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Hugo Rodas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 22.12.2020
21.05.1939 Uruguai / a definir / Montevidéu
Hugo Renato Rodas Giusto Mendes Rossi (Juan L. Lacaze, Uruguai, 1939). Diretor, ator, professor, cenógrafo, iluminador, figurinista, dramaturgo, coreógrafo e músico. Recebe desde cedo aulas particulares de inglês, francês, italiano, piano, desenho e pintura. Seus pais lhe proporcionam o primeiro contato com o universo artístico ao frequentar tea...

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Hugo Renato Rodas Giusto Mendes Rossi (Juan L. Lacaze, Uruguai, 1939). Diretor, ator, professor, cenógrafo, iluminador, figurinista, dramaturgo, coreógrafo e músico. Recebe desde cedo aulas particulares de inglês, francês, italiano, piano, desenho e pintura. Seus pais lhe proporcionam o primeiro contato com o universo artístico ao frequentar teatros, óperas e balés. Muda-se para Montevidéu e ingressa na escola-teatro do Teatro Circular (1954), referência do movimento independente uruguaio.

No final de década de 1950, conhece a dançarina, coreógrafa, atriz e diretora uruguaia Graciela Figueroa (1944), sua mais forte influência, vindo a integrar sua companhia. Em 1975, o grupo se apresenta no Festival de Inverno de Ouro Preto. A vinda para o Brasil, em período de repressão política no Uruguai, define a mudança de vida de Hugo Rodas, que passa a morar no Brasil e, inicialmente, se fixa em Salvador. No mesmo ano, é chamado a ministrar um workshop em Brasília e permanece na capital. Funda o Grupo Pitú (1976-1981) e realiza vários espetáculos, entre os quais Os Saltimbancos, contemplado com o Prêmio do Serviço Nacional do Teatro como melhor espetáculo infantil de 1977.

Quando o cantor e compositor Oswaldo Montenegro (1956), em seu primeiro musical em parceira com o compositor Mongol, remonta João Sem Nome (1976), Hugo Rodas dirige e coreografa o espetáculo, antes dirigido pelo diretor Dimer Monteiro.

De 1981 a 1984 reside em São Paulo e trabalha no Teatro Oficina com o diretor José Celso Martinez Corrêa (1937) e no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) com o diretor Antonio Abujamra (1932-2015). Com o último, realiza parcerias de direção, das quais se destacam Senhora Macbeth (2006), com a atriz Marília Gabriela (1948); Os Demônios (2006), do escritor russo Fiodor Dostoiévski (1821-1881); e Cantadas (2007), monólogo com a atriz Denise Stoklos (1950).

Ao retornar a Brasília, é convidado pela professora e coreógrafa Norma Lillia para uma parceria que resulta em três espetáculos criados e dirigidos por Rodas: A Casa de Bernarda Alba (1983), A Teia (1984) e Salomé (1986), este último protagonizado pela bailarina Ana Botafogo (1957). Em 1989, dirige para o Circo Teatro Udi Grudi A Menina dos Olhos, sucesso de público e de crítica, vencedor dos Prêmios Apac/DF e Fiat/89. Ao lado dos diretores Adriano e Fernando Guimarães, Rodas recebe, em 1996, o Prêmio Shell de direção pelo espetáculo Dorotéia. É um dos fundadores do Teatro Universitário Candango – TUCan na Universidade de Brasília (UnB), em 1992. Dirige o espetáculo Seis Personagens em Busca de um Autor, do escritor italiano Luigi Pirandello (1867-1936), que recebe seis prêmios, entre os quais melhor diretor e melhor espetáculo, no Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, em 2004.

Em livre adaptação da obra do dramaturgo romeno Eugéne Ionesco (1909-1994), dirige O Rinoceronte (2005), que recebe seis prêmios no 2º Prêmio Sesc de Teatro Candango. Em 2008, dirige Édipo, com a Cia. Benedita de Teatro, contemplado com diversos prêmios, entre os quais melhor espetáculo e melhor direção no 1º Festival Nacional de Teatro de Goiânia.

Em 1989, ingressa na UnB como professor visitante. Em 2000, passa no concurso de professor titular, recebendo o título de doutor notório saber em artes cênicas. Funda a Companhia dos Sonhos (1999-2005), com a qual realiza trabalhos como Rosanegra – Uma Saga Sertaneja (2002), escolhido para participar do Palco Giratório Nacional do Serviço Social do Comércio (Sesc).

 

Análise

Hugo Rodas é um dos mais conceituados diretores de seu tempo, identificado pela irreverência, versatilidade e criatividade norteadoras da pluralidade de linguagens que caracteriza a sua obra. É responsável, na capital federal, por reformular conceitos estéticos que ultrapassam os limites estabelecidos pelo conservadorismo, sendo pioneiro em incorporar a dança que fala e o teatro que se expressa com movimentos dançantes. Consegue equilibrar e harmonizar diversas manifestações artísticas ao longo de seu trabalho. Um exemplo de sua multiplicidade é A Casa de Bernarda Alba, peça em que, além de dirigir, também faz a coreografia, a iluminação, o figurino e a cenografia, perpetuando-a como uma das mais importantes obras de dança-teatro.

Ao conceber e dirigir inúmeros espetáculos no Brasil e no exterior, Hugo Rodas contribui de forma significativa para a consolidação do teatro brasiliense. Muitos de seus trabalhos são referências, como Romeu e Julieta (1987), A Dama das Camélias (1989), O Olho da Fechadura (1994), Servidor de Dois Patrões (1999), Álbum Wilde (2001), Memória Roubada (2002), Preciosas Promessas (2003) e Senhora dos Afogados (2007).

Como ator, volta aos palcos no monólogo Boleros (2008), um musical autobiográfico. Em 2010, interpreta o monólogo 7 X Rodas, composto de sete montagens dirigidas por nove diretores e com sete cenários distribuídos em círculo, assinados por Rodas.

Espetáculos 259

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Espetáculos de dança 50

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Exposições 2

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Palestras 1

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Performances 16

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Shows musicais 1

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Fontes de pesquisa 12

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  • ALMEIDA, Cida. Um furacão chamado Hugo Rodas. Overmundo, 10 jun. 2007. Disponível em: www.overmundo.com.br. Acesso em: 10 set. 2011.
  • CARRIJO, Elizângela. (A)bordar memórias, tecer histórias: fazeres teatrais em Brasília (1970-1990). 2006. Dissertação (Mestrado em História Cultural) - Universidade de Brasília, Brasília, 2006.
  • Hugo Rodas. Brasilia: Editora ARP, 2010. Não catalogado
  • LEIKO, Diana. Hugo Rodas em sete diferentes visões. Jornal da Comunidade, 9 out. 2010. Disponível em: www.jornaldacomunidade.com.br.
  • LEIKO, Diana. Hugo Rodas em sete diferentes visões. Jornal da Comunidade, 9 out. 2010. Disponível em: www.jornaldacomunidade.com.br. Acesso em: 10 set. 2011.
  • OBJETO Sim – Assessoria de Imprensa e Projetos Culturais. 7 X Rodas: espetáculo apresenta o mais importante diretor teatral de Brasília sob sete diferentes direções. Disponível em: www.objetosim.com.br. Acesso em: 10 set. 2011.
  • PORTAL da Prefeitura de Goiânia, Assessoria de imprensa do Goiânia Ouro. Goiânia Ouro recebe espetáculo Édipo. Governo do Estado de Goiás, 19 abr. 2011. Disponível em: www.goiania.go.gov.br. Acesso em: 10 set. 2011.
  • Planilha enviada pela pesquisadora Angélica Souza e Silva. Não catalogado
  • Planilha enviada pelo pesquisador Márcio Freitas. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Começa a Terminar - 2008. Não catalogado
  • RODAS, Hugo. Hugo Rodas. [Entrevista cedida a] Rosa Coimbra. Brasília, 18 ago. 2011.
  • SOUZA, Claudia Moreira de. O garoto de Juan Lacaze: invenção no teatro de Hugo Rodas. 2007. Dissertação (Mestrado em Artes) - Universidade de Brasília, 2007.

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