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Teatro

Cunha de Leiradella

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 05.02.2021
16.11.1934 Portugal / Braga / Póvoa de Lanhoso
Cunha de Leiradella (Póvoa de Lanhoso, Portugal, 1934). Dramaturgo, romancista, contista e roteirista. Seus textos têm em comum personagens angustiados, que anseiam por liberdade e não conseguem se comunicar. O pano de fundo de suas obras é o cotidiano urbano das grandes cidades.

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Cunha de Leiradella (Póvoa de Lanhoso, Portugal, 1934). Dramaturgo, romancista, contista e roteirista. Seus textos têm em comum personagens angustiados, que anseiam por liberdade e não conseguem se comunicar. O pano de fundo de suas obras é o cotidiano urbano das grandes cidades.

Leiradella tem o primeiro contato com o teatro aos 18 anos, ao assistir à peça A Gota de Mel (1953), dirigida por Antônio Pedro (1909-1966), no Teatro Experimental do Porto, e passa a se interessar por essa arte.

Com a perseguição política do governo salazarista, foge para o Brasil, chegando ao Rio de Janeiro em 21 de abril de 1958. Com o apoio do poeta português Adolfo Casais Monteiro (1908-1972), passa a colaborar no Portugal Democrático, jornal fundado em São Paulo por portugueses emigrados e de oposição à ditadura de Salazar.

Com o Teatro de Equipe do Estado da Guanabara, monta e dirige seus primeiros textos para o teatro: Réquiem op. 1 (1964), Inúteis como os Mortos (1965), e O homem Calado (1965). Ao lado do ator e diretor de teatro Amir Haddad (1937) e Maria Helena Khünner, funda o Teatro Universitário Carioca (Tuca-RIO) em 1965.

A partir de 1980, passa a viver em Belo Horizonte, onde tem grande recepção do público. Espanta-se com o acontecimento, já que no Rio de Janeiro não vive experiência parecida. O resultado do fato é o romance Um Caso sem Importância (1989), em que escritores locais, como Murilo Rubião (1916-1991) e Roberto Drummond (1933-2002), se tornam personagens. Em 1985, funda e preside o Sindicato dos Escritores do Estado de Minas Gerais.

Leiradella possui uma produção extensa e premiada. Eduardo da Cunha Júnior é o personagem de todos os seus romances, uma relação simbiótica com o autor, mas que não chega a ser uma espécie de alter ego. Segundo o escritor, o personagem possui características que ele próprio gostaria de ter.

Em seus textos, Leiradella constantemente busca a verdade, os porquês, as causas dos atos de cada personagem. Segundo o autor, a função da arte é social, ela trata do ser humano e é feita para o ser humano. Sua obra gira em torno do ser humano e seus sentimentos, assim, a angústia é o fio condutor de romances como O Longo Tempo de Eduardo da Cunha Júnior (1987) e A Solidão da Verdade (1996), bem como a incomunicabilidade é a condutora da peça de teatro O Homem Sentado (1987), e o anseio por liberdade conduz a peça Judas (1992).

Com uma produção extensa em várias áreas de atuação, Cunha de Leiradella constrói suas obras explorando o interior do ser humano, criando situações e climas espelhados no cotidiano da vida urbana e em seus cenários.

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