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Artes visuais

Fernando Iazzetta

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 27.12.2016
27.09.1966 Brasil / São Paulo / São Paulo
Fernando Henrique de Oliveira Iazzetta (São Paulo, São Paulo, 1966). Músico, compositor, professor universitário, pesquisador. Ingressa no curso de graduação em música da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 1985, durante o qual tem aulas com John Boudler (1954). Forma-se em percussão em 1988, e participa do Grupo de...

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Biografia
Fernando Henrique de Oliveira Iazzetta (São Paulo, São Paulo, 1966). Músico, compositor, professor universitário, pesquisador. Ingressa no curso de graduação em música da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) em 1985, durante o qual tem aulas com John Boudler (1954). Forma-se em percussão em 1988, e participa do Grupo de Percussão do Instituto de Artes de São Paulo (Piap). Conclui mestrado em comunicação e semiótica na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) em 1992. Inicia o doutorado, também na PUC/SP, no campo da música eletroacústica, defendendo a tese Sons de Silício: Corpos e Máquinas Fazendo Música, em 1997. Nesse ano, vincula-se ao programa de comunicação e semiótica como professor, coordenando, com o compositor Silvio Ferraz (1959), o Centro de Linguagem Musical. Durante o doutorado, realiza parte de suas pesquisas no Center for New Music and Audio Technologies (CNMAT) da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos, com foco no desenvolvimento de sistemas interativos de música. No Brasil, prossegue na carreira acadêmica realizando pós-doutorado na PUC/SP entre 1997 e 1999. Em 2003, faz novo pós-doutorado na McGill University, Canadá. Obtém sua livre-docência em 2006 pela Universidade de São Paulo, na qual leciona e orienta pesquisas desde 1998, na área de música.

Em 2006, desenvolve atividades como compositor-pesquisador no Institut de Recherche et Coordination Acoustique/Musique (Ircam) em Paris, França. Em 2008, viaja como compositor-residente ao Visby International Centre for Composers (VICC), na Suécia. Atua como parecerista de periódicos e agências de fomento à pesquisa no campo das artes. Com pesquisas nas áreas de sonologia e acústica musical, produz artigos científicos e os livros Processo e Dinâmica (1993), publicado pela editora Annablume, e Música e Mediação Tecnológica (2009), pela Perspectiva.

O desenvolvimento de experimentações sonoro-musicais – com obras que envolvem intervenções, ocupações e performances em espaços urbanos, numa produção artística ligada à pesquisa – ocorre quando integra o Núcleo de Pesquisas em Sonologia da Universidade de São Paulo (NuSom), do qual é coordenador.

Comentário Crítico
O início da produção de Fernando Iazzetta é marcado pela percussão sinfônica, tendo como base instrumentos percussivos melódicos e rítmicos. Isso decorre de sua formação como instrumentista, período em que tem contato com o minimalismo e a música concreta. Com o aprofundamento das pesquisas em música eletroacústica, suas composições no erudito contemporâneo, incorporam recursos eletroacústicos que se tornam o pilar de suas obras.

A referência a origem percussiva continua perceptível em seus trabalhos mais recentes, como em peças eletroacústicas. Essa estética é perceptível em Corda e Cabaça (1999), peça acusmática para seis canais, em que a música eletroacústica é composta de sons de um berimbau, gravado e manipulado digitalmente.

A combinação entre a música acústica e a eletroacústica aparece também em Promenade (1997) na qual a referência percussiva, mais sinfônica, é marcante. Explorando o conjunto de instrumentos percussivos em estética contemporânea, a composição, feita para dois percussionistas e tape, encomendada pelo Duo Contexto (Ricardo Bologna e Eduardo Leandro), apresenta linhas melódicas divididas entre blocos sonoros (woodblocks), tímpanos, vibrafones e sinos, que dão lugar a compassos mais rítmicos até conduzirem a um minimalismo atonal.

O trabalho com performances, em que a música dialoga com outras linguagens, é perceptível em Dru (1997), composta para as bailarinas Ivani Santana e Rachel Zuanon. A peça combina vozes a sons percussivos submetidos a filtragem, síntese cruzada e síntese granular. A aproximação com a dança marca um período de parceria com Ivani Santana também em Corpo Aberto (2001) e Pele (2002), espetáculos multimídia nos quais a tecnologia desempenha papel de motivação artística, com sensores de movimento, captação de vídeo e dispositivos de interação em tempo real.

A prática do live electronics é visível em experiências musicais como Tangerina (2002), obra feita para clarinete em Si bemol e processamento eletrônico, numa execução com captura e interferências de processamento sonoro em tempo real. De forma sutil, ecos e reverbs caracterizam a peça, revestindo-a de camadas harmônicas obtidas com a linha sonora do clarinete e seus duplos eletronicamente processados.

Paisagens sonoras são exploradas na composição de Five Places to Remember (2008), feita durante a estada no VICC e composta sobre gravações sonoras do autor em Praga, Berlim, Bogotá, Paraty e Bruxelas – cidades que dão nome às sessões da peça.

Seu trabalho mais recente, experimental, é composto de performances sonoras desenhadas para diferentes espaços, e feitas em parceria com pesquisadores e artistas do NuSom. É o caso da série ¿Música?, realizada desde 2005, e que se renova a cada edição. Experimentação é também a tônica de Transparência (2013), espetáculo desenvolvido com base em pesquisas coletivas e individuais. O resultado é um conjunto de cenas elaboradas por meio de recursos multimídia, com processamento em tempo real, construídas sobre uma mesa em que objetos, imagens e movimentos são capturados por uma webcam.

Exposições 2

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