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Artes visuais

Dora Longo Bahia

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 31.03.2017
03.12.1961 Brasil / São Paulo / São Paulo
Dora Longo Bahia (São Paulo, São Paulo, 1961). Artista multimídia. A partir de 1984 trabalha com cenografia, ilustração e performance. Conclui em 1987 o curso de licenciatura em educação artística na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), onde é aluna de Nelson Leirner (1932). Nessa época produz trabalhos de gravura em metal com imagens que s...

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Biografia

Dora Longo Bahia (São Paulo, São Paulo, 1961). Artista multimídia. A partir de 1984 trabalha com cenografia, ilustração e performance. Conclui em 1987 o curso de licenciatura em educação artística na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), onde é aluna de Nelson Leirner (1932). Nessa época produz trabalhos de gravura em metal com imagens que se referem a heróis de histórias em quadrinhos.

Desde a década de 1990, suas pinturas relatam sua condição urbana ao tratar de temas como violência, sexo e morte. Entre 1992 e 1995, toca baixo na banda Disk-Putas, com a qual, além das apresentações, realiza performances. Participa de exposições no Brasil e em países, como Holanda, Argentina e México. É professora de pintura na Faap de 1994 à 2013 Em 1997 participa da 6ª Bienal de Havana, no Centro de Arte Contemporáneo Wifredo Lam.

Desde 1993 é ilustradora da Folha de S. Paulo.Doutora em poéticas visuais na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), é professora na mesma instituição desde 2013. Resultado de seu pós-doutorado, lança, em 2016, o filme Caso Dora, na Galeria Vermelho, em São Paulo, seu primeiro trabalho no cinema.

Análise

Dora Longo Bahia é aluna de Nelson Leirner, de quem herda um olhar crítico em relação ao sistema de arte.

Após a fase em que suas pinturas tratam diretamente da violência presente nas grandes cidades, mostrando pessoas comuns relacionadas a fatos que aparecem diariamente nas páginas do noticiário policial, a artista começa a produzir trabalhos em que utiliza fotos típicas de álbuns de recordação familiares e, posteriormente, paisagens. Na série Imagens Infectadas (1999), um conjunto de serigrafias combinadas com água-forte, ela evidencia a ação do tempo sobre lembranças ao apresentar imagens cotidianas alteradas pela ação de fungos e em estado de deterioração.

Em 2000, na obra Who's Afraid of Red? (Honey Moon), a artista utiliza sua memória pessoal, e transpõe para a pintura uma fotografia de seus pais em lua-de-mel. A imagem adquire um aspecto esbranquiçado, que alude a uma lembrança do passado. A essa pintura são acrescidas marcas, cortes, arranhões, intervenções agressivas de cor vermelha. O título é retirado da obra Who's Afraid of Red, Yellow and Blue III, do pintor norte-americano Barnett Newman, que é rasgada por um visitante quando se encontra exposta.

A artista utiliza várias técnicas - pintura, fotografia, vídeo -, mas se define como uma produtora de imagens. Muitas de suas pinturas são feitas com base em fotografias projetadas em um suporte bidimensional. O uso da figuração é um aspecto importante em sua obra, que chama a atenção para a materialidade e a ação do tempo a que estão destinadas as imagens.

Exposições 125

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Eventos relacionados 4

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Fontes de pesquisa 26

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  • A SINHAZINHA, o mulato, o negão e o carrasco. Apresentação Maria Cecília França Lourenço. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1985. SPpe 1985/s
  • A SINHAZINHA, o mulato, o negão e o carrasco. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1985. 7 lâms., il. p.b.
  • ARTE brasileira contemporânea: doações recentes/96. São Paulo: MAM, 1996. 45 p., il. p&b color.
  • BAHIA, Dora Longo. Escalpo Carioca & Outras Canções. Curadoria Agnaldo Farias; versão em inglês Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2006. 192 p., il. p&b color.
  • BAHIA, Dora Longo. Escalpo Carioca & Outras Canções. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2006. Ba151 2006
  • BAHIA, Dora Longo. Pinturas.Buenos Aires: Centro Cultural Recoleta, 1996. Ba151 1996
  • BAHIA, Dora Longo. Who's afraid of red? Entrevista Ana Paula Cohen; versão em inglês Francisca de Azevedo Aguiar. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 2002. 56 p., il. color.
  • BAHIA, Dora Longo. Who's afraid of red? São Paulo: Galeria Luisa Strina, 2002. Ba151 2002
  • CANONGIA, Ligia (coord.). Arte Foto. Curadoria Ligia Canongia; tradução Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002.
  • CANONGIA, Ligia (coord.). Arte Foto. Curadoria Ligia Canongia; tradução Paulo Andrade Lemos. Rio de Janeiro: Centro Cultural Banco do Brasil, 2002. RJccbb 2002
  • CENTRO CULTURAL LIGHT (RIO DE JANEIRO, RJ). Horizonte reflexivo. Curadoria Eduardo Brandão, Lisette Lagnado; versão em inglês Stephen Berg. Rio de Janeiro: Centro Cultural Light, 1998.
  • CENTRO CULTURAL LIGHT (RIO DE JANEIRO, RJ). Horizonte reflexivo. Curadoria Eduardo Brandão, Lisette Lagnado; versão em inglês Stephen Berg. Rio de Janeiro: Centro Cultural Light, 1998. RJccL 1998/h
  • Currículo enviado pela artista. Não catalogado
  • DORA Longo Bahia. Currículo da artista.
  • Dora Longo Bahia. São Paulo: Galeria Luisa Strina, 1994. Não catalogado
  • MUSEU DE ARTE MODERNA (SÃO PAULO, SP); SOARES, Marcelo Lacerda (Coord.). Arte brasileira contemporânea. São Paulo: Bayer, 1996. SPmam 1996/a
  • O RETRATO como imagem do mundo. Curadoria e texto Cauê Alves; versão em inglês Graham Howells. São Paulo: MAM, 2005. [14] p., il. color.
  • O RETRATO como imagem do mundo. São Paulo: MAM, 2005. SPmam 2005/re
  • OLIVANI, Augusto. Dora Longo Bahia trabalha contrastes em mostra individual no CCBB-RJ. UOL. São Paulo, 10 fev. 2006. Diversão e arte. Disponível em: . Acesso em: 08 ago. 2006. Não catalogado
  • OLIVANI, Augusto. Dora Longo Bahia trabalha contrastes em mostra individual no CCBB-RJ. UOL. São Paulo, 10 fev. 2006. Diversão e arte. Disponível em: [http://diversao.uol.com.br/arte/ultnot/2006/02/10/ult988u515.jhtm]. Acesso em: 08 ago. 2006.
  • PELE, alma. Curadoria e texto Katia Canton; tradução Beth Jensen. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003. 58 p., il. p&b color.
  • PELE, alma. São Paulo: Centro Cultural Banco do Brasil, 2003. SPccbb 2003/p
  • PROGRAMA Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Disponível em: . Acesso em: 08 ago. 2006. Não catalogado
  • PROGRAMA Gulbenkian Criatividade e Criação Artística. Disponível em: [http://www.programacriatividade.gulbenkian.pt/cursos2006_visuais_equipa.asp?area=cursos2006]. Acesso em: 08 ago. 2006.
  • TERRITÓRIOS: nove artistas empenhados em fundar suas próprias paisagens. Curadoria Agnaldo Farias. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2002. 96 p., il. color. (A recente trajetória da arte brasileira, 4). 3 folders.
  • TERRITÓRIOS: nove artistas empenhados em fundar suas próprias paisagens. São Paulo: Instituto Tomie Ohtake, 2002. CAT-G SPito 2002/t

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