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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Gastão Manuel Henrique

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
15.08.1933 Brasil / São Paulo / Amparo

Conversível nº4, 1965
Gastão Manuel Henrique
Tinta epox e madeira
32,00 cm x 32,00 cm

Gastão Manoel Henrique (Amparo SP 1933). Escultor, professor, pintor, desenhista. Freqüenta o curso de pintura da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1958. Viaja para a Europa, onde permanece até 1963. De volta ao Brasil, se fixa no Rio de Janeiro. No fim da década de 1960, produz os Objetos Conversíveis, com b...

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Biografia
Gastão Manoel Henrique (Amparo SP 1933). Escultor, professor, pintor, desenhista. Freqüenta o curso de pintura da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, entre 1955 e 1958. Viaja para a Europa, onde permanece até 1963. De volta ao Brasil, se fixa no Rio de Janeiro. No fim da década de 1960, produz os Objetos Conversíveis, com base em formas geométricas recortadas em madeira, que podem ser manipuladas pelo espectador. Interessa-se pela cenografia e produz palcos e figuras de madeira de pequenas dimensões. Desde esse período, participa de importantes exposições coletivas. Transfere-se para Brasília, em 1968, e passa a lecionar nos Departamentos de Expressão e Representação e de Artes Visuais do Instituto Central de Artes da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Brasília (UnB), onde permanece até 1972. Entre 1976 e 1984, leciona na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage)  e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Recebe a Bolsa Vitae de Artes, na área de artes visuais, com o projeto Escultura, em 1987. É professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (IA/Unicamp), de 1987 a 1996. Na década de 1990, participa da Oficina de Pintura e Escultura no Instituto Cultural Ibero-Americano, em Israel. Em 2005, apresenta um perfil de sua produção, reunindo 50 peças, sendo 30 inéditas, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.

Comentário crítico
Gastão Manuel Henrique, no fim da década de 1960, cria os Objetos Conversíveis, partindo de formas geométricas recortadas em madeira, que, manipuladas pelos observadores constituem novas totalidades formais. Essas obras, de grande leveza, podem ser aproximadas aos Bichos, de Lygia Clark (1920-1988).

No início dos anos 1970, apresenta uma produção relacionada à paisagem do Planalto Central, como em Brasília 72 - n.1, em que as marcas e sinuosidades da madeira sugerem uma chuva que interrompe a linha do horizonte. Sua obra, além das referências à paisagem, volta-se também para a cenografia, recriando palcos, cortinas e figuras recortadas em madeira. Mantendo as analogias com a paisagem e a arquitetura, acrescenta um caráter simbólico a suas obras, tratando os elementos humanos e os objetos de forma concisa e com uma gama cromática restrita.

A partir da metade da década de 1980, volta-se novamente à pintura e às montagens em madeira, em obras que revelam um senso apurado de construção formal e o uso rigoroso da geometria.

Além de sua produção artística, Gastão Manuel Henrique tem importante atividade como professor, do fim da década de 1960 até a década de 1990, lecionando sucessivamente na Universidade de Brasília (UnB), na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (IA/Unicamp).

Obras 8

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Madeira pintada
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Madeira pintada

Exposições 50

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 13

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  • COLEÇÃO Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da Arte Brasileira. São Paulo: MAM, 1984.
  • DUARTE, Paulo Sérgio. Anos 60: transformações da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Lech, 1998.
  • HENRIQUE, Gastão Manuel. Gastão Manoel Henrique. São Paulo : Galeria Arte Global, 1975.
  • OBJETO na arte: Brasil anos 60. Coordenação Daisy Valle Machado Peccinini de Alvarado. São Paulo: FAAP, 1978.
  • OPINIÃO 65. Curadoria e apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985. (Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro).
  • OPINIÃO 65: 30 anos. Curadoria e texto Wilson Coutinho, Cristina Aragão; versão em inglês Odila Stevenson, Carolyn Brisset, Hugo Moss. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1995.
  • PONTUAL, Roberto. Arte/ Brasil/ hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.
  • PONTUAL, Roberto. Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Rio de Janeiro: Edições Jornal do Brasil, 1987.
  • RESUMO de Arte Jornal do Brasil, 3. , 1965. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: MAM, 1965.
  • SALÃO de arte moderna do Distrito Federal, 4., 1967, Brasília. Brasília, 1967.
  • TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999.
  • ZANINI, Walter (org.). História geral da arte no Brasil. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. v. 1.

Como citar

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