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Roberto Moreira

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 24.10.2019
30.05.1961 Brasil / São Paulo / São Paulo
Roberto Franco Moreira (São Paulo, São Paulo, 1961). Roteirista, diretor, e professor universitário. Forma-se em cinema, pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1985. Na Universidade Estadual de Campinas, torna-se mestre e,  em 2002, obtém o título de doutor pela ECA/USP, com tese sobre a tragédia e o melodr...

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Roberto Franco Moreira (São Paulo, São Paulo, 1961). Roteirista, diretor, e professor universitário. Forma-se em cinema, pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em 1985. Na Universidade Estadual de Campinas, torna-se mestre e,  em 2002, obtém o título de doutor pela ECA/USP, com tese sobre a tragédia e o melodrama, a partir do roteiro de Deus contra Todos, de sua autoria.

Inicia carreira com filmes em curta-metragem: Além das Estrelas (1986), O Quadro não Sangra (1987) e Amargo Prazer (1990). Filma os documentários Nasce a República (1989), Modernismo: os Anos 20 (1992) e a série Viagens na Fronteira (1998), todos produzidos pelo Instituto Cultural Itaú. Dirige o episódio “A princesa Radar”, que integra o longa Oswaldianas (1992). Em 1997, ao lado de Jean-Claude Bernardet (1936), é premiado no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, pelo roteiro de Um Céu de Estrelas (1996), de Tata Amaral (1960).

Em 2004, filma Contra Todos, premiado em festivais e elogiado por criticar sistemas de valores morais e sociais. Quanto Dura o Amor? (2009) é seu último longa-metragem e trata das relações humanas de modo mais delicado que a produção anterior.

Além de roteirista e diretor cinematográfico, Roberto Moreira tem presença marcante em associações de classe, comissões e sindicatos. Torna-se vice-presidente da Comissão Estadual de Cinema (1987-1988) e presidente da Associação Brasileira de Documentaristas de São Paulo (1989). Desde 2012, é membro do Comitê Gestor do Fundo Setorial para o Audiovisual.

Exerce carreira acadêmica como professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, com linha de pesquisa que discute a dramaturgia do entretenimento, atuando também em novas mídias.

 

Análise

A trajetória de Roberto Moreira assemelha-se a de outros realizadores de sua geração, egressos da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Realiza documentários de curta-metragem e, posteriormente, produz longas-metragens, com liberdade autoral.  

Seu primeiro longa é Contra Todos, filme de equipe que impressiona pela radicalização com que aborda a condição humana, suas misérias e seus dilemas. Retrata o cotidiano de uma família de classe média do subúrbio paulistano. Moreira conduz a trama, valorizando a improvisação dos atores, enquanto a câmera forja um olhar documental. Para o crítico Carlos Alberto de Mattos (1964), o filme reúne qualidades que o tornam referência para crítica especializada.  

Quanto Dura o Amor? tem uma estrutura multiplot. São três histórias que correm em paralelo, sem uma narrativa única. A relação entre elas é questionar o amor e a solidão. A cidade deixa de ser cenográfica, ganhando vida e cor nos enquadramentos do fotógrafo Marcelo Trotta (1969). O filme trata com sensibilidade o tema da solidão na metrópole, mas, para Luiz Carlos Merten (1945), falta ousadia para aproveitar as potencialidades do enredo.

Nas tentativas de mimesis social, Roberto Moreira enfatiza, sobretudo, o cenário urbano, a linguagem realista e a preparação dos atores, entendidos como cocriadores. Essas características podem ser encontradas no cinema contemporâneo, em Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles (1955), marco referencial de uma corrente que busca, no diálogo com as tradições, dar novos rumos à cinematografia e sua relação com o real.

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Fontes de pesquisa 20

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  • MATTOS, Carlos Alberto. Filme tem tudo para virar um marco. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 26 nov. 2004. Caderno B.
  • MERTEN, Luiz Carlos. Diretor tem de novo boas ideias, mas não consegue ousar. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 02 out. 2009. Caderno 2.
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  • ORICCHIO, Luiz Zanin. Percorrendo o tortuoso caminho de dor rumo ao crescimento pessoal. In: O Estado de S. Paulo, São Paulo, 02 out. 2009. Caderno 2.
  • PINHEIRO, Reinaldo. Contra todos inova em crítica e linguagem. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 21 dez. 2004. Caderno 2.
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