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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Gastão Formenti

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.09.2021
24.06.1894 Brasil / São Paulo / Guaratinguetá
27.05.1974 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro

Igreja de Santa Luzia, 1929
Gastão Formenti
c.i.e.

Gastão Formenti (Guaratinguetá, São Paulo, 1894 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1974). Pintor, desenhista, mosaicista, vitralista, cantor e intérprete. Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de s...

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Biografia

Gastão Formenti (Guaratinguetá, São Paulo, 1894 – Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1974). Pintor, desenhista, mosaicista, vitralista, cantor e intérprete. Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de seu pai, o artista italiano César Alexandre Formenti (1874-1944), contribuindo na execução de mosaicos e vitrais. Entre os trabalhos realizados com pai, está o piso do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro. Em 1913, participa pela primeira vez da Exposição Geral de Belas Artes, organizada pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebendo menção honrosa. Em edições posteriores da exposição, é premiado com medalha de bronze em 1921 e medalha de prata em 1924. Participa, também, de edições do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo a medalha de prata na edição de 1940. Torna-se cantor popular em 1916, gravando mais de 400 músicas.  Em 1970, faz uma gravação com sua história de vida para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS/SP),  integrando o projeto “Depoimentos para a Posteridade”. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.

Análise

Por ocasião da 24ª edição da Exposição Geral de Belas Artes, em 1917, o escritor e crítico paulista Monteiro Lobato destaca a pintura Tarde no Leblon,  de Gastão Formenti, que aponta como “digna de menção pela frescura das tintas e excelência do céu”. O artista, então com 21 anos, já sinaliza o notável paisagista que se torna, mantendo-se ativo até meados da década de 1960. Durante sua trajetória, Formenti realiza marinhas de praias cariocas, como Iate Clube do Rio de Janeiro (1951),  Paquetá (1958) e Praia da Gávea (1963). São obras estruturadas no esquema tradicional da pintura de paisagem marinha: uma estreita faixa de terra em primeiro plano (praia), seguida da área do mar, tendo ao fundo, outra faixa de terra (montanhas) e, finalmente, o céu. A “excelência do céu” de que fala Monteiro Lobato se faz presente nessas obras, nas quais o artista mostra-se habilidoso na captação dos reflexos de luz nas nuvens em diferentes momentos do dia e condições climáticas. Em Luz e Sombra, Gávea (1935), porém, mostra-se capaz de explorar a ação da luz também na terra. Estruturada como se o artista observasse a cena debaixo de uma grande árvore, a composição apresenta, em primeiro plano, uma grande área imersa em sombra, contrastando com a zona de luz verde e amarela, que toma a parte superior do quadro. Além da habilidade no manejo das cores, a pintura revela perspicácia na estruturação do quadro, ao contrapor a área luminosa, situada à esquerda, a uma bananeira que se ergue sombria à direita, mantendo o equilíbrio da composição.

Obras 2

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Exposições 28

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Feiras de arte 1

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Fontes de pesquisa 14

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  • ARTE BRASILEIRA século XX: Galeria Eliseu Visconti: pinturas e esculturas. Rio de Janeiro: MNBA, 1984.
  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • CURY, Constantino. Dicionário de artistas plásticos brasileiros. São Paulo: Cury Arte Brasil, 2005.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983.
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • LOBATO, Monteiro. O “Salão” de 1917. Revista do Brasil, São Paulo, ano II, out. 1917, n. 22, p.171-190. Disponível em: < http://www.dezenovevinte.net/egba/index.php?title=LOBATO%2C_Monteiro._O_%E2%80%9CSal%C3%A3o%E2%80%9D_de_1917._Revista_do_Brasil%2C_S%C3%A3o_Paulo%2C_ano_II%2C_out._1917%2C_n._22%2C_p.171-190 >. Acesso em: 15 maio 2013.
  • LUZ no êxtase; texto de Inácio de Loyola Brandão. São Paulo: DBA, 1994.
  • MARINHAS em grandes coleções paulistas. São Paulo: Sociarte, 1998.
  • MEDEIROS, João. Dicionário dos pintores do Brasil. Rio de Janeiro: Irradiação Cultural, 1988.
  • PINACOTECA do Estado de São Paulo. A arte e seus processos: o papel como suporte. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1978.
  • REIS JÚNIOR, José Maria dos. História da pintura no Brasil. Prefácio Oswaldo Teixeira. São Paulo: Leia, 1944.

Como citar

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