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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Diogo Vilela

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
28.10.1957 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
José Carlos Monteiro de Barros (Rio de Janeiro RJ 1957). Ator. Intérprete predominantemente cômico, Diogo Vilela se destaca também em musicais e em personagens que necessitam de construção interiorizada como o protagonista de Diário de um Louco, de Nikolai Gogol.

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Biografia
José Carlos Monteiro de Barros (Rio de Janeiro RJ 1957). Ator. Intérprete predominantemente cômico, Diogo Vilela se destaca também em musicais e em personagens que necessitam de construção interiorizada como o protagonista de Diário de um Louco, de Nikolai Gogol.

Atua no espetáculo do Grupo Opinião, O Último Carro, de João das Neves, em 1976. Ao lado de Henriette Morineau, faz Ensina-me a Viver, de Colin Higgins, em 1981. Em 1982, integra o elenco da comédia A Mente Capta, de Mauro Rasi, e, em 1983, atua em Testemunha de Acusação, de Agatha Christie, e Cloud Nine - Numa Nice, de Caryl Churchill.

Em 1990, faz Solidão, a Comédia, espetáculo solo com direção de Marcus Alvisi, em que ensaia transições da comédia para momentos em que sustenta a cena pela densidade dramática. Em 1994, faz Navalha na Carne, de Plínio Marcos, com Louise Cardoso, e 5 X Comédia, coletânea dirigida por Hamilton Vaz Pereira. Em 1996, protagoniza o musical Metralha, de Stella Miranda - a composição da personagem de Nelson Gonçalves, trabalhada com a idéia de sugestão ao invés de procurar a semelhança física com o cantor, lhe vale o Prêmio Shell. Em 1997 protagoniza Diário de um Louco, de Nikolai Gogol. O crítico Macksen Luiz escreve sobre a interpretação do ator: "Diogo Vilela tem uma interpretação sensível para o infeliz funcionário. O ator evita qualquer chave fácil - o papel dá margem a abordá-lo de uma forma carregada de intenções exteriores e de efeitos dramáticos - e estabelece, em lenta e minuciosa aproximação, as mudanças de emoção por que passa o personagem. Diogo Vilela se permite até usar o humor como sugestão para compor a mutação de sentimentos e nesta evolução é possível atingir a intensidade da cena final não como um clímax dramático, mas como a revelação do dilaceramento total de uma alma em desespero. O pequeno espaço da Casa da Gávea faz com que a aproximação do ator com a platéia seja de quase intimidade, e esta respiração próxima encontra na interpretação olho-a-olho de Diogo Vilela a projeção de interioridade e emoção refinadas".1

De novo sob a direção de Marcus Alvisi, protagoniza Hamlet, de William Shakespeare, em 2001. Dirige a atriz Glória Menezes no espetáculo Jornada de um Poema, de Margaret Edson. Em 2002 dirige o musical Elis, a Estrela do Brasil, de Douglas Dwight e Fátima Valença. Em 2003, atua ao lado de Débora Bloch, em Tio Vânia, de Anton Tchekhov, com direção de Aderbal Freire-Filho. Numa crítica ao espetáculo Tio Vânia, Macksen Luiz comenta a maturidade cênica do ator: "Diogo Vilela tem interpretação sensível, capaz de mostrar as contradições de Vânia, trazendo para a cena, com elaborada ressonância, os seus embates interiores, sem apelos psicologizantes ou ênfases dramáticas. A construção do choro final é bem a demonstração do alto nível da interpretação de Diogo Vilela".2

Paralelamente à carreira teatral, atua na televisão e no cinema, desde a década de 1980. Na TV Globo, torna-se popular integrando o grupo do programa de humor TV Pirata e Comédia da Vida Privada. Estréia no cinema em 1984 no filme Bete Balanço, direção de Lael Rodrigues, e destaca-se posteriormente em O Grande Mentecapto, direção de Oswaldo Caldeira, 1988; Miramar, direção de Julio Bressane, 1997, e Auto da Compadecida, direção de Guel Arraes, 1999.

Notas
1. LUIZ, Macksen. A grandeza humana numa pequena jóia literária. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13 set. 1997.

2. LUIZ, Macksen. Um Tio Vânia mais duro. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 12 jun. 2003.

Espetáculos 29

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Fontes de pesquisa 6

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  • CARVALHO, Tania. Ney Latorraca: uma celebração. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. (Aplauso Especial). 792.092 L358c
  • HELIODORA, Bárbara. Vida de Nelson em clima de era do rádio. O Globo, Rio de Janeiro, 6 abr. 1996. Segundo Caderno, p. 4.
  • LUIZ, Macksen. A grandeza humana numa pequena jóia literária. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 13 set. 1997.
  • Programa do Espetáculo- Ensina-me A Viver - 1981. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo: WIT - Jornada de um Poema - 2000. Não catalogado
  • VILELA, Diogo. Rio de Janeiro: Funarte / Cedoc. Dossiê Personalidades Artes Cênicas.

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