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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Carlos Alberto Soffredini

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 14.06.2017
06.10.1939 Brasil / São Paulo / Santos
10.10.2001 Brasil / São Paulo / São Paulo
Carlos Alberto Soffredini (Santos, São Paulo, 1939 - São Paulo, São Paulo, 2001). Autor e diretor. Forma-se em letras na Faculdade de Filosofia de Santos, onde participa de um grupo amador como diretor e autor. Em 1967, ganha o Prêmio do Serviço Nacional de Teatro (SNT), pelo texto O Caso Dessa tal de Mafalda que Deu o que Falar e que Acabou com...

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Biografia

Carlos Alberto Soffredini (Santos, São Paulo, 1939 - São Paulo, São Paulo, 2001). Autor e diretor. Forma-se em letras na Faculdade de Filosofia de Santos, onde participa de um grupo amador como diretor e autor. Em 1967, ganha o Prêmio do Serviço Nacional de Teatro (SNT), pelo texto O Caso Dessa tal de Mafalda que Deu o que Falar e que Acabou como Acabou, num Dia de Carnaval. Trabalhando com grupos teatrais característicos da década de 70, Soffredini constrói sua carreira como diretor e dramaturgo, funções que costuma acumular nos projetos que realiza, tendo como premissa a pesquisa da cultura popular brasileira. Forma-se ator pela Escola de Arte Dramática (EAD), onde dirige, em 1972, Mais Quero Asno que me Carregue que Cavalo que me Derrube, adaptação que realiza para A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente.

Em 1975, é convidado a dirigir a peça Farsa do Cangaceiro, Truco e Padre, de Chico de Assis (1933-2015), com produção do Teatro de Cordel de São Paulo. Para realizar o espetáculo, estuda as manifestações cênicas populares e faz levantamentos em circos-teatro da periferia de São Paulo e de cidades do interior. Em 1976, o Serviço Social do Comércio (Sesc) o convida para liderar o Projeto Mambembe, para desenvolver espetáculos, com base na cultura popular brasileira, para apresentações em praças públicas.

Funda o Grupo de Teatro Mambembe, que se guia pela investigação da linguagem visual das formas cênicas brasileiras, dos signos da representação dos intérpretes populares de circo ou televisivos e da estrutura dos textos brasileiros e de língua portuguesa. Soffredini encarrega-se da concepção geral do trabalho, da dramaturgia, da organização das marcações cênicas e das coreografias. Esse projeto produziu a peça A Vida do Grande Dom Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança, adaptada do texto de Antônio José da Silva, com temporada iniciada em 1976.

Com o fim do apoio do Sesc, em 1977, alguns atores decidem manter o grupo e no mesmo ano apresentam A Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente. Adaptada em processo de criação coletiva, incorpora números de canto e dança inspirados nas revistas musicais brasileiras do século XIX e início do XX. Nesse período, já trabalhando com o Pessoal do Victor no espetáculo Na Carrera do Divino, escreve a peça Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu, que o grupo Mambembe resolve montar, com direção de Iacov Hillel (1949). O texto apóia-se no depoimento de circenses retratando os valores tradicionais de uma família do circo. É premiado com o Associação Paulista de Críticos de Artes, APCA, Apetesp e Mambembe por ambos os textos. Em 1990, Gabriel Villela (1958) dirige essa peça, recebendo uma série de prêmios.

Em 1985, Soffredini funda o Núcleo de Estética Teatral Popular, que remonta várias peças de sua autoria. Em 1987, o grupo Ponkã o convida para escrever Pássaro do Poente, com base em uma lenda popular japonesa, espetáculo inspirado e dirigido por Marcio Aurelio (1948), levando o Prêmio Mambembe de melhor autor. Em Vacalhau e Binho, 1993, grande sucesso de público, utiliza vários textos de Zé Fidélis (personagem criada por Gino Cortopassi para um programa de rádio) e os justapõe em uma série de quadros que têm como elo de ligação um casal de atores portugueses.

Em cinema, é premiado com o Kikito do Festival de Gramado de 1985 pelo roteiro de A Marvada Carne (1985), de André Klotzel (1959) baseado na peça Na Carrera do Divino. Junto com Walter Avancini, escreve a telenovela Brasileiras e Brasileiros, transmitida pelo SBT de 1990 a 1991.

Soffredini é um autor que sempre se lançou à experimentação, transpondo histórias populares para o teatro, buscando não a reprodução realista das formas populares, mas a revelação do universo poético presente em seus conteúdos.

Espetáculos 58

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Fontes de pesquisa 5

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  • A FARSA DE INÊS PEREIRA. Direção Carlos Alberto Soffredini. São Paulo, 1978. 1 folder. Programa do espetáculo, apresentado no Teatro João Caetano em maio de 1978.
  • CARVALHO, Tania. Ney Latorraca: uma celebração. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. (Aplauso Especial). 792.092 L358c
  • COSTA, Felisberto Sabino da. A dramaturgia nos grupos alternativos no período de 1975 a 1985. São Paulo, 1990. Dissertação (Mestrado). Escola de Comunicações e Artes, USP.
  • FERNANDES, Sílvia. Grupos teatrais: aqnos 70. Campinas: Unicamp, 2000.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço. Não Catalogado

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