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Enciclopédia Itaú Cultural
Artes visuais

Tomoo Handa

Por Editores da Enciclopédia Itaú Cultural
Última atualização: 02.03.2015
1906 Japão / Honshu / Utsunomiya
1996 Brasil / São Paulo / Atibaia
Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Retrato do Pintor Tamaki, 1940
Tomoo Handa
Acrílica sobre tela
54,00 cm x 65,00 cm

Tomoo Handa (Utsunomiya, Japão, 1906 - Atibaia, SP, 1996). Pintor e professor. Chega com a família a Porto Martins, interior de São Paulo, em 1917. Segue para a fazenda Santo Antônio, próxima a Botucatu, para trabalhar na lavoura de café. Em 1921, transfere-se para  a capital, onde inicia sua formação artística na Escola Profissional Masculina d...

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Biografia
Tomoo Handa (Utsunomiya, Japão, 1906 - Atibaia, SP, 1996). Pintor e professor. Chega com a família a Porto Martins, interior de São Paulo, em 1917. Segue para a fazenda Santo Antônio, próxima a Botucatu, para trabalhar na lavoura de café. Em 1921, transfere-se para  a capital, onde inicia sua formação artística na Escola Profissional Masculina do Brás, entre 1927 e 1929. Cursa a Escola de Belas Artes de São Paulo de 1932 a 1935, onde recebe orientação de Lopes de Leão (1889-1964). Funda com outros artistas, em 1935, o Grupo Seibi (Seibi-Kai), que visa a partilhar experiências e estimular debates artísticos, em encontros semanais entre pintores nipo-brasileiros. Em 1936, realiza sua primeira mostra individual no Nippon Club, e neste mesmo ano conquista reconhecimento fora de sua comunidade, recebendo menção honrosa no Salão Paulista de Belas-Artes. Participa também de outros importantes grupos da colônia japonesa, como o Grupo Jacaré ou dos 15, entre 1948 e 1949, e o Grupo Guanabara, de 1950 a 1959. Integra as cinco exposições coletivas realizadas pelo Grupo Guanabara, na Galeria Domus, em São Paulo (1950, 1951, 1953, 1958, 1959). Participa da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, do 1º Salão de Arte Moderna de São Paulo e do 1º Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, ambos em 1952. É um dos realizadores do 1º Salão de Arte da Colônia Japonesa em São Paulo, em 1952. Após sua morte, é realizada a exposição Retrospectiva de Tomoo Handa, no Museu de Arte Nipo-Brasileira, São Paulo, em 1997.

Comentário crítico
Essencialmente pictórica, a obra de Tomoo Handa consiste principalmente em paisagens e retratos, sendo o óleo e a aquarela os meios preferidos pelo artista. Em suas paisagens, lança um olhar atento à vegetação local e demonstra interesse na elaboração cromática. Handa pinta os arredores de São Paulo e cidades próximas, construindo telas de cores ricas e delicadas, como em Paisagem da Vila Sônia (1947). A infância vivida nas fazendas do interior paulista, junto à recém formada colônia japonesa, é evocada em telas como Cafezal (1952) e A Colheita do Café (1955). Em texto de 1968, Handa comenta: "...não tendo as artes plásticas encontrado a barreira da língua para a expressão, puderam os artistas desenvolver indagações sobre o que seja o Belo, o que sejam as belas artes do Japão, bem como o que seja a arte que o imigrante poderia criar no Brasil. [...] é possível afirmar com toda segurança que todo seu esforço [do imigrante japonês] jamais foi no sentido de imitar as formas das belas-artes japonesas e que não se deixarão para a posteridade sombras tristes das mesmas". Handa dedica-se também a retratar as pessoas de seu convívio. Em 1937, dois anos após concluir sua formação na Escola de Belas Artes, pinta um Retrato de Mulher, no qual figura uma jovem japonesa. Tela de fatura ainda um tanto convencional, mas que já exibe a procura pelo equilíbrio e a sutileza no uso das cores. Entre 1940 e 1945, executa o óleo Retrato do Pintor Tamaki. Esta obra, observa a curadora Ana Paula Nascimento, já apresenta como característica comum de sua produção o uso de linhas escuras a contornar a figura e todos os objetos, de uma maneira expressiva.

Obras 7

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Reprodução fotográfica autoria desconhecida

Auto-retrato

Óleo sobre tela
Reprodução Fotográfica Hugo Lenzi

Cafezal

Óleo sobre tela

Exposições 48

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Fontes de pesquisa 11

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  • BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
  • Coleção ABN AMRO Real. São Paulo: Instituto Banco Real, 2005.
  • DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1973-1980. 4v. (Dicionários especializados, 5).
  • GULLAR, Ferreira (et. al). 150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989.
  • LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
  • NA ARTE da colônia japonesa no Brasil. Apresentação de Yosuke Yoshida. Textos de Jayme Maurício et al. São Paulo: MASP, 1988.
  • Nipo-brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Curadoria Ana Paula Nascimento. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2008.
  • OS SALÕES: da família artística paulista, de maio e do sindicato dos artistas plásticos de São Paulo. São Paulo: Museu Lasar Segall, 1976. (Ciclo de Exposições de Pintura Brasileira Contemporânea).
  • SEIS tempos: 80 anos. Apresentação de Jorge da Cunha Lima. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1986.
  • SPINELLI, João J. Arte nipo-brasileira. São Paulo: Takano, 2001.
  • VIDA e arte dos japoneses no Brasil: 80 anos de imigração japonesa no Brasil. Tradução de Antonio Nojiki. Apresentação de Fujio Tachibana e Pietro Maria Bardi. São Paulo: Masp: Banco América do Sul, 1988.

Como citar

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