Artigo da seção pessoas Rildo Hora

Rildo Hora

Artigo da seção pessoas
Música  
Data de nascimento deRildo Hora: 20-04-1939 Local de nascimento: (Brasil / Pernambuco / Caruaru)

Biografia

Rildo Alexandre Barreto da Hora (Caruaru PE 1939). Gaitista, produtor, arranjador, violonista, cantor e compositor. Filho de Misael Sérgio Pereira da Hora e de Cenira Barreto Hora, que lhe dá as primeiras aulas de piano e teoria musical. Aos 6 anos, começa a tocar gaita de boca.1 Nessa época, sem professor, ele tem sua educação musical tirando de ouvido temas que são tocados no rádio. Muda-se com a família para Madureira, subúrbio do Rio de Janeiro, onde tem contato com os sambistas Candeia, Chico Santana e Manacéa da Portela. Na década de 1950, ganha um concurso organizado pela fabricante de gaitas Hering, na Rádio Mauá, e se apresenta em programas de calouros dessa rádio, da Rádio Mayrink Veiga e da Rádio Nacional. Nesta, conhece o maestro e arranjador César Guerra-Peixe, com quem tem aulas de harmonia, contraponto, composição e orquestração. Anos depois, em 1987, Guerra-Peixe compõe Quatro Coisas, para harmônica e piano, dedicada a Rildo Hora.

Em 1962, faz sua estreia em gravação, em disco de 78 rpm, com os temas Anjo (com Alcino Diniz) e Nem uma Luz Brilhou, composta por Gilvan Chaves. No mesmo ano, lança o LP Suave É a Noite e, no ano seguinte, Em Ritmo de Dança, ambos pela gravadora Copacabana. Wilson Simonal grava a canção Menino Triste, de Hora e Gracindo Jr., em 1963, em seu disco Tem Algo Mais. Durante a primeira metade da década de 1960, apresenta-se com frequência no Cangaceiro, boate carioca que ganha destaque na contracapa daquele que é considerado por Hora como seu "primeiro LP pra valer", o Samba Made in Brazil - Rildo Hora e o Clube dos 7. No álbum de 1964, destaque para as composições do gaitista, como Esse Nosso Jeito (com Gracindo Jr.), Um Brasileiro nos States (com Marcos André) e Um Sonho para Dois (com Clovis Mello), além da interpretação de clássicos da bossa nova, como Batida Diferente, de Durval Ferreira e do também gaitista Maurício Einhorn, e Ilusão à Toa, de Johnny Alf.

Ainda nos anos 1960, tem sua primeira composição de sucesso na voz de outros intérpretes, Canção que Nasceu do Amor, registrada na voz de Cauby Peixoto, em 1963, e, no ano seguinte, por Elizeth Cardoso, cantora que é acompanhada por Rildo entre 1964 e 1967. Posteriormente, essa canção é gravada por Altemar Dutra em 1969 e por Aurea Martins e Paulo Mendes Campos em 1972. No fim da década, começa a trabalhar na gravadora RCA Victor, produzindo discos de Orlando Silva, Carlos Galhardo, Vicente Celestino e Luiz Gonzaga.

Cyro Monteiro grava a canção Luciana e o Mar, em 1970. No ano seguinte, a carreira de produtor ganha mais destaque devido ao sucesso com o álbum Memória de um Sargento de Milícias, de Martinho da Vila. Além da produção, Rildo tem em Martinho um de seus parceiros mais constantes. Ainda em 1973, produz o segundo disco da carreira de João Bosco, com quem trabalha até 1979, no LP Linha de Passe.

A partir dos anos 1980, Rildo Hora produz álbuns de sucesso de nomes como Beth Carvalho e Fundo de Quintal. Na década seguinte, inicia uma parceria com Zeca Pagodinho, que resulta em quatro Grammys latinos, em 2001, 2002, 2003 e 2006.

Nota
1.No Nordeste a gaita de boca era conhecida também como realejo.

 

Comentário Crítico

Entre suas diversas facetas artísticas, como a de compositor, cantor e violonista, Rildo Hora obtém maior destaque atuando como gaitista, arranjador e produtor. Nesta função, com mais de 50 anos de carreira, conquista mais de 150 discos de ouro e de platina, a maioria guardada e enquadrada por ele em sua cobertura no Corte do Cantagalo, na zona sul do Rio de Janeiro, onde mora com sua esposa.

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Outras informações de Rildo Hora:

  • Outros nomes
    • Rildo Alexandre Barreto da Hora
  • Habilidades
    • Produtor
    • Compositor
    • Instrumentista
    • Cantor/Intérprete
    • gaitista
    • Violonista
    • Produtor musical
    • diretor artístico
    • músico
  • Relações de Rildo Hora com outros artigos da enciclopédia:

Obras de Rildo Hora: (4) obras disponíveis:

Fontes de pesquisa (4)

  • Entrevistas com Rildo Hora, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Nelson Sargento, João Bosco, Dominguinhos, Bira Presidente (Fundo de Quintal), em outubro de 2009, para o Caderno2, do jornal O Estado de S. Paulo (Feitas por Lucas Nobile).
  • Enciclopédia da música brasileira: erudita, folclórica, popular. Organização Marcos Antônio Marcondes. 2. ed., rev. ampl. São Paulo: Art Editora : Itaú Cultural, 1998. R780.981 M321e 2.ed.
  • SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A Canção no tempo II: 85 anos de músicas brasileiras (1958-1985). São Paulo: Editora 34, 1998. v. 2. (Ouvido Musical)
  • VIANA, Luiz Fernando. Zeca Pagodinho - A Vida Que Se Deixa Levar - Coleção Perfis do Rio. Rio de Janeiro: Rio Arte/ Relume-Dumará, 2003.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • RILDO Hora. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa11980/rildo-hora>. Acesso em: 16 de Out. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7