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Enciclopédia Itaú Cultural
Teatro

Sérgio Mamberti

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.09.2021
22.04.1939 Brasil / São Paulo / Santos
03.09.2021 Brasil / São Paulo / São Paulo
Registro fotográfico Rubens Chiri/Itaú Cultural

Sérgio Mamberti, 2003
Rubens Chiri, Sérgio Mamberti

Sérgio Mamberti (Santos, São Paulo, 1939 - São Paulo, São Paulo, 2021). Ator,  diretor e gestor cultural. Sérgio Mamberti tem importante papel para as artes no Brasil, seja atuando na gestão de políticas culturais, seja transitando entre diferentes formas e suportes de atuação.

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Sérgio Mamberti (Santos, São Paulo, 1939 - São Paulo, São Paulo, 2021). Ator,  diretor e gestor cultural. Sérgio Mamberti tem importante papel para as artes no Brasil, seja atuando na gestão de políticas culturais, seja transitando entre diferentes formas e suportes de atuação.

Depois de se formar como ator pela Escola de Arte Dramática (EAD - ECA/USP) em 1961, estreia profissionalmente em Antígone América, texto de Carlos Henrique Escobar (1933) dirigido por Antônio Abujamra (1932-2015), e produção de Ruth Escobar (1936-2017), em 1962. A partir do ano seguinte, integra o Grupo Decisão, e está presente no elenco de importantes criações como O Inoportuno (1964), de Harold Pinter (1930-2008), e, ao lado de Glauce Rocha (1933-1971), em Electra (1965), de Sófocles (496 a.C.-406 a.C.), novamente sob o comando de Abujamra. 

É, porém, na personagem Veludo, de Navalha na Carne, de Plínio Marcos (1935-1999), com direção de Jairo Arco e Flexa (1937-2018), que Sérgio ganha projeção como ator, em 1967. Na encenação de O Balcão, de Jean Genet (1910-1986), atua como o juiz, desempenho que lhe vale o Prêmio Governador do Estado de São Paulo como coadjuvante em 1969, sob a direção do franco-argentino Victor García (1934-1982). No ano seguinte, atua em seu primeiro filme, O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla (1946-2004).

Capitaneia uma iniciativa de revitalizar o Teatro Vereda, ao lado de seu irmão, o também ator Cláudio Mamberti (1940-2001), onde realizam diversos projetos no início da década de 1970. Após um período na gestão do espaço, volta aos palcos pelo Theatro São Pedro, para protagonizar Frank V, texto de Dürrenmatt (1921-1990), em companhia da atriz Beatriz Segall (1926-2018) e com direção de Fernando Peixoto (1937-2012), em 1973. 

Integra o elenco de Reveillon, montagem paulistana de Paulo José (1937-2021), pela qual recebe prêmios de melhor ator. Reputação aproveitada em O Jogo do Poder, uma colagem de textos shakespearianos idealizada por Barbara Heliodora (1923-2015) e organizada por Carlos Queiroz Telles (1936-1993), em que tem a oportunidade de exibir distintas facetas de sua personalidade cênica.

Presente em produções de prestígio, Sérgio alia a fina compreensão do texto com um estilo desenvolto de se exprimir, emprestando às figuras ficcionais traços de sua personalidade. Retoma sua atuação no cinema nos filmes O Homem do Pau Brasil (1980), de Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988); A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral (1928-2020); e A Dama do Cine Shangai (1987), de Guilherme de Almeida Prado (1954). Conclui a década de 1980 de volta ao teatro com a comédia O Amigo da Onça (1988), transposição para o palco do personagem das charges de Péricles, dirigido por Paulo Betti (1952)

Nos anos 1990, atua nas peças Rancor, texto de Otávio Frias Filho (1957-2018), dirigido por Jayme Compri, e Pérola (1993), bem-humorada autobiografia de Mauro Rasi (1949-2003) a partir do núcleo familiar que ganha o favor do público, permanecendo cinco anos em cartaz. Com a peça, ganha os prêmios Mambembe e Sharp de melhor ator de 1995.

Na TV, Mamberti também atua em programas infantis, destacando-se em personagens como o bruxo Doutor Victor, de Castelo Rá-Tim-Bum (1994-1997). 

Na segunda metade da década de 1990, encontra-se à frente de novos projetos de dinamização cultural: ao lado de Mário Martini organiza o ciclo de leituras dramáticas Balanço Geral e a programação do Crowne Plaza, um pequeno teatro que difunde talentos emergentes do teatro e da música, como as cantoras Cássia Eller (1962-2001) e Zélia Duncan (1964), além de abrir espaço para experiências cênicas, sempre com destaque e inventividade.

Iniciando-se como diretor teatral em 1976, com Concerto nº 1 para Piano, de João Ribeiro Chaves Neto, Sérgio assina algumas realizações de méritos, como Luar em Preto e Branco (1992), texto de Lauro César Muniz (1938); e O Capataz de Salema, texto poético de Joaquim Cardozo (1897-1978), montado no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

Mamberti também tem importante papel na gestão cultural e esteve à frente de discussões sobre políticas culturais, desempenhando diferentes funções dentro do Ministério da Cultura, entre os anos de 2003 e 2014, e em órgãos como a Fundação Nacional das Artes (Funarte) e as secretarias de Música e Artes Cênicas e de Identidade e Diversidade Cultural.

Presente no imaginário de diferentes gerações, Sérgio Mamberti é responsável por fomentar e pensar criticamente o fazer artístico no Brasil, além de transitar por diferentes suportes de atuação e funções, especialmente no teatro.

Obras 1

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Espetáculos 54

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Exposições 1

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Oficinas 1

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Fontes de pesquisa 17

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  • ALBUQUERQUE, Johana. Sérgio Mamberti In: ______. Enciclopédia do teatro brasileiro contemporâneo. São Paulo, 2000. Material elaborado em projeto de pesquisa para a Fundação Vitae. Ficha curricular.
  • Ator Sérgio Mamberti morre aos 82 anos em SP. G1 SP, São Paulo, 03 set. 2021. Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/09/03/ator-sergio-mamberti-morre-em-sp.ghtml. Acesso em: 03 set. 2021.
  • CALABAR, o Elogio da Traição. São Paulo: Theatro São Pedro, 1980. 1 programa do espetáculo realizado no Theatro São Pedro.
  • CARVALHO, Tania. Ney Latorraca: uma celebração. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004. (Aplauso Especial).
  • CENTRO CULTURAL SÃO PAULO. Divisão de Pesquisas. Cronologia das artes em São Paulo 1975-1995: Artes cênicas - Teatro. São Paulo: Centro Cultural São Paulo, 1996. (Cronologia das artes em São Paulo, 3).
  • Camas Redondas, Casais Quadrados. São Paulo: Teatro Itália, 1978. 1 programa de espetáculo realizado no Teatro Itália.
  • Chuva. São Paulo: Teatro Sesc Anchieta, 1978. 1 programa do espetáculo realizado no Teatro Sesc Anchieta.
  • Concerto nº 1 Piano e Orquestra. São Paulo: Teatro Brigadeiro, 1976. 1 programa do espetáculo realizado no Teatro Brigadeiro.
  • Coração Na Boca. São Paulo: s.l., 1983. 1 programa de espetáculo.
  • Drácula. São Paulo: s.l., 1986. 1 programa de espetáculo.
  • Feliz Páscoa e Tartufo o Projeto "Exercício de Comédia" de Paulo Autran. Palco e Platéia, São Paulo, ano 0, julho de 1985.
  • JUNIOR, Carlos Bozzo. Morre Sérgio Mamberti, protagonista de sólida carreira na cultura do Brasil. Folha de S.Paulo. 3 set. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/09/morre-sergio-mamberti-protagonista-de-solida-carreira-na-cena-cultural-do-brasil.shtml. Acesso em: 3 set. 2021.
  • O Diário de Anne Frank. São Paulo: s.l., 1977. 1 programa de espetáculo.
  • O Jogo do Poder. São Paulo: s.l., 1974. 1 programa de espetáculo.
  • O Prodígio do Mundo Ocidental. São Paulo: s.l., 1973. 1 programa de espetáculo.
  • Planilha enviada pelo pesquisador Edélcio Mostaço.
  • À Margem da Vida. São Paulo: s.l., 1976. 1 programa de espetáculo.

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