, Nara Cristina; SILVEIRA, Greice Antolini. I’Mito Zapping Zone: uma abordagem sobre a obra de Diana Domingues. In: Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, 17., 2008, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: Clicdata Multimídia. 2008. v. 17. p. 558-568. Disponível em: http://anpap.org.br/anais/2008/artigos/053.pdf. Acesso em: 15 jul. 2019.

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