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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

José Rufino

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 19.06.2018
03.07.1965 Brasil / Paraíba / João Pessoa
Reprodução fotográfica Flávio Lamenha

Sudoratio, 1997
José Rufino
Gesso, malas e caixas de madeira

José Augusto Costa de Almeida (João Pessoa, Paraíba, 1965). Artista visual e professor. Faz curso de iniciação às artes plásticas na Coordenação de Extensão Cultural da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no final década de 1970, e, no começo de 1980, cursa geologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Biografia

José Augusto Costa de Almeida (João Pessoa, Paraíba, 1965). Artista visual e professor. Faz curso de iniciação às artes plásticas na Coordenação de Extensão Cultural da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) no final década de 1970, e, no começo de 1980, cursa geologia na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No final da década, publica poesias em coletâneas e em jornais do Recife e de João Pessoa, mudando-se para São Paulo em 1990, onde faz pós-graduação em paleontologia na Universidade de São Paulo (USP). Volta para o Recife em 1992 e ministra aulas de paleontologia na UFPE. No mesmo período, interessa-se por poesia, poesia visual e arte postal, integrando mostras no Brasil e no exterior, em países como Argentina, México, Romênia e Portugal. Em sua obra, utiliza elementos carregados de memória, oriundos sobretudo de seu legado familiar, como documentos, cartas e mobiliário.

Produz instalações, desenhos, objetos e também se envolve com a linguagem cinematográfica, realizando curtas-metragem. Em 2006, participa do curta Gravidade como diretor de arte. Integra reconhecidas mostras no país, participando da 25ª Bienal Internacional de São Paulo e recebendo a Bolsa Vitae de Apoio à Cultura (2000) e a Bolsa Funarte de Criação Literária (2010).

Análise

As obras de José Rufino com frequência são formadas com base na articulação de objetos recolhidos de seu legado familiar. Com móveis, documentos, cartas e fotografias, essas obras parecem partir do colecionismo e de uma revisão de sua história, com a qual o artista enfeixa as bases de seus interesses e de seu imaginário, assinalando, na figura de seus pais, um ativismo político ligado ao comunismo e, na figura de seu avô - de quem, aliás, ele empresta o pseudônimo José Rufino -, um passado oligárquico do Nordeste, ligado aos engenhos.

Em Cartas de Areia (1989), utiliza-se de cartas e documentos endereçados a seu avô até os anos 1950 como suportes de pinturas e desenhos, fazendo aderir a esses objetos memórias de infância e lembranças de jogos infantis. Os objetos recolhidos entre os pertences de família começam a ser articulados de modo a se expandir em instalações que apresentam conjuntos de móveis e objetos semiabertos, de cujas portas, gavetas e orifícios escapam materiais de toda sorte, articulando-se pelos espaços expositivos, o que às vezes cria figurações com teor surrealista, como em Incertae Sedis 1, de 2005, em que um móvel  parece ter criado raízes. Ao lado de imagens com enraizamento ou ligação orgânica entre elementos diversos, vitrines e dispositivos de apresentação e catalogação perpassam toda a obra, sempre voltada a discussões sobre projeções da memória.

Obras 13

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Incertae Sedis

Madeira envernizada
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Jogo Fenotípico

Cadeiras e cilindros de gesso
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Memento Mori

Monotipias (têmpera) sobre papéis obituários montados, molduras antigas e fios de couro
Reprodução fotográfica Flávio Lamenha

Plasmatio

Têmpera sobre documentos montados sobre madeira, caixa de madeira e cadeira

Debates 1

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Exposições 99

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Feiras de arte 2

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Fontes de pesquisa 24

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  • 50 anos de salão paranaense de Belas Artes. Curitiba: MAC, 1995. CAT-G PRsp 1995 /c ex.02
  • ALMEIDA, Antônio Augusto de (org.); ALMEIDA, Alice. José Rufino, areia, Paraíba. Mamanguape: Editora Davina, 1995.
  • ANJOS, Moacir dos. Contra esquecimentos. Plasmatio. XXV Bienal Internacional de São Paulo. Fôlder produzido pelo artista, 2002.
  • ANJOS, Moacir dos. O tempo impreciso que se nomeia de agora. Catálogo de exposição individual, Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife, 2004.
  • CAMPOS, Marcelo. José Rufino: Faustus. Catálogo de exposição, Palácio da Aclamação, Salvador, 2010.
  • CAMPOS, Marcelo. Os objetos não deveriam nos tocar, já que não vivem. Fôlder da mostra Nausea. Sala Nordeste, MinC, Recife, Pernambuco.
  • CANTON, Katia. José Rufino: la expansión da la historia. Catálogo produzido pelo artista para a Sexta Bienal de Havana, Cuba, 1997.
  • CANTON, Katia. Novíssima arte brasileira: um guia de tendências. São Paulo: Iluminuras, 2001. 700.981 C232n
  • COCCHIARALE, Fernando. Fôlder da mostra Divortium Aquarum. Usina Cultural Energisa. Prêmio Energisa de Artes Visuais, João Pessoa, 8 set. a 16 out. 2011.
  • COSTA, Marcos de Lontra. Espelho refletido: o surrealismo e a arte contemporânea brasileira (catálogo de exposição). Rio de Janeiro, 2012.
  • Diário de Pernambuco, 12 abr. 2000. Viver, p.D1. Não catalogado
  • FARIAS, Agnaldo. O livro de areia de José Rufino. São Paulo: Adriana Penteado Arte Contemporânea, 1998.
  • JOSÉ RUFINO. Site do Artista. Disponível em: . Acesso em: 17 jan. 2013. Não catalogado
  • MENDES, Neusa. Do inteligível ao sensível. In: José Rufino: [RE]Invenção de uma cidade. Edital Arte e Patrimônio 2009. Ministério da Cultura, 2010.
  • NAVAS, Adolfo Montejo. Substratum (ou 6 notas breves para a poética de José Rufino). Fôlder da exposição Quimeras, Galeria Virgílio, São Paulo, 2008.
  • OSÓRIO, Luis Camillo. José Rufino: o delírio do ordinário. Catálogo da exposição Murmuratio, Museu Ferroviário. Vila Velha, Espírito Santo, 2001.
  • PELE, alma. Curadoria e texto Katia Canton; tradução Beth Jensen. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003. 58 p., il. p&b color.
  • RODRIGUES, Elinaldo. O teor da memória na obra de José Rufino. In: A arte e os artistas da Paraíba, perfis jornalísticos. João Pessoa: Editora Universitária, 2000.
  • RUFINO, José. Cartas de areia. Texto Agnaldo Farias; tradução Noemi Jaffe Cartum. São Paulo: Adriana Penteado Arte Contemporânea, 1998. 20 p., il. color.
  • RUFINO, José. José Rufino. Curadoria e texto Moacir dos Anjos. Recife: MAMAM, 2003. 40 p., il. color.
  • RUFINO, José. Laceratio. Curadoria Fábio Magalhães, Leonor Amarante. João Pessoa: José Rufino, 1999. [39 p.], il.p.b.
  • RUFINO, José. Memória deponere. João Pessoa: Núcleo de Arte Contemporânea, 1997. s.p., il., foto color.
  • VERGARA, Guilherme. José Rufino, arte plásmica: confluências entre arte e existência. Catálogo da exposição Incertae Sedis, Museu de Arte Contemporânea, Niterói, 2005.
  • WERNECK, Sylvia. De dentro para fora: a memória do local no mundo global. Edição bilíngue. Tradutora: Sylvia Werneck Quartim Barbosa. Porto Alegre: Zouk, 2011.

Como citar

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