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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Waltercio Caldas

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 06.01.2021
06.11.1946 Brasil / Rio de Janeiro / Rio de Janeiro
Registro fotográfico Sérgio Guerini/Itaú Cultural

Sem Título, 2002
Waltercio Caldas
Esmalte sobre aço inoxidável

Waltercio Caldas Júnior (Rio de Janeiro RJ 1946). Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo. Estuda pintura com Ivan Serpa (1923-1973), em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Entre 1969 e 1975, realiza desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, leciona no Instituto Villa-Lobos, no Rio ...

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Biografia
Waltercio Caldas Júnior (Rio de Janeiro RJ 1946). Escultor, desenhista, artista gráfico, cenógrafo. Estuda pintura com Ivan Serpa (1923-1973), em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ). Entre 1969 e 1975, realiza desenhos, objetos e fotografias de caráter conceitual. Na década de 1970, leciona no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro; é co-editor da revista Malasartes; integra a comissão de Planejamento Cultural do MAM/RJ; participa da publicação A Parte do Fogo e publica com Carlos Zilio (1944), Ronaldo Brito (1949) e José Resende (1945) o artigo O Boom, o Pós-Boom, o Dis-Boom, no jornal Opinião. Em 1979, sua produção é analisada no livro Aparelhos, com ensaio de Ronaldo Brito, e, em 1982, no Manual da Ciência Popular, publicado na série Arte Brasileira Contemporânea, pela Funarte. Em 1986, o vídeo Apaga-te Sésamo, de Miguel Rio Branco (1946), enfoca a sua produção. Recebe, em 1993, o Prêmio Mário Pedrosa, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), por mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro. Em 1996, lança a obra O Livro Velázquez e realiza a mostra individual Anotações 1969/1996, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, apresentando pela primeira vez seus cadernos de estudos.

Comentário Crítico
No início dos anos 1960, Waltércio Caldas se interessa pela arte e passa a freqüentar exposições no Rio de Janeiro. Estuda com Ivan Serpa (1923-1973), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), a partir de 1964. O dia-a-dia das aulas e as visitas ao acervo do museu o aproximam da produção moderna e contemporânea. Em 1967, começa a trabalhar como desenhista técnico e diagramador da Eletrobrás e participa de sua primeira exposição coletiva profissional, na Galeria Gead. Na época desenha e faz maquetes de projetos arquitetônicos improváveis.

Em 1969, realiza os Condutores de Percepção, trabalho que é chave em sua carreira. Com ele, inicia uma série de obras feitas a partir da inserção de objetos rotineiros em estojos bem-cuidados com uma plaqueta onde se lê o nome do trabalho, elemento definidor da obra. Esses trabalhos são montados na sua primeira individual, no MAM/RJ, em 1973, com ótima repercussão. Segundo o crítico de arte Ronaldo Brito, as obras expostas são "muito menos objeto de contemplação do que uma forma ativa de veicular um pensamento, de produzir uma crise nos hábitos mentais do espectador".1

Em 1975, faz a individual A Natureza dos Jogos, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp). Traz 100 obras, entre desenhos, objetos e fotografias. Três anos mais tarde, realiza esculturas, como Convite ao Raciocínio e Objeto de Aço. Nessa época, cria obras que comentam trabalhos de nomes consagrados da história da arte. Realiza a Experiência Mondrian e Talco sobre Livro Ilustrado de Henri Matisse. Este último trabalho dá inicio a outras obras feitas com base em livros, como Aparelhos (1979), Manual de Ciência Popular (1982) e Velázquez (1996).

A partir da década de 1980, o artista cria maior número de instalações. Em 1980, realiza Ping Pong, e 0 É Um. Três anos depois expõe A Velocidade, na 17ª Bienal Internacional de São Paulo. Ao mesmo tempo trabalha em uma série de esculturas. E se dedica, basicamente, a essa modalidade na segunda metade da década. Faz vídeos, desenhos e intervenções quase invisíveis no espaço; mas sua atividade primordial é a escultura.

Em 1989, instala a sua primeira escultura pública: O Jardim Instantâneo no Parque do Carmo, em São Paulo e cinco anos depois produz outra peça em espaço aberto: Omkring, na Noruega. Em 1996, realiza o monumento Escultura para o Rio, no centro do Rio de Janeiro, onde se evidencia uma síntese de seu trabalho: a sutileza conceitual que sempre o caracterizou, aliada a uma capacidade de mobilização de espaço público.

Notas
1BRITO, Ronaldo. Racional e absurdo citado em CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas: 1985-2000. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2001. 270 p., il. p&b, color.

Obras 23

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Foto Eduardo Castanho/Itaú Cultural

B.....A

Ferro pintado

Debates 1

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Exposições 464

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Feiras de arte 6

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Festivais 1

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Mesas redondas 1

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Mídias (1)

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Waltercio Caldas - Enciclopédia Itaú Cultural
Esculturas, objetos, instalações e desenhos transcendem o espaço no imaginário do multiartista Waltercio Caldas, cuja atuação nas artes tem início nos anos 1960. O artista imprime sua marca definitiva no cenário na década seguinte, ao criar os icônicos objetos-caixa, espécie de maletas que recebem o Prêmio Anual de Viagem, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), em 1973. Na década de 1980, suas obras ganham o espaço público. No Instituto Inhotim, em Minas Gerais, por exemplo, está Escultura para Todos os Materiais não Transparentes (1985), feita de mármore e madeira. Além desses materiais, Caldas costuma utilizar aço inoxidável, acrílico, fios de algodão e o que for necessário e fizer sentido em cada um de seus trabalhos. “O principal elemento da arte é a liberdade”, diz ele. “Por isso, uso materiais variados. A arte seria uma espécie de abismo para frente, para o qual você é atraído”, compara.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Carolina Fomin (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 38

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  • A ARTE brasileira no mundo: uma trajetória: 24 artistas brasileiros. São Paulo: Dan Galeria, 1993. 24p. il. color. SPdg 1993
  • AR: Exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes. Rio de Janeiro: Paço Imperial, 1997. [24p.], il. color. RJpi 1997/ar
  • ARTE/CIDADE 2: a cidade e seus fluxos. São Paulo: Marca D'Água, 1994. 92 p., il. p&b. color. 709 A786f
  • ARTEPESQUISA. São Paulo: MAC/USP, 1981.
  • BIENAL BRASIL SÉCULO XX, 1994, São Paulo, SP. Bienal Brasil Século XX: catálogo. Curadoria Nelson Aguilar, José Roberto Teixeira Leite, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Walter Zanini, Cacilda Teixeira da Costa, Agnaldo Farias. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1994. 700 BI588sp Sec.XX
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 23., 1996, São Paulo, SP. Catálogo geral dos participantes. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996.
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 23., 1996, São Paulo, SP. Catálogo geral dos participantes. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1996. 700 BI588sp 23/1996 CG
  • BIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, 24. , 1998, São Paulo, SP. Um e/entre outros/s. Curadoria Paulo Herkenhoff, Adriano Pedrosa. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1998. 700 BI588sp 24/1998 v.4
  • CALDAS, Waltercio. Esculturas e desenhos. Rio de Janeiro: Joel Edelstein Arte Contemporânea, 1995. 1 folha dobrada, il. color. Cw145e 1995
  • CALDAS, Waltercio. Esculturas e desenhos.Tradução Izabel Murat Burbridge; texto Lorenzo Mammì. Rio de Janeiro: Joel Edelstein Arte Contemporânea, 1995.
  • CALDAS, Waltercio. Manual da ciência popular. Rio de Janeiro: Funarte, 1982. 51 p., il. color. LR 709.8104 Cw145m
  • CALDAS, Waltercio. Manual da ciência popular. Texto Paulo Venancio Filho. Rio de Janeiro: Funarte, 1982. 51 p., il. color. (Arte brasileira contemporânea).
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio CALDAS Jr. : " aparelhos" . Texto Ronaldo Brito; fotografia Miguel Rio Branco. Rio de Janeiro: GBM, 1979. 162 p. il. color. 709.8104 Cw145w
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas Jr.: aparelhos. Texto Ronaldo Brito. Rio de Janeiro: GBM, 1979.
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas. Ditzingen: Grafisches Zentrun Technik, 1992. [40] p., il. p&b, color. CAT-G Cw145 1992
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas. Tradução Judy Valentin; Stephen Berg; texto Sônia Salzstein, Ilse Kuijken, Paulo Venancio Filho; fotografia César Caldas, Dirk Bleicker, Hans Pattist, Miguel Rio Branco, Romulo Fialdini, Sérgio Zalis, Wilton Montenegro; design Glória Afflalo, Sula Danowski. Ditzingen: Grafisches Zentrun Technik, 1992. 40 p., il. p&b, color.
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas.São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1989.
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas.São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1994.
  • CALDAS, Waltercio. Waltercio Caldas: esculturas. Rio de Janeiro: Galeria Paulo Klabin, 1988.12 p., il. p&b. color.
  • CALDAS, Waltercio. Waltércio CALDAS . São Paulo: Galeria Paulo Klabin, 1988. il. p.b. color. Cw145 1988
  • CALDAS, Waltercio. Waltércio CALDAS: ciclo de esculturas. Rio de Janeiro: Galeria Sérgio Milliet, 1988. s.p.: il. color. CAT-G Cw145 1988
  • CALDAS, Waltercio. Waltércio Caldas. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1989. 12 p., il. color. Cw145 1989
  • CALDAS, Waltercio. Waltércio Caldas. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1994. 24 p., il. color. Cw145 1994
  • CALDAS, Waltercio. Waltércio Caldas: ciclo de esculturas. Curadoria Paulo Venancio Filho; texto Paulo Venancio Filho. Rio de Janeiro: Galeria Sérgio Milliet, 1988. s.p.: il. color.
  • CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999.
  • CHIARELLI, Tadeu. Arte internacional brasileira. São Paulo: Lemos, 1999. 709.81 C532a
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5). R703.0981 C376d v.1 pt. 1
  • DUARTE, Paulo Sérgio. Anos 60: transformações da arte no Brasil. Rio de Janeiro: Lech, 1998. 709.81 D812a
  • PANORAMA DE ARTE ATUAL BRASILEIRA, 1997, São Paulo, SP. Panorama de Arte Atual Brasileira 1997. São Paulo: MAM, 1997.
  • PERFIL da Coleção Itaú. Curadoria Stella Teixeira de Barros. São Paulo: Itaú Cultural, 1998.
  • POR QUE Duchamp? Leituras duchampianas por artistas e críticos brasileiros. Apresentação Ricardo Ribenboim, Marcos Mendonça; texto Vitória Daniela Bousso, Tadeu Chiarelli, Maria Alice Milliet, Agnaldo Farias, Maria Izabel Branco Ribeiro, Paulo Herkenhoff, Celso Favaretto, Stella Teixeira de Barros, Lisette Lagnado, Angélica de Moraes. São Paulo: Itaú Cultural: Paço das Artes, 1999.
  • POR que Duchamp? Leituras duchampianas por artistas e críticos brasileiros. São Paulo: Itaú Cultural : Paço das Artes, 1999. 194 p., il. p&b. color. ISBN 85-85291-14-1. IC 709.04 P837d
  • PRECISÃO: Amilcar de Castro, Eduardo Sued, Waltercio Caldas. Traducao Alita Kraiser. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994. 79 p., il. p.b. color. CAT-G RJccbb 1994
  • PRECISÃO: Amilcar de Castro, Eduardo Sued, Waltercio Caldas. Tradução Alita Kraiser. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 1994.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999.
  • TRIDIMENSIONALIDADE: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 1999. IC 730.981 T824
  • XLVII BIENAL de Veneza: Jac Leirner, Waltercio Caldas. Curadoria Paulo Herkenhoff; tradução John Norman; texto Paulo Herkenhoff, Lorenzo Mammì, Sônia Salzstein. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1997.
  • XLVII BIENAL de Veneza: Jac Leirner, Waltercio Caldas. São Paulo: Fundação BIENAL de São Paulo, 1997. 52 p., il. color. CAT-G SPfb 1997/b

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