Artigo da seção pessoas Denise Weinberg

Denise Weinberg

Artigo da seção pessoas
Teatro  
Data de nascimento deDenise Weinberg: 26-04-1956 Local de nascimento: (Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro)

Biografia

Denise Espíndola Weinberg (Rio de Janeiro RJ 1956). Atriz e diretora. Uma das fundadoras do Grupo TAPA, no qual permanece por 21 anos, trabalha em montagens de autores clássicos e contemporâneos, conduzidas por diretores afinados com a experimentação e marcadas por sua força como intérprete.

Sua formação e amadurecimento se confundem com a história do TAPA. Atua em Apenas um Conto de Fadas, texto e direção de Eduardo Tolentino de Araújo, 1979. Participa de O Anel e a Rosa, de William Makepeace Thackeray, 1980; Trágico Acidente Destronou Tereza, de José Wilker, 1981; Tempo Quente na Floresta Azul, de Orígenes Lessa (1903 - 1986), 1982, todos sob direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Em 1983, experimenta a interpretação de um Nelson Rodrigues em Viúva, porém Honesta. No ano seguinte, pela companhia Teatro dos Quatro, encena Tio Vânia, de Anton Tchekhov, dirigida por Sergio Britto, performance que lhe vale uma indicação de melhor atriz ao Prêmio Mambembe.

De volta ao TAPA, seguem-se Caiu o Ministério, de França Júnior, direção de Celso Lemos, 1985; e O Tempo e os Conways, de J. B. Priestley, 1986. No ano seguinte, a companhia muda-se para São Paulo, e sua atuação no infantil Pinóquio, de Carlo Collodi, lhe confere dois prêmios: o Mambembe e o da Associação Paulista dos Críticos de Artes - APCA, de melhor atriz coadjuvante. Sempre sob a direção de Eduardo Tolentino de Araújo, destacando-se como uma das principais integrantes do TAPA, participa dos elencos de Uma Peça por Outra, de Jean Tardieu, 1987; Solness, o Construtor, de Henrik Ibsen, 1988; A Mandrágora, de Maquiavel, 1989; Senhor de Porqueiral, de Molière, 1989; As Raposas do Café, de Celso Luiz Paulini e Antônio Bivar, 1990. Ganha o Prêmio Molière de melhor atriz em 1991, por A Megera Domada, de Shakespeare. Na seqüência, atua em Querô, de Plínio Marcos, 1992; Senhora Klein, de Nicholas Wright, 1993. Nesse ano, recebe um segundo Molière por Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Em 1997, em Do Fundo do Lago Escuro, de Domingos Oliveira, ganha o Prêmio Mambembe de melhor atriz. Outra interpretação em que se destaca no repertório do grupo é a de Navalha na Carne, de Plínio Marcos, 1999. O crítico Alberto Guzik comenta com entusiasmo seu desempenho: "Denise Weinberg, perfeita, comovente, leva para a cena uma Neusa Sueli pouco usual. Em lugar de acentuar a vulgaridade da prostituta, ela sublinha a dor. A emoção em que se baseia Neusa Sueli não está sequer expressa no rosto, mas vem da consciência, da alma".1

Em 2000, deixa de integrar o TAPA e passa a trabalhar com diferentes encenadores. O Acidente, de Bosco Brasil, é o primeiro espetáculo dessa nova fase, dirigido por Ariela Goldmann. Segundo o pesquisador Luiz Fernando Ramos, a atriz "constrói a personagem com desenvoltura e virtuosismo sem apelar à caracterização psicológica, sabendo jogar com a musicalidade e o ritmo propostos pela dramaturgia e com a partitura corporal definida pela direção".2 Em 2001, mais uma vez deixa evidentes as qualidades de intérprete ao protagonizar As Lágrimas Amargas de Petra von Kant, de Fassbinder, com direção de Ticiana Studart. Em 2004, surpreende também com sua vertente humorística ao interpretar uma senhora que envenena homens solitários em Arsênico e Alfazema, de Joseph Kesselring, com direção de Alexandre Reinecke, parceiro de futuras montagens.

Em 2005, está presente em mais um texto de Plínio Marcos, Oração para um Pé-de-Chinelo, dirigido por Reinecke, recebendo o Prêmio APCA e o Shell de melhor atriz, além de amplo reconhecimento da crítica, em 2005. Essa boa recepção se repete no ano seguinte, com Outono e Inverno, de Lars Norén, cuja direção cabe ao antigo parceiro Eduardo Tolentino de Araújo. Segundo a crítica Mariangela Alves de Lima, seu papel da filha rebelde, Ann, ajuda a "compor, por meio do artifício da linguagem e da revelação dos movimentos e das inflexões, a natureza contraditória" da família contemporânea.3

Desde 2005, é professora da Escola Livre de Teatro de Santo André, São Paulo.

Notas

1. GUZIK, Alberto. "Navalha" que sublinha a dor sem excessos. Jornal da Tarde, São Paulo, Caderno C, 30/6/1999.

2. RAMOS, Luiz Fernando. A música de um poema dramático. Bravo!, São Paulo, n. 32, mai. 2000, p. 135.

3. LIMA, Mariângela Alves de. Embates verbais por excelentes intérpretes. O Estado de S.Paulo, São Paulo, Caderno 2, 15 dez. 2006, p. 8.

Outras informações de Denise Weinberg:

  • Outros nomes
    • Denise Espíndola Weinberg
    • Denise Weimberg
  • Habilidades
    • Ator
    • diretor de teatro

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Fontes de pesquisa (9)

  • ANUÁRIO de teatro 1994. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. R792.0981 A636t 1994
  • KNAPP, Érica. Uma guerreira chamada Denise. Debate, São Paulo, fev. 1997.
  • MAZZINI, Rubia. Sou uma atleta do teatro. O Dia, Rio de Janeiro, O Dia D, 10 jul. 2002, p. 3.
  • Programa do Espetáculo - Anna Weiss - 2005. Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Arsênico e Alfazema - 2004 Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - Loucos Por Amor - 2006. Não catalogado
  • Programa do Espetáculo - O Acidente - 2000 Não Catalogado
  • Programa do Espetáculo - O Tempo e os Conways - 1986 Não catalogado
  • WAJNBERG, Daniel Schenker. Uma legítima atriz de teatro. Tribuna da Imprensa, Rio de Janeiro, Tribuna Bis, 24 dez. 2005, p. 1.

Como citar?

Para citar a Enciclopédia Itaú Cultural como fonte de sua pesquisa utilize o modelo abaixo:

  • DENISE Weinberg. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa109151/denise-weinberg>. Acesso em: 21 de Ago. 2019. Verbete da Enciclopédia.
    ISBN: 978-85-7979-060-7