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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Cassio Michalany

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 26.09.2018
1949 Brasil / São Paulo / São Paulo
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título, 1984
Cassio Michalany
Esmalte acrílico sobre tela
500,00 cm x 200,00 cm

Cássio Michalany (São Paulo, São Paulo, 1949). Pintor, desenhista e professor. Estuda desenho com Luiz Paulo Baravelli (1942) e Frederico Nasser (1945) entre 1967 e 1968, em São Paulo. Exerce a atividade de professor entre 1969 e 1985, lecionando desenho no Curso Universitário, na Faculdade Farias Brito, no Instituto de Arte e Decoração (Iade) e...

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Biografia

Cássio Michalany (São Paulo, São Paulo, 1949). Pintor, desenhista e professor. Estuda desenho com Luiz Paulo Baravelli (1942) e Frederico Nasser (1945) entre 1967 e 1968, em São Paulo. Exerce a atividade de professor entre 1969 e 1985, lecionando desenho no Curso Universitário, na Faculdade Farias Brito, no Instituto de Arte e Decoração (Iade) e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). Em 1973, forma-se arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Em sua produção, o artista parte da crítica à pintura como representação do mundo e volta-se às questões relativas ao espaço, cor, brilho e matéria. Suas primeiras obras mais significativas, realizadas entre 1979 e 1980, são pintadas sobre lona crua, apresentando áreas regulares e autônomas. Em 1983, realiza quadros monocromáticos. Durante a década de 1990, passa a apresentar, em suas séries, a permutação de faixas de cor. Em 2001, a editora Cosac & Naify publica o livro Cássio Michalany: pinturas, com texto do crítico de arte Rodrigo Naves (1955).

Análise

Em sua produção, Cássio Michalany parte da crítica à pintura como representação do mundo e volta-se às questões relativas a espaço, cor, brilho e matéria. As superfícies de seus quadros definem-se pela justaposição de telas. Para o estudioso Marco Antonio Amaral Rezende, Michalany constrói a forma pela cor, pelo recobrimento por igual de toda a superfície. Os limites das cores correspondem aos limites das telas.

O historiador da arte Rodrigo Naves diz que a pintura de Michalany procura encontrar cores e relações de cores que correspondam à sociabilidade contemporânea. Há em suas telas a tentativa de reverter a serialização que comanda o dia-a-dia, um mundo impessoal e delimitado. Suas primeiras pinturas mais significativas, realizadas entre 1979 e 1980, são feitas sobre lona crua, com áreas regulares e autônomas. O uso de valores tonais gera certo equilíbrio nas telas, certa convergência. Os quadros monocromáticos de 1983, com áreas pintadas em chassis e dimensões diferentes, prenunciam outros, com cores diversas e mais intensas, pintados no ano seguinte. Esses já não têm a harmonia dos anteriores. Na década de 1990, o artista começa a apresentar a permutação de faixas de cor, polemizando com a tradição artística e o uso simbólico das cores. Apresenta arranjos soltos e descompromissados, que se tornam visíveis pela existência de uma faixa branca que muda de posição em todas as séries. As telas parecem recusar uma determinação estabelecida, que as envolva em vínculos óticos.

O trabalho de Michalany parte de algumas propostas do minimalismo, como, por exemplo, na renúncia a formas complexas e diferenciadas. Entretanto, para Naves, com a repetição formal, o artista não quer encontrar um modo de representar pictoricamente as séries. Procura antes entender seu modo de funcionamento, ao revelar como a mudança de posição de uma cor altera toda a estrutura de um quadro. Segundo o historiador, pode-se considerar sua obra em âmbito mais amplo, que supõe o reconhecimento do lugar do outro e a consideração de que a posição que ocupamos no mundo só pode ser compreendida se são supostas também as outras posições.

Obras 27

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Sem Título

Esmalte sintético e grafite sobre tela
Reprodução fotográfica Nelson Kon

Sem Título

Esmalte sintético sobre tela
Reprodução fotográfica Arnaldo Pappalardo

Sem Título

Acrílica sobre tela
Reprodução fotográfica Romulo Fialdini

Sem Título

Água-tinta
Reprodução fotográfica Aranldo Pappalardo

Sem Título

Acrílica sobre tela

Exposições 64

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Feiras de arte 1

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Mídias (1)

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Cassio Michalany - Enciclopédia Itaú Cultural
Tendo como referência o minimalismo, o pintor paulistano Cassio Michalany explora as possibilidades de rearranjo de cores nas telas, reproduzindo quadros parecidos, mas não idênticos, invertendo as posições dos mesmos para provocar a atenção do público. Seu trabalho, presente nos principais salões de arte brasileiros, instiga o espectador a entender as sutilezas das mudanças e gradações tonais, como em um jogo de identificação. A técnica, batizada permutação de cor, é atribuída pelo crítico de arte Rodrigo Naves como uma “metáfora ao contexto social”. Ou, como explica o próprio artista, “reflete a fragilidade das relações de cores como sendo a fragilidade das relações das pessoas na sociedade. Não é todo mundo que entende. A pintura é um processo lento e individualista que requer reflexão”.

Produção: Documenta Vídeo Brasil
Captação, edição e legendagem: Sacisamba
Intérprete: Erika Mota (terceirizada)
Locução: Júlio de Paula (terceirizado)

Fontes de pesquisa 5

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  • LEIRNER, Sheila; WILDER, Gabriela Suzana (Curad.). Em busca da essência: elementos de redução na arte brasileira. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1987.
  • MICHALANY, Cassio. Cássio Michalany. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1985. il. color.
  • MICHALANY, Cassio. Cássio Michalany. São Paulo: Gabinete de Arte Raquel Arnaud, 1987. , il. color.
  • MICHALANY, Cassio. Cássio Michalany: pinturas. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1981. , il. p.b.
  • MICHALANY, Cassio. Pinturas. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1980. folha dobrada, 1 il. color.

Como citar

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