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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Lia Menna Barreto

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.04.2017
03.03.1959 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Reprodução Fotográfica Autoria Desconhecida

Sem Título, 1993
Lia Menna Barreto
Bonecos de borracha e cadeiras

Lia Mascarenhas Menna Barreto (Rio de Janeiro RJ 1959). Artista plástica. Entre 1975 e 1978, cursa artes e desenho no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Estuda pintura com Luiz Paulo Baravelli (1942) e desenho com Rubens Gerchman (1942 - 2008), em 1984. No ano seguinte forma-se bacharel em desenho pela Universidade Federal do Rio Grande...

Texto

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Biografia

Lia Mascarenhas Menna Barreto (Rio de Janeiro RJ 1959). Artista plástica. Entre 1975 e 1978, cursa artes e desenho no Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Estuda pintura com Luiz Paulo Baravelli (1942) e desenho com Rubens Gerchman (1942 - 2008), em 1984. No ano seguinte forma-se bacharel em desenho pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e realiza exposição individual no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em Porto Alegre.  Participa do 10º Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1988, na Fundação Nacional de Arte (Funarte), no Rio de Janeiro, no qual é contemplada com o prêmio aquisição. Entre 1993 e 1994, vive em São Francisco, nos Estados Unidos, e estuda na Stanford University com bolsa concedida pelo programa International Fellowship in the Visual Arts, da America Arts Alliance. Em 1997, expõe trabalhos na 6ª Bienal de Havana, na Bienal de Los Angeles e na 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em Porto Alegre, da qual volta a participar, em 2003, em sua 4ª edição.

Análise

No início da década de 1980, Lia Menna Barreto realiza diversos trabalhos com espuma, utilizada para dar forma a sólidos de aspecto orgânico. É também nesse período que começa a usar brinquedos infantis, principalmente bonecas, em suas obras. Essa produção confere destaque à então jovem artista no circuito artístico nacional e passa a ser seu traço distintivo.

Nos anos 1990, amplia seu repertório e compõe trabalhos que utilizam bonecos de plástico, animais de borracha, bichos de pelúcia e outros brinquedos. Também realiza, nos primeiros anos dessa década, obras revestidas de tecidos diversos, num desdobramento de seus trabalhos com espuma, que exploram procedimentos escultóricos por meio de formas costuradas.

Em obras produzidas entre 1993 e 1994, Lia desmembra diversos bonecos, separando, por exemplo, cabeças e braços, que são costurados com pelúcia em montagens inusitadas; realiza aberturas no interior dos corpos dos bonecos, expondo seu enchimento; ou, então, acrescenta braços e pernas de bonecas em ursos de pelúcia, criando outros e estranhos arranjos. Montagens como essas, promove uma operação de deslocamento de significado e de transformação das relações habituais que são estabelecidas com os objetos.

O interesse pelos simulacros, bonecas, carrinhos, brinquedos de animais, flores artificiais se mostra em grande parte de sua produção. A artista elege esses símbolos da infância e do afeto e, por meio de operações formais de desmontagem e montagem, os recoloca em um outro plano de representação.

A partir de meados da década de 1990 desenvolve trabalhos com derretimento de bonecos de plástico. Muitas vezes a artista mescla bonecas com animais, flores e folhas de plásticos, que são fundidos com o calor e se fixam ao tecido de seda, em obras que são expostas na vertical, na parede.

Na 4ª Bienal do Mercosul, em 2003, apresenta a instalação Fábrica, em que expõe seu processo de criação dos trabalhos com animais de borracha. No espaço expositivo, com diversas mesas, instrumentos de trabalho e inúmeros sapos, ratos, lagartixas, formigas, aranhas, cobras e outros animais de borracha espalhados pelo chão, o público pode observar como são formados os trabalhos por meio do derretimento caseiro dos objetos com ferro de passar.

Obras 8

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Registro fotográfico Luiz Carlos Felizardo

Coelho do Avesso

Coelho de pelúcia e lampião
Reprodução Fotográfica Luis Médici

Manhã de Sol

Objetos infantis e lã
Registro fotográfico Sérgio Guerini

Manhã de Sol

Brinquedos de pelúcia, madeira, vime, metal e nylon unidos por crochê de fio de lã
Reprodução Fotográfica Luiz Carlos Felizardo

Quebra-Cabeça

Madeira queimada e lanternas
Reprodução Fotográfica Eduardo Ortega

Sem Título

Pelúcia e bonecas de borracha

Exposições 127

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 18

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  • 15 ARTISTAS brasileiros. Curadoria Tadeu Chiarelli; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: MAM, 1996.
  • 15 ARTISTAS brasileiros. Curadoria Tadeu Chiarelli; tradução Izabel Murat Burbridge. São Paulo: MAM, 1996. SPmam 1996/q
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000.
  • ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. São Paulo: Meta, 2000. 700.981 A786
  • BARRETO, Lia Menna. Lia Menna Barreto. Texto Lisette Lagnado; apresentação Marcantônio Vilaça; projeto gráfico Raul Loureiro; fotografia Fabio Del Re; tradução Veronica Cordeiro. São Paulo: Galeria Camargo Vilaça, 2000. [20] p., il. color.
  • BARRETO, Lia Menna. Ordem noturna. Rio de Janeiro: Thomas Cohn Arte Contemporânea, 1995. BLi273or 1995
  • COCCHIARALE, Fernando. Lia Menna Barreto. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 23, p. 82, 1990. Não catalogado
  • FAGUNDES, Carlos E. Uchôa. Lia Menna Barreto e a ordem oculta do mundo. In: SALÃO ARTE PARÁ, 14., 1995, Belém. Décimo Quarto Arte Pará. Curadoria Paulo Herkenhoff, Cláudio de La Rocque Leal. Belém: Fundação Romulo Maiorana, 1995.
  • FAGUNDES, Carlos E. Uchôa. Lia Menna Barreto e a ordem oculta do mundo. In: SALÃO ARTE PARÁ, 14., 1995, Belém. Décimo Quarto Arte Pará. Curadoria Paulo Herkenhoff, Cláudio de La Rocque Leal. Belém: Fundação Romulo Maiorana, 1995. PAa 14/1995
  • HERKENHOFF, Paulo. Quase brinquedos de Lia Menna Barreto. In: BARRETO, Lia Menna. Ordem noturna. Rio de Janeiro: Thomas Cohn Arte Contemporânea, 1995. s.p. il., foto color..
  • MONACHESI, Juliana. Híbridos flertam com a pop arte. Folha de S.Paulo, São Paulo, 23 abr. 2005. Ilustrada.
  • MONACHESI, Juliana. Híbridos flertam com a pop arte. Folha de S.Paulo, São Paulo, 23 abr. 2005. Ilustrada. Não catalogado
  • MOSTRA ARTE SUL, 1989, Porto Alegre. Arte Sul 89. Coordenação José Luiz do Amaral, Míriam Avruch. Porto Alegre: Margs, 1989. [68] p. , il. p&b.
  • MOSTRA ARTE SUL, 1989, Porto Alegre. Arte Sul 89. Coordenação José Luiz do Amaral, Míriam Avruch. Porto Alegre: Margs, 1989. [68] p. , il. p&b. RSmargs 1989
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 10. , 1988, Rio de Janeiro, RJ. 10º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1988.
  • SALÃO NACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS, 10. , 1988, Rio de Janeiro, RJ. 10º Salão Nacional de Artes Plásticas. Rio de Janeiro: Funarte, 1988. RJsnap 10/1988
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999. IC 730.981 T824

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