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Música

Elpídio dos Santos

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 21.10.2019
14.01.1909 Brasil / São Paulo / São Luís do Paraitinga
03.09.1970 Brasil / São Paulo / São Luís do Paraitinga
Elpídio dos Santos (São Luís do Paraitinga, São Paulo, 1909 – Idem, 1970). Compositor, violonista. Filho de Benedito Alves, maestro da Banda Santa Cecília, da pequena cidade do interior paulista onde nasce. Passa a infância e a juventude em São Luís do Paraitinga em contato com a musicalidade caipira da região. Aprende a tocar vários instrumento...

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Elpídio dos Santos (São Luís do Paraitinga, São Paulo, 1909 – Idem, 1970). Compositor, violonista. Filho de Benedito Alves, maestro da Banda Santa Cecília, da pequena cidade do interior paulista onde nasce. Passa a infância e a juventude em São Luís do Paraitinga em contato com a musicalidade caipira da região. Aprende a tocar vários instrumentos de sopro e de corda, mas elege o violão para se aperfeiçoar. Ainda jovem, tem suas músicas executadas por bandas, teatros e coro da Igreja Matriz de São Luís. Na cidade natal, conhece Mazzaropi (1912-1981), ainda um desconhecido artista de circo, e tornam-se amigos. Quando Mazzaropi começa a atuar no cinema, convida Elpídio para compor as trilhas sonoras. O músico cria 27 composições, como “Fogo no Rancho”, para o filme Jeca Tatu (1959), e “Sopro do Vento”, para Tristeza do Jeca (1960), ambas incluídas no disco Os Grandes Sucessos De Mazzaropi, lançado em 1968. 

Exerce várias profissões até se fixar na agência local do Banco Vale do Paraíba. Nos anos 1950, é transferido para São Paulo pelo banco onde trabalha. Na capital paulista, aprimora-se no violão e estuda na Escola Paulista de Canto Orfeônico. É convidado pelo violonista Fego Camargo (1888-1971), pai da cantora e apresentadora de televisão Hebe Camargo (1929-2012), para dar aulas em Taubaté. Trabalha em tempo integral como bancário, mas nunca deixa de compor e tocar. Quando se aposenta, em meados dos anos 1960, volta à cidade natal. Em 2009, seu filho, Negão dos Santos, por meio do Instituto Elpídio dos Santos, organiza um show em São Luís do Paraitinga, em homenagem aos cem anos do pai, com participação de Fafá de Belém (1956), Renato Teixeira (1945), Zé Geraldo (1944) e Zeca Baleiro (1966), evento gravado em DVD.

 

Análise

Nascido em uma cidade que cultiva a música regional paulista, Elpídio dos Santos compõe canções com a delicadeza das toadas interioranas. Mais de mil músicas ainda não totalmente catalogadas pela família fazem parte de seu repertório. Trata-se de um compositor marcante para a tradição musical paulista, que cria canções para presentear os familiares e amigos, já que pouco ganha com a música. 

Parceiro de Mário Zan (1920-2006), Anacleto Rosas Júnior (1911-1978) e Priminho, algumas de suas composições são gravadas por Renato Teixeira (1945), que grava “Casinha Branca” (1997), e pelas duplas Tonico (1927-1994) e Tinoco (1920), como a valsa “Me Leva” (1960, de Priminho) e As Galvão, como o xote “Velha História” (1956).

Sua obra não se limita aos gêneros “regionais”. Cria choros, valsas, marchas, dobrados, maxixes, sambas, cateretês e outros gêneros. Em 1954, acompanha ao violão o baião “Chegadinho, Chegadinho”, gravado por Dircinha Costa (1930-1990). Em 1960, as Irmãs Celeste gravam “Manakiriki”, parceria com Mario Zan, cujo gênero é indicado como tupianã. “Cai Sereno”, música composta em parceria com Conde, é gravada por Mazzaropi em 78 rpm, em 1955, e pela dupla Pena Branca e Xavantinho, em 1994. 

Além de contribuir para a preservação da música regional, o músico confere aos sete filhos – todos músicos – a tarefa de divulgá-la por meio do Grupo Paranga. Desde 1973, o conjunto resgata a memória musical da cidade de São Luís do Paraitinga, incluindo marchinhas tradicionais de carnaval. A obra de Elpídio dos Santos marca o repertório de diversos artistas, que registram algumas de suas composições: Sérgio Reis (1940), com “Lá no Pé da Serra” (1990); Fafá de Belém, com “Você Vai Gostar” (1993); e Juliana Caymmi (1975), com “Vento Noroeste” (2010).

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