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Joel Pizzini

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.12.2016
13.12.1960 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Joel Pizzini Filho (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Diretor de filmes e vídeos experimentais. Passa a infância no Mato Grosso do Sul e escreve poemas na juventude. Ingressa, em 1979, no curso de jornalismo da Universidade Federal do Paraná, onde realiza suas primeiras experiências em Super 8 e assiste a Limite (1931), do cineasta Mário Pe...

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Biografia
Joel Pizzini Filho (Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1960). Diretor de filmes e vídeos experimentais. Passa a infância no Mato Grosso do Sul e escreve poemas na juventude. Ingressa, em 1979, no curso de jornalismo da Universidade Federal do Paraná, onde realiza suas primeiras experiências em Super 8 e assiste a Limite (1931), do cineasta Mário Peixoto (1908-1992), levando-o a seguir carreira no cinema. Após formar-se em 1981,Forma-se em 1981, volta para Campo Grande passa a ser um frequentador assíduo de cinemas e torna-se um cineclubista. Divulga e escreve releases de filmes de Júlio Bressane (1946) e Rogério Sganzerla (1946-2004), dando continuidade ao seu interesse pelo cinema moderno e experimental, encontrado em Limite. É curador da mostra Júlio Bressane no Cinesesc em 1986. No ano seguinte participa como assistente de direção do longa A Guerra do Brasil (1987) de Sylvio Back (1937). Muda para São Paulo e realiza o seu primeiro curta-metragem Caramujo-flor (1988).

No final da década de 1980, retorna para Campo Grande e se torna diretor da Fundação de Cultura do Estado. Volta a São Paulo e realiza Enigma de Um Dia (1996). Entre 1996 e 2001, faz uma série de cinebiografias para o Canal Brasil, tais como: Um Homem Só (2000), sobre o ator Leonardo Vilar (1923) e Glauces: Estudo de um Rosto (2001), sobre a atriz Glauce Rocha (1933-1971). Entre 2000 e 2010, produz mais de uma dezena de filmes e vídeos para a TV com destaque para: 500 Almas (2004); Dormente (2005);  Anabasys (2007); Mr. Sganzerla, o Signo da Luz (2011); e Mar de Fogo (2014), sobre Mário Peixoto. Em paralelo à realização de filmes, vídeos e vídeoinstalações, é curador da restauração da obra de Glauber Rocha (1939-1981) durante os anos 2000, e da Ocupação Sganzerla (2010) do Instituto Itaú Cultural.

Análise
Em entrevista de 2008¹, Joel Pizzini revela a importância de assistir, em 1979, a Limite, de Mário Peixoto. Diz ter visto pela primeira vez “um filme essencialmente poético”, sem uma narrativa linear ou trama, que se aproxima da escrita dos poemas de juventude, inspirando-o a seguir a carreira no cinema. Tal atividade passa por intensa pesquisa sobre temas não ficcionais, como a realizada sobre a vida e a obra de Mário Peixoto para o curta Mar de Fogo. A pesquisa também resulta na ênfase sobre o significado dos objetos, por meio da colagem de fragmentos de som e imagem. Segundo o cineasta, além de Limite sua infância passada em Dourados, Mato Gosso do Sul, e o contato com o cinema experimental de Júlio Bressane, Rogério Sganzerla e Glauber Rcoha são determinantes para a sua formação como diretor.

O seu primeiro curta, Caramujo-flor, reúne som e imagem que revelam o universo lírico do poeta matogrossense, Manoel de Barros (1916-2014). Segundo o curador José Carlos Avellar² (1936), o que se assiste é uma transfiguração em audiovisual do procedimento do poeta que cola em seus poemas palavras díspares, subvertendo seu sentido. Já o primeiro longa 500 Almas procura recuperar a tradição dos Guatós, etnia indígena do Mato Grosso do Sul considerada extinta na década de 1960. O filme procura efetivar relações entre o passado desse povo, sua origem, e o seu presente, por meio da construção de fragmentos, na relação entre som e imagem, restaurando poeticamente a memória dos Guatós. Caramujo-flor e 500 Almas são filmes reconhecidos pela crítica. O curta recebeu, entre outros, os prêmios de Melhor Direção e Melhor Fotografia pelo Festival de Brasília (1988) Melhor Filme pelo Festival de Huelva, Espanha, 1988. Melhor Documentário Latino-Americano no Festival de Mar Del Plata (2006); entre outros. Realizados em momentos distintos da carreira do cineasta, representam duas experiências poéticas sobre a região em que vive na infância e juventude, o Mato Grosso do Sul. 

Notas
¹ CASELLI, Christian; PAIVA, Poliana.  Entrevista Inclusiva com Joel Pizzini. Disponível em: < http://www.mostradofilmelivre.com/noticias/1523 >. Acesso em:29 set. 2015.
² AVELLAR, José Carlos. Rascunho de Pássaro. São Paulo: Mostra Internacional de Curtas/CTAV – MINC, 2014. p.15-18

Obras 1

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Exposições 5

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Fontes de pesquisa 5

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  • AVELLAR, José Carlos. Rascunho de Pássaro. In: Cinema de Poesia. São Paulo: Mostra Internacional de Curtas/CTAV – MINC, 2014.
  • CASELLI, Christian; PAIVA, Poliana. Entrevista Inclusiva com Joel Pizzini. Disponível em: < http://www.mostradofilmelivre.com/noticias/1523 >. Acesso em:29 set.2015.
  • FOSTER, Lila. 500 Almas, de Joel Pizzini (Brail, 2005). Disponível em: < http://www.revistacinetica.com.br/500almas.htm >. Acesso em: 29 set.2015.
  • SABADIN, Celso. Joel Pizzini, Exclusivo Para o Planeta Tela, Fala Sobre "Anabasys". Disponível em: < http://www.planetatela.com.br/new.php?new_id=473 >.
  • TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Um cinema que Viaja de Trem. In: Cinema de Poesia. São Paulo: Mostra Internacional de Curtas/CTAV – MINC, 2014. p. 19-35.

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